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9 de agosto de 2013

Apologética - Teologia 04.50 - O longo dia de Josué (10.12-14)

Apologética - Teologia 04.50


2.5. O longo dia de Josué (10.12-14) 

O Livro de Josué registra vários milagres, mas nenhum deles tem sido considerado tão notável e debatível como aquele que se vincula à prolongação em vinte e quatro horas do dia no qual se travou a batalha de Gibeom. 
Uma objeção tem sido levantada de que se a terra realmente tivesse deixado de girar durante um período de vinte e quatro horas, catástrofes inconcebíveis teriam ocorrido no planeta inteiro, afetando todas as coisas na sua superfície. 
Enquanto as pessoas que crêem na onipotência de Deus dificilmente conceberiam que Deus não poderia ter evitado tais desastres, interrompendo as leis físicas que poderiam ter causado tais danos, não parece ser absolutamente necessário (na base do texto hebraico) entender que o planeta inteiro tivesse sofrido uma interrupção súbita da sua rotação. 
O versículo 13 declara que o sol “não se apressou a pôr-se, quase por um dia inteiro”. As palavras “não se apressou” parecem indicar um retardamento do movimento a tal ponto que a rotação tivesse levado 48 horas e não 24. 
Apoiando esta interpretação, pesquisas revelam que iontes egípcias, chinesas e hindus conservam antigas narrativas dum dia prolongado. 
Blackr e Harry Rimmer relatam que certos astrônomos chegaram a conclusão de que falta um dia inteiro em nossos cálculos astronômicos. Rimmer declara que o Professor Pickering do Observatório de Harvard fixou este dia num período que coincidiria com a época de Josué; Dr. Totten de Yale, igualmente, conforme Rsmm, CVSS 159. Ramm declara, porém, que não pode achar qualquer documentação para substanciar esta noticia. Outra possibilidade tem sido deduzida, duma interpretação ligeiramente diferente da palavra dõm, que tem sido traduzida, “detém-te”. O verbo usualmente significa “calar-se”, “cessar”. Dr. E. W. Maunders de Greenwich, e Robert Dick Wilson de Princeton entendem que a oração de Josué seria uma petição para que o sol cessasse de espalhar seu calor sobre suas tropas, para que pudessem levar adiante a batalha com condições mais favoráveis. 
A chuva de pedras tremendamente destrutiva que acompanhou a batalha dá algum motivo para crer-se neste ponto de vista, que tem sido apoiado por homens de inquestionável ortodoxia. 
Apesar disto, precisa ser reconhecido que o v. 13 parece indicar um prolongamento do dia: “O sol, pois, se deteve no meio do céu (na metade do seu percurso), e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro”. 

O Comentário Bíblico do Antigo Testamento de Keil e Delitzsch sugere que a prolongação sobrenatural do dia teria acontecido se, para Josué e todos os israelitas, parecesse sobrenaturalmente prolongado, a ponto de lhes permitir concluir nele o trabalho de dois dias. 
Teria sido muito difícil para eles medir o tempo se o próprio sol não tivesse se movimentado (isto é, se não tivesse havido nenhuma rotação da terra) no ritmo normal. 
Acrescentam outra possibilidade, de que Deus tivesse produzido uma prolongação óptica da luz do sol, no sentido de refrações especiais dos raios, tornando-a visível depois do horário do pôr do sol. 

No Novo Comentário da Bíblia, o (Davidson-Stibbs-Kevan), o comentarista Hugh J. Blair sugere que a oração de Josué tenha sido proferida cedo de manhã, sendo que a lua estava no oeste e o sol no leste. A resposta veio na forma duma chuva de pedras que prolongou a escuridão, facilitando assim o ataque de surpresa feito pelos israelitas. 
Na escuridão da tempestade, portanto, a derrota do inimigo se completou. Devemos, pois, falar da “noite comprida” de Josué, e não do “dia comprido” de Josué. 
Isto, por certo, é essencialmente o mesmo ponto de vista de Maunders e Wilson Tal interpretação não exige que a terra tivesse sido parada na sua rotação, mas dificilmente se enquadra na declaração em 10.13, sendo, portanto, de valor duvidoso.


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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