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8 de janeiro de 2022

História De Israel – Teologia 31.315 (2º Parte Livro 2) CAPÍTULO 12 UM CERTO JUDAS, GALÜEU, ESTABELECE ENTRE OS JUDEUS UMA QUARTA SEITA. SOBRE AS OUTRAS TRÊS SEITAS QUE JÁ EXISTIAM E, PARTICULARMENTE, A DOS ESSÊNIOS.

 História De Israel – Teologia 31.315

(2º Parte Livro 2)

 

CAPÍTULO 12

UM CERTO JUDAS, GALÜEU, ESTABELECE ENTRE OS JUDEUS UMA QUARTA

SEITA. SOBRE AS OUTRAS TRÊS SEITAS QUE JÁ EXISTIAM E,

PARTICULARMENTE, A DOS ESSÊNIOS.

 

153.  Quando os países dominados por Arqueiau foram reduzidos a Província, Augusto deu-lhes o governo a Copônio, cavaleiro romano. Durante sua administração, um galileu, chamado Judas, levou os judeus a se revoltarem, censurando-os, porque pagavam tributo aos romanos, quase igualando homens a Deus, pois os reconheciam também como senhores. Judas foi o autor de uma nova seita, inteiramente diferente das três outras, das quais a primeira era a dos fariseus, a segunda, a dos saduceus e a terceira, a dos essênios, que é a mais perfeita de todas.

Eles são judeus de nascimento; vivem em estreita união e consideram os prazeres como vícios, que se devem evitar, e a continência e a vitória sobre suas paixões como virtudes, que muito se devem estimar. Rejeitam o casamento, não porque julgam dever-se destruir a espécie humana, mas para se evitar a intemperança das mulheres que não guardam fidelidade aos seus maridos. Não deixam, entretanto, de reconhecer as crianças que lhes são dadas para instruírem e educá-las na virtude, com tanto cuidado e caridade como se fossem seus pais, e alimentam e vestem todas da mesma maneira.

Desprezam as riquezas: todas as coisas são comuns entre eles, com uma igualdade tão admirável que, quando alguém abraça a seita, despoja-se de toda propriedade, para evitar, por esse meio, a vaidade das riquezas, poupar aos outros a vergonha da pobreza e em tão feliz união viver juntos como irmãos.

Não toleram a unção do corpo com óleo, mas se isso sucede a alguém, ainda que contra a vontade, eles limpam aquele óleo como se fossem manchas e julgam-se limpos e bastante puros, quando suas vestes são sempre brancas.

Escolhem para ecônomos, homens de bem, que recebem todas as suas rendas e as distribuem segundo as necessidades de cada qual; não têm cidade certa onde morar; estão espalhados em várias, onde recebem os que desejam entrar em sua sociedade; ainda que jamais os tenham visto, dividem com eles o que têm como se os conhecessem há muito tempo.

Quando fazem alguma viagem nada levam consigo, apenas armas para se defenderem dos ladrões. Eles têm em cada cidade alguns dos seus, para receber e alojar os de sua seita, que por ali passam e para lhes dar vestes e outras coisas de que podem ter necessidade.

Não mudam de roupa, senão quando as suas já estão rotas ou muito usadas. Nada vendem e nada compram entre si; mas permutam uns com os outros tudo o que têm.

São muito religiosos e piedosos para com Deus, só falam de coisas santas; antes que o sol desponte fazem orações, que receberam por tradição, para pedir a Deus que o faça brilhar sobre a terra. Depois vão trabalhar, cada qual em seu ofício, segundo o que lhes é determinado. Às onze horas, reúnem-se e cobertos com um pano de linho, lavam-se em água fria. Retiram-se em seguida para suas celas, cuja entrada só é permitida aos da seita e, tendo-se purificado desse modo, vão ao refeitório, como a um santo Templo, onde, depois de sentados, em grande silêncio, põem, diante de cada qual, um pão e um pouco de alimento num pequeno prato. Um sacerdote abençoa as iguarias e não se pode tocá-las enquanto não termina a oração. Oram depois da refeição para terminar como começaram, com louvores a Deus, a fim de testemunhar que somente de sua libe-ralidade eles recebem tudo o que têm para sua alimentação. Deixam então suas vestes que consideram sagradas e voltam ao trabalho. Fazem a ceia à noitinha do mesmo modo e recebem seus hóspedes, se os houver.

154. jamais se ouve barulho em suas casas; nunca se vê a menor perturbação; cada qual fala por sua vez e sua posição e seu silêncio causam respeito aos estrangeiros. Tão grande moderação é efeito de sua contínua sobriedade; não comem nem bebem mais do que é necessário para a sustentação da vida.

