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7 de janeiro de 2022

História De Israel – Teologia 31.300 (2º Parte Livro 1) CAPÍTULO 18 CABALA DE ANTÍPATRO, O QUAL ERA ODIADO POR TODOS. O REI HERODES MOSTRA QUERER TOMAR GRANDE CUIDADO DOS FILHOS DE ALEXANDRE E DE ARISTOBULO. CASAMENTOS QUE ELE PROJETA PARA ESSE FIM E FILHOS QUE TEVE DE NOVE MULHERES, ALÉM DOS DE MARIANA.ANTÍPATRO FÁ-LO MUDAR DE IDÉIA COM RELAÇÃO AOS CASAMENTOS. GRANDES DIVERGÊNCIAS NA CORTE DE HERODES. ANTÍPATRO FAZ QUE ELE O MANDE A ROMA, ONDE SILEU TAMBÉM VAI E DESCOBRE-SE QUE ELE PLANEJARA MATAR HERODES. *

 

História De Israel – Teologia 31.300

(2º Parte Livro 1)

CAPÍTULO 18

CABALA DE ANTÍPATRO, O QUAL ERA ODIADO POR TODOS. O REI HERODES

MOSTRA QUERER TOMAR GRANDE CUIDADO DOS FILHOS DE ALEXANDRE E DE

ARISTOBULO. CASAMENTOS QUE ELE PROJETA PARA ESSE FIM E FILHOS QUE

TEVE DE NOVE MULHERES, ALÉM DOS DE MARIANA.ANTÍPATRO FÁ-LO MUDAR

DE IDÉIA COM RELAÇÃO AOS CASAMENTOS. GRANDES DIVERGÊNCIAS NA CORTE

DE HERODES. ANTÍPATRO FAZ QUE ELE O MANDE A ROMA, ONDE SILEU

TAMBÉM VAI E DESCOBRE-SE QUE ELE PLANEJARA MATAR HERODES. *

 

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* Este registro também se encontra no Livro Décimo Sétimo, capítulos 1, 3 e 4, Antigüidades Judaicas, Parte I.

 

113. Ninguém mais podia então disputar o trono a Antípatro; no entanto, jamais ódio foi maior, nem mais geral, do que o que então se tinha dele, porque não se duvidava de que ele tinha causado com suas calúnias a morte de seus irmãos e os filhos que tinham deixado davam-lhe por outro lado grandes temores. Alexandre tivera dois filhos de Glafira, Tigrano e Alexandre, Aristobulo tivera três, da filha de Salomé, Herodes, Agripa e Aristobulo e duas filhas, Herodíada e Mariana.

Herodes, depois da morte de Alexandre, mandou a princesa Glafira, viúva, com seu dote, para a casa de Arquelau, seu pai, e casou Berenice, viúva de Aristobulo, com o tio materno de Antípatro, que arranjou este casamento para se reconciliar com Salomé, que o odiava. Antípatro conquistou também a Feroras, com ricos presentes e com toda a espécie de favores, mandou grandes somas a Roma, para conquistar a amizade daqueles que tinha prestígio perante Augusto e nada poupou para conquistar também o afeto de Saturnino e dos principais da Síria. Toda-via, mais ele dava, mais era odiado, porque não se consideravam os presentes como dádiva de sua liberalidade, mas efeitos do seu medo; e, assim, somente lhe serviam para torná-lo ainda mais odioso e criar mais inimigos contra si próprio, justamente aqueles que nada recebiam. Continuou, todavia, a sua magnificência, em vez de diminuí-la, quando viu que contra sua esperança Herodes tomava conta dos órfãos e demonstrava, pela compaixão por eles, que estava arrependido de os ter reduzido, pela morte de seus pais, a uma condição tão deplorável.

