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18 de setembro de 2013

Eclesiologia - Teologia 25.04 - “O Reinar de Deus”: Part 1/2

Eclesiologia - Teologia 25.04

“O Reinar de Deus”:  Part 1/2

 A  igreja  autêntica  existe  como  a  concretização  do  reinar  de  Deus  e  não  pode   existir  desvinculada  deste  reino.  É  na  vida  da  igreja    o  povo  de  Deus    que  o   reinar  de  Cristo  tem  forma  e  exercício.  O  conceito  do  Reinar  de  Deus  é  a   categoria  principal  no  estudo  da  escatologia,  porém  é  na  igreja  que  este  reino   tem o seu começo e a sua concretização primária. “No Novo Testamento, o reino
de Deus é principalmente o seu reinar nas vidas daqueles que se submetem à sua   autoridade”.  Logo  o  termo  “reino  de  Deus”  pode  ser  definido  como  o  Seu   “governo em ação”, ou o “reinar de Deus”.  

Segundo  as  declarações  de  Jesus,  o  Seu  reinar  já  é  “uma  realidade  na  história   humana”.  Deus  já  reina  entre  o  povo,  mesmo  que  não  de  forma  política  ou   teocrática  no  sentido  ideal  da  aliança  sinaítica.  O  povo  de  Israel  dava  muita   ênfase à questão de viverem diretamente sob o reinado de Deus, mas pode-se   ver   que   esta   realidade   nunca   teve   uma   concretização   plena.   Quando   as   multidões queriam fazer de Jesus o seu rei, Ele não aceitou tal proposta por ser   um  desvio  completo  do  propósito  maior  do  seu  ministério.  Perante  Pilatos,   negou de novo que seu reino fosse como os reinos deste mundo. O seu reinar   era  uma  questão  do  interior,  não  da  relação  nacional  externa.  João,  o  Batista,   chamou o povo judeu a se tornarem filhos de Abraão e não confiarem em sua   herança nacional, mas Jesus leva o conceito mais adiante, rejeitando a idéia da   identificação   do   Messias   com   um   rei   de   força   política,   enfatizando   a   aceitabilidade  dos  rejeitados  pela  sociedade  e  a  transformação  interior  do   indivíduo.  

De modo igual, a igreja deve espelhar o compromisso interno de cada indivíduo   para aceitar a sua participação e integração no povo de Deus. Este compromisso   é  uma  questão  da  aplicação  do  reino  na  vida  do  indivíduo.  A  igreja  é  por   conseqüência o agrupamento ou reunião dos membros ou cidadãos do reino. A   igreja não é o reino, mas ela é criatura ou veículo para a extensão do reino de   Deus. O reinar de Deus na vida humana cria a comunidade pertencente ao reino,   o qual chamamos de igreja.  

A fé bíblica não é institucional, porém é indiscutivelmente comunitária enquanto   individual,  e  é  nesse  contexto  que  o  reinar  de  Deus  existe  no  mundo.  O  reino   começa na vida do indivíduo, mas é levado adiante no contexto comunitário do   reinar de Deus. “A relação entre a igreja e Cristo é de fato muito íntima; trata-se   de uma espécie de união orgânica, pela qual nos unimos a ele em nossa vida e   nosso  ser”.  Pode-se  falar  desta  união  em  termos  individuais,  mas  a  Bíblia   também  trata  da  união  seriamente  em  termos  do  corpo  inteiro  da  ekklesia  de   Deus.  

O Reinar não é apenas uma realidade que se aproxima no contexto do ministério   terreno de Jesus, mas é também algo que é concretizado. É um tanto impreciso   marcar a data da inauguração do reino, mas pode-se entender a inauguração no
evento de pentecostes    a festa dos primeiros frutos. É de interesse notar que   Lucas nunca aplica o termo ekklesia no seu evangelho, mas emprega o termo em   Atos.  É  na  descrição  do  evento  de  pentecostes  que  Lucas  aparentemente  vê   inaugurado o reino, agora empregando o vocábulo ekklesia em relação àqueles   que aceitam o reinar de Deus em suas vidas através de Cristo. Aqui, o reinar de   Deus tem uma ferramenta ou vivência concreta na igreja que surge. Esta igreja é   ferramenta do reino para levar a mensagem do reinar de Deus perante todas as   nações em conformidade com Atos 1.8.  

É comum haver certa confusão referente ao Reinar, especialmente em termos de   seu  tempo.  Nos  evangelhos,  o  reinar  de  Deus  é  tratado  simultaneamente  em   tempo  presente  e  futuro,  mesmo  que  em  sua  maior  parte  seja  tachado  em   termos de uma expectativa futura:  

[Mateus  12.28  e  Lucas  11.20]  aparentemente  indicam  que  o  reino  não  apenas   está perto, mas que há realmente chegado. … O reino está perto no sentido de   que  não  há  sido  consumado;  está  presente  no  sentido  de  que  o  poder  de  Deus   que o caracteriza havia começado a manifestar-se nas palavras e ações de Jesus   e continua a fazer o mesmo na igreja. 
Quando   a   Bíblia   trata   de   épocas   após   o   ministério   de   Jesus,   visa   menos   futuricidade do que quando referencia o reino em época do seu ministério. Ao   mesmo  tempo,  permanece  a  expectativa  de  um  complemento  à  realidade  do   reino já experimentada nas vidas dos crentes. Tal expectativa, porém, encontra a   sua expressão na base daquilo que Jesus já havia realizado.  

“A confissão cristã não é apenas de que Cristo virá ao final da história, mas que   Cristo já veio; não apenas que a salvação espera o crente no futuro escatológico,   mas que a salvação já é experimentada, numa forma antecipatória, porém real,   no  aqui  e  no  presente,  no  meio  de  problemas  e  não  apenas  ao  seu  fim.  …  O   presente  é  moldado  não  apenas  pelo  passado,  mas  também  pelo  futuro  de   Deus”. 

Veja Também:

 “O Reinar de Deus”:  Part 2/2


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