Não lhes é permitido fazer coisa alguma, a não ser com a anuência de seus superiores, exceto ajudar os pobres sem que qualquer outra razão os leve a isso — a compaixão pelos infelizes; quanto aos parentes, nada lhes dão se não lhes for concedida a permissão.

Têm imenso cuidado de reprimir a cólera; amam a paz e cumprem tão inviolavelmente o que prometem, que se pode prestar fé às suas simples palavras, como a juramentos. Eles os consideram mesmo como perjúrios, porque não podem crer que um homem não seja um mentiroso quando tem necessidade, para que nele se creia, de tomar a Deus por testemunha.

Estudam com cuidado os escritos dos antigos, principalmente no que se refere às coisas úteis à alma e ao corpo, e adquirem grande conhecimento dos remédios próprios para curar as doenças e a virtude das plantas, das pedras e dos metais.

Eles não recebem imediatamente em sua comunidade os que querem abraçar a sua maneira de viver, mas fazem-nos esperar um ano onde eles têm cada qual uma ração, um cântaro de água, uma veste, de que falamos, e um hábito branco. Dão-lhes em seguida um alimento mais parecido ao deles e permitem-lhes lavar-se na água fria, a fim de se purificar, mas não os deixam comer no refeitório até que tenham, durante dois anos, experimentado os seus costumes, como antes experimentaram a sua continência. Então são recebidos, porque só assim, são tidos como dignos, mas, antes de se sentar à mesa com os outros, juram solenemente honrar e servir a Deus de todo o coração, observar a justiça para com os homens, jamais fazer voluntariamente mal a ninguém, mesmo quando isso lhes fosse ordenado, ter aversão pelos maus, ajudar sempre aos homens de bem, de todos os modos possíveis, manter fidelidade a todos e particularmente aos soberanos, porque eles recebem o seu poder de Deus. A isso acrescentam que, se forem constituídos num cargo, não abusarão do poder para maltratar os inferiores; que nada terão mais que os outros, nem em suas vestes, nem no que se refere às suas pessoas, que terão um amor inviolável pela verdade, e repreenderão severamente os mentirosos; que conservarão as mãos e as almas puras de todo roubo e de todo desejo de lucro injusto; que nada ocultarão aos seus confrades dos mistérios mais secretos de sua religião e nada revelarão aos outros, mesmo quando fossem ameaçados de morte, para obrigá-los a isso; que só ensinarão a doutrina que lhes foi ensinada e que guardarão cuidadosamente os livros bem como os nomes daqueles de quem a receberam.

Tais as promessas que são obrigados a fazer todos os que querem abraçar a sua maneira de viver, e ao fazê-lo, tem de ser solenemente, a fim de fortalecer a virtude contra os vícios. Se contra elas cometeram faltas graves, são afastados de sua companhia e a maior parte dos que são assim rejeitados morre miseravelmente, porque, não lhes sendo permitido comer com os estrangeiros, são obrigados a comer erva como os animais e chegam a morrer de fome; por isso, às vezes, a compaixão que se tem de sua extrema miséria, faz com que sejam perdoados.

Os desta seita são muito justos e exatos em seus juízos; seu número é de quase cem; os que eles pronunciam e o que uma vez determinaram, tornam-se imutáveis.

Veneram de tal modo, depois de Deus, o seu legislador, que castigam com a pena de morte os que dele falam com desprezo e consideram mui grande dever obedecer aos antepassados e ao que vários deles lhes ordenam.

São tão atenciosos uns para com os outros que, de dez, nenhum ousa falar se os outros nove não consentirem; consideram grande grosseria estar no meio deles ou à sua direita.

Observam mais religiosamente o sábado do que qualquer outro judeu e não somente preparam o alimento na véspera, para não serem obrigados a fazê-lo no dia de descanso, como não ousam nem mesmo mudar um objeto de lugar, nem satisfazer, se não forem obrigados a isso, às necessidades da natureza. Nos outros dias, eles o fazem; num lugar afastado e com aquela ferramenta de que falamos cavam um buraco na terra de um pé de profundidade onde, depois de se terem descarregado, cobrindo-se com suas vestes, como se tivessem receio de serem manchados pelos raios do sol que Deus faz brilhar sobre eles, enchem o buraco com a terra que dali tiraram. Porque, ainda que seja uma coisa natural, não deixam de a considerar como impureza, que devem evitar e depois lavam-se para se purificar.