114.  Este rei, tão feliz e tão infeliz ao mesmo tempo, reuniu seus parentes e amigos, mandou vir os pequenos príncipes e disse, tendo os olhos marejados de lágrimas: "Pois que a minha desdita me arrebatou aqueles de quem estas crianças tiveram a vida, não há cuidados que a natureza e minha compaixão do estado em que se encontram não me obrigue a tomar delas. Mas procurarei mostrar que, se fui o mais infeliz de todos os pais, nenhum avô me superará em afeto: nada recomendarei tanto aos mais caros dos meus amigos, do que continuarem a mesma solicitude, quando eu não estiver mais neste mundo. Para começar a dar-vos provas disso, quero, disse ele, dirigindo a palavra a Feroras, casar vossa filha com o mais velho destes filhos de Alexandre, a fim de vos obrigar a servir-lhe de pai. Resolvi, acrescentou ele, falando a Antípatro, que vosso filho despose uma das filhas de Aristóbulo, para vos obrigar à mesma coisa; e eu entendo que Herodes, meu filho e neto do lado materno de Simão, sumo sacerdote, despose a outra filha de Aristóbulo. Tal é a minha vontade e não se poderia amar-me e achar difícil a sua realização. Rogo a Deus que faça frutificarem esses casamentos para vantagem de minha família e de meu reino e torne todos esses filhos tais, que eu possa ter por eles outros sentimentos que não os tive por seus pais." Terminou seu discurso chorando, fez que seus filhos se abraçassem, abraçou-os também, a todos, com muitas demonstrações de afeto e de ternura e dissolveu assim a assembléia.

115.  Este fato de tal modo amedrontou a Antípatro, que todos o notaram. Ele considerava como uma diminuição de seu prestígio, demonstrações tão favoráveis do afeto de Herodes para com os órfãos e julgava assaz que não havia perigo que ele não corresse, se, além do auxílio que os filhos de Alexandre podiam ter do rei Arquelau, seu avô, Feroras, que era tetrarca, entrasse ainda em seus interesses. Ele imaginava também o ódio geral que excitava contra ele a infelicidade daqueles jovens príncipes, de que todos o consideravam culpado, bem como do assassínio de seus pais. Assim deliberou fazer todos os esforços para anular aqueles casamentos. Mas sabendo como Herodes era desconfiado e temendo o seu mau caráter, em vez de se portar com gentileza, julgou dever falar-lhe abertamente e assim teve a ousadia de lhe dizer que ele suplicava não privá-lo da honra que lhe havia concedido de declará-lo sucessor, dando-lhe apenas o nome de rei e, na realidade, a outros a autoridade real, como aconteceria sem dúvida, se o filho de Alexandre tivesse não somente a Arquelau por avô, mas também a Feroras por sogro: que aquela razão o obrigava a rogar que mudasse a ordem dos casamentos e que nada era mais fácil, pois a família era muito rica de jovens, pois de nove mulheres, que tivera Herodes, ele tinha filhos de sete, isto é, Antípatro, de Dóris, Herodes, de Mariana, filha de Simão, sumo sacerdote, Arquelau, de Maltacé, samaritana, e uma filha chamada Olímpia, que José, seu irmão, tinha desposado. Herodes e Filipe, de Cleópatra, que eram de Jerusalém, e Fazael, de Pallas. Tivera também de Fedra uma filha de nome Roxana e de Elpídia uma filha de nome Salomé. Uma das mulheres de que não tivera filhos era sua sobrinha, filha de seu irmão e a outra, sua prima-irmã. Além dos filhos que acabo de citar, ele tivera da rainha Mariana, duas filhas, irmãs de Alexandre e de Aristóbulo, e era sobre esse grande número de filhos que Antípatro se fundava para rogar ao rei que mudasse a resolução tomada. Herodes, que já estava comovido pela infelicidade de seus dois filhos, aos quais ele mesmo fizera perder a vida, julgando assaz por essas palavras de Antípatro que se ele tivesse ainda ocasião, ele não faria menos esforços do que fizera, para perder a eles também, como havia perdido os pais com suas calúnias, ficou tão encolerizado contra ele que o expulsou de sua presença, com palavras violentas. Mas depois deixou-se vencer por suas bajulações, permitiu-lhe desposar a filha de Aristóbulo e que seu filho desposasse a filha de Feroras. Pode-se assim julgar do poder que Antípatro tinha conseguido sobre o espírito de Herodes, por sua complacência, pois Salomé embora fosse sua irmã e a imperatriz se interessasse em seu favor, não somente pôde obter dela a permissão para desposar um senhor árabe, de nome Sileu, mas ele protestou mesmo com juramento considerá-la como sua maior inimiga, se ela não renunciasse ao seu intento e a obrigou a desposar um de seus amigos de nome Alexas e a casar uma de suas filhas, com o filho desse Alexas, e a outra com o tio materno de Antípatro. Fez também casar uma das filhas da rainha Mariana com Antípatro, filho de sua irmã, e a outra com Fazael, filho de seu irmão.

