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18 de setembro de 2013

Eclesiologia - Teologia 25.02 - Problemas em Tratar Eclesiologia

Eclesiologia - Teologia 25.02

PROBLEMAS EM TRATAR ECLESIOLOGIA

Definição do Termo: Do grego vem o termo igreja que se usa em vários contextos   e   com   vários   sentidos   no   português.   O   termo   pode   vir   a   designar   uma   congregação  local,  uma  denominação,  uma  causa,  a  igreja  de  caráter  universal   ou “invisível” ou até um prédio onde se reúne um grupo de adoradores. Em cada   contexto deve-se assegurar qual o uso que se faz do termo. Usaremos aqui como   definição  prática  de  igreja,  “um  agrupamento  de  crentes  que  vivenciam  um   relacionamento de dependência (fé) em Jesus Cristo, unindo-se para cumprirem a   missão entregue por Deus”.  

Institucionalismo:  Na  Bíblia,  a  igreja  não  é  uma  instituição,  mas  um  organismo   vivo  que  se  vai  transformando  em  termos  organizacionais.  De  certa  forma  a   igreja  é,  conforme  implicação  de  Romanos  9.25  e  1a  Pedro  2.9-10,  o  povo  de   Deus em desenvolvimento. Logo, ao tratar da igreja, é necessário tratar de dois   aspectos  da  mesma:  o  organismo  e  a  estrutura  organizacional  que  se  vem   desenvolvendo naturalmente. Esta é necessária, mesmo que não deva ser vista   como o aspecto principal.  
Origem Bíblica do Termo para Igreja: O texto bíblico no português usa o termo   igreja,  mas  as  conotações  originais  do  termo  muitas  vezes  estão  perdidas  na   tradução.  O  conceito  básico  do  termo  hebraico  qahal  e  também  do  grego   ekklesia é de uma assembléia, tratados por muitos no sentido de “comunidade”.   Geralmente se pensa em termos de haver uma convocação de caráter político,   sendo uma reunião do povo para decidir ou ouvir decisões de importância geral   para  o  mesmo.  Não  existe  no  Antigo  Testamento  o  que  propriamente  se   chamaria de igreja, já que o conceito é do povo como um todo pertencendo a   Deus  como  nação.  Nesse  contexto,  emprega-se  o  termo  hebraico  edhah  que   designa o povo de Deus, seja reunido ou não. Na época do exílio, o termo qahal   vem  a  ser  empregado  com  esse  mesmo  uso  também,  mas  nunca  como  uma   instituição. No caso do Novo Testamento, quando se trata da igreja em sentido   universal ou mesmo local o termo usado é normalmente algo como “santos” ou   “eleitos”, em lugar de “igreja” (ekklesía), aproveitando também expressões como   “noiva”  ou  “povo  de  Deus”  especialmente  ao  tratar  da  igreja  em  sentido   universal.  Portanto,  é  necessário  ter  cuidado  ao  procurar  sistematizar  ensino   bíblico  a  partir  de  um  estudo  do  emprego  do  termo  bíblico  “igreja”,  já  que  o
conceito igreja é comumente tratado com outros vocábulos e o uso que se faz do   termo igreja nem sempre é o que se espera a partir do português.  

Linguagem  Figurada:  A  Bíblia  está  repleta  de  figuras  para  ajudar  o  leitor  a   compreender conceitos espirituais. A exemplo deste fato, João capítulo 3 registra   o diálogo entre Jesus e Nicodemos, o qual não compreendia as palavras de Jesus.   Este   explicou-lhe   o   conceito   de   três   formas   diferentes   para   que   pudesse   compreender uma verdade espiritual que fugia de sua experiência. Tratou de ser   necessário nascer de novo, especificou uma distinção entre a existência física e   espiritual e logo tratou um exemplo de confiança em Deus como a única saída   para a vida.  

Assim  também  o  ensino  bíblico  referente  à  eclesiologia  é  expresso  na  Bíbila   utilizando várias figuras que ajudam a transmitir o ensino, mas que não devem   ser  forçadas  a  obedecer  uma  interpretação  de  caráter  rígido,  por  questão  dos   limites   da   linguagem   figurada.   Quando   Jesus   aproveita   o   termo   “reino”,   obviamente  não  pretende  tratar  do  exercício  teocrático  de  uma  estrutura   governamental sobre a terra. Quando o texto bíblico trata dos portões do inferno   não  prevalecerem  contra  a  ofensiva  da  igreja,  também  não  se  deve  preocupar   em  definir  um  local  geográfico  com  muros  e  portões  em  volta  do  inferno.  São
figuras  que  servem  para  ilustrar  o  conceito  especificado,   caráter   literal.   Em   qualquer   estudo   bíblico   e,   portanto   respeitar  estas  formas  de  expressão,  não  forçando  cada   somente um sentido descritivo literal.  
não  descrições  de   teológico,   deve-se   palavra  a  exprimir

Formas  e  Propósitos:  Em  certos  casos  do  estudo  da  disciplina,  encontrar-se-á   certas  formas  de  organização  ou  estrutura  na  Bíblia  que  divergem  da  prática   comum atual. Deve-se fazer em tais casos uma avaliação do propósito da forma,   estrutura,   cargo   ou   atividade   descrita.   Tal   propósito   pode   estar   sendo   desenvolvido  com  outra  metodologia,  estrutura  ou  forma  na  igreja  atual,  sem   que haja qualquer incompatibilidade com o ensino bíblico. Em tais casos, não há   necessidade de alterar a prática atual, desde que esta esteja cumprindo com o   seu propósito devido, sempre em conformidade com o encaminhamento bíblico.   Em  alguns  casos,  pode  ser  que  os  cargos  e  formas  organizacionais  usem  de   estratégias  bem  parecidas  à  forma  original.  Deve-se  novamente  olhar  para  a   questão  do  propósito  a  cumprir.  Uma  forma  ou  estrutura  pode  capturar  a   essência de seu propósito como também pode ser um desvio do mesmo. Deve-se   procurar  definir  a  razão  da  prática  para  averiguar  se  a  continuidade  é  o  mais   devido, pois é sempre possível que até uma estrutura aparentemente igual à do
Novo  Testamento  perca  sua  eficácia  se  apenas  for  reassentada  no  contexto   atual. Em outros casos uma estrutura pode não ser prejudicial em si, mas pode   tampouco estar contribuindo para o crescimento do reino de Deus. Se assim for,   deve-se analisar bem para acertar que a estrutura tem um propósito a cumprir e   que este seja coerente com a missão da igreja, não sendo um desvio de energias,   mesmo que gostoso.  


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