Os que fazem profissão dessa maneira de viver, estão divididos em quatro classes; os mais jovens têm tal respeito pelos mais velhos, que quando os tocam são obrigados a se purificar como se tivessem tocado num estrangeiro.

Vivem tanto tempo, que alguns chegam a cem anos, o que eu atribuo à simplicidade da vida e ao fato de eles serem muito metódicos em tudo.

Desprezam os males da terra, vencem os tormentos com a constância e preferem a morte à vida, quando o motivo é honroso. A guerra que travamos contra os romanos fez ver de mil modos que sua coragem é invencível. Eles sofreram o ferro e o fogo, tiveram quebrados todos os ossos, mas não disseram uma palavra contra seu legislador, nem comeram os alimentos que lhes eram proibidos, nem no meio de tantos tormentos derramaram uma única lágrima, nem disseram uma palavra para abrandar a crueldade dos carrascos. Ao contrário, zombavam deles, sorriam e morriam alegremente, porque esperavam passar desta vida para a melhore acreditavam firmemente que, embora nosso corpo seja mortal e corruptível, nossas almas são imortais e incorruptíveis — de uma substância etérea, muito sutil, encerrada no corpo, como numa prisão, onde uma inclinação natural as atrai e retém — e que apenas se vêem livres destes laços carnais, que as prendem em dura escravidão, quando elevam-se ao ar e voam com alegria. Nisto estão de acordo com os gregos, que julgam que as almas felizes têm sua morada além do Oceano, numa região onde não há chuva, nem neve, nem calor excessivo; mas um doce zéfiro a faz sempre agradável; e que ao contrário, as almas dos maus têm por morada lugares gelados, agitados por contínuas tempestades, onde eles gemem eternamente em sofrimentos infinitos. É assim, parece-me, que os gregos querem que seus heróis, aos quais dão o nome de semideuses, morram nas ilhas a que chamam de felizes e as almas dos ímpios estejam sempre atormentadas no inferno, como eles dizem, de Sísifo, Tântalo, Ixion e Títio.

Esses mesmos essênios julgam que as almas são criadas imortais, para se darem à virtude e se afastarem do vício; que os bons se tornam melhores nesta vida pela esperança de serem felizes depois da morte, e os maus, que imaginam poder esconder neste mundo suas más ações, são castigados com tormentos eternos. Tais os seus sentimentos com relação à excelência da alma, dos quais não se afastam uma vez persuadidos. Há entre eles alguns que se vangloriam de conhecer as coisas futuras, quer pelos estudos nos livros santos e nas antigas profecias, quer pelo cuidado que têm de se santificar.

Há uma outra espécie de essênios que estão de acordo com os primeiros, no uso de certos alimentos, dos mesmos costumes e nas mesmas leis, mas divergem no que se refere ao casamento. Estes acreditam que é querer abolir a raça humana renunciar ao mesmo, pois que, se todos fossem dessa opinião, ver-se-ia em breve a família humana completamente extinta. Mas nisso procedem também com tanta moderação, que, antes de se casarem, observam durante três anos se a pessoa com quem se querem casar tem saúde suficiente para poder criar os filhos; quando depois de casadas se tornam grávidas, não dormem mais com a esposa durante a gestação, para mostrar que não foi a voluptuosidade, mas o desejo de dar homens ao mundo e à república, que os induziu a se casarem; quando as mulheres se lavam, cobrem-se com um pano, como os homens. Assim, pelo que acabo de relatar, conhecemos os costumes e usos dos essênios.

155. Quanto às duas primeiras seitas de que falamos, os fariseus são tidos como os mais perfeitos conhecedores de nossas leis e de nossas cerimônias. O principal artigo de sua crença é tudo atribuir a Deus e ao destino; entretanto, na maior parte das coisas, depende de nós fazer o bem ou o mal, embora o destino possa ajudar-nos muito. Eles dizem também que as almas são imortais; que as dos justos passam depois desta vida a outro corpo e que as dos maus sofrem tormentos que duram para sempre.

156.  Os saduceus, ao contrário, negam absolutamente o destino e crêem que, como Deus é incapaz de fazer o mal, Ele não se incomoda com o que os homens fazem. Dizem que está em nós fazer o bem ou o mal, segundo nossa vontade nos leva a um ou a outro, e as almas não são nem castigadas nem recompensadas num outro mundo. Enquanto os fariseus são sociáveis e vivem em amizade uns com os outros, os saduceus são naturalmente rudes e vivem mesmo grosseiramente entre si, como se fossem estrangeiros.

 

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento

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