116. Assim, a ordem projetada por Herodes com relação aos casamentos foi modificada, como Antípatro desejava, e a esperança que esses pequenos príncipes podiam disso conceber, inteiramente perdida; esse perseguidor da família de Mariana julgou que a sorte não lhe podia ser então mais segura e sua confiança unida à malícia, tornaram-no ainda mais insuportável. Vendo que lhe era impossível acalmar o ódio de todos contra ele, persuadiu-se de que o único meio de prover à sua segu-rança era fazer-se temer; foi-lhe tanto mais fácil conseguir que Feroras lhe fizesse a corte, depois que ele se tinha visto confirmado, na futura sucessão ao trono.

11 7. Aconteceu nesse mesmo tempo uma grande agitação entre as mulheres no palácio, onde a de Feroras, a quem sua mãe e sua irmã e a mãe de Antípatro, se tinham reunido, agia tão insolentemente, que ela não temia tratar com desprezo e ofender os dois filhos do rei, com o que Antípatro ficava muito descontente, porque ele as odiava e as outras mulheres não ousavam se opor a esta cabala, exceto Salomé. Ela avisou o rei do que se passava e comunicou-lhe os projetos que se faziam contra seu governo. As mulheres, sabendo que ele já tivera conhecimento de tudo e que estava muito irritado, deixaram de se reunir, abertamente, e fingiam, em sua presença, não se estimarem reciprocamente. Antípatro, por seu lado, falava publicamente de Feroras, de maneira pouco lison-jeira, mas elas se reuniam à noite, comiam juntas secretamente e mais elas eram observadas, mais fortaleciam a sua união. Por mais cuidado que tivessem em ocultá-la, Salomé tudo revelava e referia a Herodes. Como ela odiava a mulher de Feroras, de tal modo a incitou contra ele, que tendo reunido seus parentes e amigos, ele a acusou diante deles, entre outras coisas, da maneira insolente como vivia com suas filhas, de que tinha ajudado os fariseus contra ele e de que tinha dado uma bebida a seu marido para levá-lo a odiá-lo. Disse depois a Feroras que ele devia escolher a quem preferia, ou abandonar sua mulher, ou renunciar à amizade do rei e de seu irmão. Ao que, na perturbação em que essa questão o tinha deixado, respondeu que a morte lhe seria mais suave do que viver sem sua mulher. Herodes proibiu a Antípatro que jamais tivesse alguma comunicação com ele, nem com sua mulher, nem com nenhum daqueles que eram de seu parecer. Ele obedeceu, na aparência, mas os via secretamente, à noite; e de medo que Salomé os descobrisse, fez que os amigos que ele tinha em Roma escrevessem a Herodes que era conveniente que ele o enviasse para passar algum tempo junto de Augusto. Herodes, sem protelar, fê-lo partir para essa viagem, com grandíssima equipagem, deu-lhe muito dinheiro e o fez levar seu testamento, pelo qual o declarava seu sucessor no reino e em sua falta, a Herodes, que ele tivera de Mariana, filha de Simão, sumo sacerdote.

118. Nesse mesmo tempo, Sileu, sem considerar a proibição que Augusto lhe havia feito, foi também a Roma para dizer contra Antípatro o que ele tinha dito contra Nicolau. Essa divergência que ele tinha com o rei Aretas, seu soberano, não era de poucas conseqüências, pois ele tinha feito morrer vários dos amigos desse príncipe, dentre outros um de nome Soeme, que era o homem mais rico de Petra; Fabato, intendente do imperador, que ele havia subornado por dinheiro, ajudava-o contra Herodes; mas Herodes depois o conquistou, dando-lhe mais e fazendo que ele recebesse as somas que o imperador tinha mandado recolher. A esse respeito Sileu em vez de pagar o que devia, acusou-o perante Augusto de abandonar seus interesses para cuidar dos de Herodes; o que excitou de tal modo Fabato contra ele, que ele foi dizer a Herodes que ele tinha subornado, com dinheiro, um de seus guardas de nome Corinto e aconselhou-o a prendê-lo; Herodes acreditou tanto mais facilmente, quanto esse Corinto era árabe. Mandou prendê-lo imediatamente, com dois outros da mesma nacionalidade, que estavam em casa dele, um dos quais era amigo de Sileu e o outro, da guarda pessoal de Herodes. Foram ambos torturados e confessaram que Corinto lhes havia dado uma grande soma de dinheiro, para induzi-los a matar Herodes. Saturnino, governador da Síria, interrogou-os e os mandou a Roma, com as informações.

 

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