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2 de agosto de 2013

Antropologia - Teologia 03.06 - Abordagem filosófica

Antropologia - Teologia 03.06


1.1.3. Abordagem filosófica 

A noção ocidental de homem como indivíduo tem como ponto de partida o pensamento grego. 
Para Sócrates e Platão, cada ente só pode ser definido se todos os seres do universo estiverem classificados segundo certas articulações lógicas e ontológicas. 
Definir um ente consiste então em tomar a categoria à qual ele pertence e situar essa categoria no lugar ontológico que lhe corresponde. 
Esse lugar ontológico é determinado por dois elementos de caráter lógico: a categoria próxima e a diferença específica. 
Por eles se chega à definição de Aristóteles: o homem é um animal racional. 
Animal é a categoria próxima, na qual se inclui o homem; racional é a diferença específica, por meio da qual se distingue conceitualmente o homem dos outros animais. 
Para a filosofia grega, o homem é um "ser racional", ou melhor dito, um animal que possui razão. 
Essa definição implica dizer que o homem é uma coisa cuja natureza consiste em poder dizer o que são as outras coisas. 
Ou seja, a razão permite ao homem definir-se e definir o conjunto do universo.

Os gregos admitem que o homem tenha sido "formado", e também que sua formação tenha obedecido a condições especiais em relação aos demais seres, mas rejeitam a hipótese da criação. 
A visão do homem como ser criado é comum ao judaísmo e ao cristianismo e exerceu forte influência sobre todas as concepções filosóficas relacionadas com essas religiões e também com o islamismo. 
O homem seria, então, uma criatura, ou seja, um ser cuja realidade não é própria, mas que foi criado "à imagem e semelhança de Deus", o que lhe confere superioridade em relação aos outros seres. 
Para os gregos, o homem vive em dois mundos: o mundo sensível, que ele apreende pelos sentidos, e o mundo inteligível, que apreende pela razão, e onde se confirma sua realidade como ser racional. 

Na concepção judaico-cristã, o homem também se acha suspenso entre dois mundos: o finito e infinito, o que opõe em uma mesma natureza a insignificância e a imensa grandeza. 
Afirma Pascal que "... a natureza do homem pode ser considerada de duas maneiras: uma, segundo seu fim, e então é grande e incomparável; outra, segundo a multidão, como se aprecia a natureza do cavalo e do cão, e então é abjeto e vil. 
Esses são os dois caminhos que levam a julgamentos tão diversos do homem, e a tantas discussões dos filósofos".


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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