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4 de agosto de 2013

Apologética - Teologia 04.04 - Visão Histórica da Apologética

Apologética - Teologia 04.04


1.2. Visão Histórica da Apologética 

Deve-se entender desde o princípio que a apologética necessariamente envolve o investigador na filosofia, formal e erudita, ou popular e individualista. 
Assim é que, quando alguém começa a apresentar um argumento baseado em raciocínio, já está falando como um filósofo, quer queira quer não queira. 
Tertuliano conhecia a filosofia, e usava argumentos filosóficos contra os filósofos incrédulos. 
Portanto, ele era um filósofo que argumentava contra a filosofia. 
Porém, se descrevermos pontos de vista históricos relativos à apologética, para todos os propósitos práticos isso equivalerá a descrever aquilo que vários pais da Igreja e cristãos posteriores pensavam sobre a filosofia. 
Quanto mais uma pessoa distanciar-se da filosofia, menos valor dará à apologética, como uma atividade legitima para os cristãos. 

1) Tertuliano. Supunha que a filosofia é produto da mente pagã, e conseqüentemente, inútil para defender a fé cristã. Isso equivale a ignorar: a) a base bíblica da apologética; e b) que não há razão pela qual não possa haver uma atividade filosófica cristã. Se a razão vem da parte de Deus, e se alguém a usa de maneira sistemática, já estará agindo como um filósofo, utilizando-se de um dom divinamente outorgado. Podemos evitar os abusos. Houve pais latinos, como Arnóbio, Lactâncio e outros que seguiram a idéia de Tertuliano. 

2) Os pais alexandrinos. Clemente, Orígenes etc. Proposital e habilidosamente eles usavam filosofia platônica e estóica para dar à fé cristã uma expressão filosófica. A filosofia pode aguçar os conceitos teológicos. Qualquer pessoa que tenha estudado Filosofia pode usá-la para definir, aclarar e aprimorar seus conhecimentos teológicos. Um teólogo que tenha estudado filosofia pode tornar-se um melhor teólogo. Podemos evitar os abusos. 

3) Agostinho ensinava que a filosofia é uma criada útil que pode ser empregada em favor da fé religiosa, esclarecendo-a e defendendo-a. 

4) Tomás de Aquino foi um apologeta refinado. Sua obra Suma contra Gentiles defendeu a fé cristã contra a maneira materialista e não-espiritual como certos filósofos árabes (como Averróis), utilizavam a filosofia de Aristóteles. A apologética de Tomás de Aquino foi tão bem-sucedida que se transformou em uma força dominante durante séculos, na Igreja ocidental. 

5) Os ataques desfechados por deístas e racionalistas contra a fé cristã produziram apologetas modernos como o bispo Joseph Butler, da Igreja anglicana. Sua famosa obra, Analogia da Religião, é urna obra apologética.


6) Karl Barth e sua escola (início e meados do século XX) tomaram uma posição negativa em relação à apologética, argumentando que tal atividade reflete uma espécie de “falta de fé”, porquanto a fé não requereria defesa, por não estar alicerçada sobre a razão humana e a filosofia. Porém, ao expressar-se assim, Barth fazia a apologia de seu ponto de vista particular do conhecimento e da fé. Muitas pessoas, outrossim, não tinham certeza se a fé de Barth era adequada, ou representasse qualquer acúmulo considerável de verdade, pelo que se tornou necessária toda a forma de atividade apologética para esclarecer as coisas. 

7) Rudolf Bultmann resolveu redefinir a kerigma (pregação) do Novo Testamento, erigindo uma apologética elaborada a fim de levar avante o seu propósito. Alguns pensam que ele chegou a ponto de querer satisfazer todas as categorias do pensamento moderno, assim debilitando a mensagem que vem mediante a revelação, ao admitir dúvidas demais e ao promover revisões evidentemente desnecessárias.

Quando a Igreja enfrenta os ataques dos ateus, dos agnósticas, dos empiristas radicais, dos positivistas, dos relativistas, então torna-se mister que a apologética continue sendo considerada um ramo da teologia cristã. 
Nunca é bastante dizer “fé somente”, porque a própria fé é definida por uma atividade apologética, consciente ou inconscientemente.


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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