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5 de outubro de 2013

Eclesiologia - Teologia 25.23 - Mateus 18 - Reconciliação e Oferecer Perdão Imerecido

Eclesiologia - Teologia 25.23

MATEUS 18: 

Nesta passagem, encontra-se o ensino bíblico mais claro e específico em termos   gerais com respeito à disciplina na igreja. Vale salientar que o tema central da   passagem  de  18.10-35  não  é  disciplina,  mas  reconciliação  e  o  oferecer  perdão   imerecido.  

No início do capítulo, Jesus trata da necessidade de fazer pouco da importância   própria, colocando a vida em dependência para com Deus. Neste contexto, Jesus   começa ensinando sobre a seriedade do pecado, já que teve que responder às   preocupações  dos  discípulos  em  defender  as  suas  posições  de  importância  no   reino.  Respondida  a  preocupação  de  grandeza  no  reino,  Jesus  relaciona  esta   preocupação e contesta todo o esforço dos judeus para manter o corpo inteiriço,   mesmo  depois  da  morte,  para  poder  entrar  no  reino  apocalíptico  (no  seu   conceito de ressurreição) com o corpo inteiro. A resposta crítica de Jesus  é de   que  estão  se  preocupando  com  o  aspecto  errado,  até  mesmo  insignificante.  A   preocupação  de  ter  o  corpo  intacto  estava  gerando  neglicência  no  necessário   para  o  mero  ingresso  no  reino.  Jesus  coloca,  portanto,  que  os  judeus,  como
também   os   seus   discípulos,   estavam   enfatizando   detalhes   insignificantes,   servindo  assim  de  tropeço  para  os  demais.  Neste  contexto,  Jesus  salienta  a   seriedade do tropeço e de levar o outro a tropeçar.  

Para seguir no ensino da importância do indivíduo aparentemente insignificante   (paralítico,  coxo  ou  deformado),  Jesus  refere  a  parábola  da  ovelha  perdida.  O   indivíduo insignificante deve ser procurado e restaurado ao rebanho. Voltando à   questão colocada antes, o insignificante ou até desprezível perante a sociedade é   de grande importância para Deus, podendo até ser visto na resposta de indicar   “Quem  é  o  maior  no  reinar  de  Deus?”  em  termos  do  indivíduo  que  carece  de   atenção para ser resturado ao rebanho.  

Jesus segue o ensino, definindo a necessidade do indivíduo tratar de restaurar a   comunhão com o próximo. Se o irmão errar contra o discípulo, o discípulo deve   procurá-lo     para     restaurar     o     relacionamento     quebrado.     Deve     tratar   primeiramente apenas com o ofensor. Só quando não conseguir a reaproximação   deveria  seguir  com  testemunhas  para  ajudarem  na  reconciliação.  Quando  esta   intervenção não surtir efeito, então pode-se levar o caso para a assembléia, para   um posicionamento público. Somente depois de esgotar todos os recursos para   reconciliar   o   errante   é   que   aceita-se   sera   inútil   prosseguir   no   esforço   de
reconciliação.   Com   esta   tarefa   reconciliadora,   Jesus   coloca   a   sua   própria   presença  e  mediação  entre  os  irmãos,  mostrando  a  importância  que  ele  a  dá.   “Onde estão dois ou três reconciliados em meu nome, ali estou em seu meio”. 

Um pouco inconformado com a necessidade de procurar tanto a reconciliação,   mas indo além do ensino vigente na temática, Pedro levanta a questão de saber   o número de vezes que deveria perdoar o irmão pela mesma ofensa. Quando cita   o  número  sete,  ele  excede  o  ensino  dos  fariseus  de  seu  dia,  que  diziam  que   perdoar a mesma ofensa três vezes era o suficiente. A resposta de Jesus é, no   entanto,  ainda  mais  significativa,  já  que  contraria  não  apenas  a  definição  da   norma farisaica, mas a própria questão de haver um limite.  

Alguns  ainda  questionam,  “deve-se  perdoar  quando  o  ofensor  não  se  houver   arrependido?”.  Pode  alguém  estar  arrependido  e  cometer  contra  o  mesmo   indivíduo o mesmo erro setenta e sete vezes? De forma alguma mede Jesus aqui   o  arrependimento  do  ofensor,  mas  sim  a  responsabilidade  do  discípulo  em   reconciliar o irmão perdido, errante.  

Para explicar de forma mais ilustrativa, Jesus conta a parábola sobre o escravo   que queria ser perdoado, porém sem perdoar. Vale observar que a dívida desse
servo é muitíssimo maior do que lhe era devido em retorno, e muito mais do que   jamais  conseguiria  pagar.  O  talento  tinha  valor  superior  a  quinze  anos  do   rendimento do serviço de obreiro. Este recebia um denário (um denário: um por   dia). Como o escravo devia mais de dez mil talentos, seria o equivalente a mais   do que um milhão e oitocentos salários mínimos (mais do que R$275 milhões no   primeiro semestre de 2007). Qualquer que seja o “cálculo exato”, é uma quantia   de  dívida  que  nem  acertando  na  loteria  acumulada  poderia  qualquer  escravo   saldar.  São  estas  as  condições  do  perdão  divino  recebido  pelo  discípulo    um   perdão completamente imerecido e além de qualquer esforço para saldar. Jesus   ensina  que  é  com  o  mesmo  proceder  que  o  discípulo  deve  também  perdoar  o   irmão errante.  

É dentro desse contexto que Jesus enquadra o ensino referente à “disciplina” e   ao  perdão.  A  ênfase  de  Jesus  é  na  necessidade  de  reconciliar  o  irmão,  mesmo   abusando  de  recursos  para  conseguir  a  reconciliação.  Uma  pergunta  tem  sido   sugerida:  “Deve-se  perdoar  mesmo  se…?”  Pelo  texto  de  Mateus  18,  deve-se   perdoar sem motivo qualquer. Perdoa-se por questão de graça    a graça de Deus.   Se   as   palavras   de   Jesus   no   versículo   22   devem   ser   compreendidas   como   quatrocentos e noventa vezes ou se devem ser lidas como “somente” setenta e  sete vezes, que tipo de perdão condicional abriria brecha para tanta repetição do   mesmo erro contra o mesmo indivíduo? Aparentemente aqui basta a intenção de   regularizar o relacionamento, mesmo que haja muita fraqueza no desenvolver a   boa intenção.  

Quando  Jesus  expressa  suas  colocações  referentes  à  reconciliação,  deve-se   lembrar  que  esta  questão  tem  a  ver  com  desavenças  entre  irmãos,  não  em   termos  de  afrontas  a  Deus.  Nesses  casos,  em  termos  de  disciplina  eclesiástica   deve-se ler em conjunto com este texto a passagem de 1a Coríntios 5.1-5, tendo   sempre  em  mente  o  imperativo  de  buscar  a  reconciliação  e  a  qualidade  do   perdão que Deus estende.  

Ao mesmo tempo, deve-se manter em tensão a seriedade do pecado e o aspecto   imerecido   do   perdão.   Práticas   comuns   de   disciplina   eclesiástica   tendem   a   concentrar-se  no  tratamento  de  uma   lista  específica  de  pecados  públicos,   ignorando  pecados  mais  privativos.  A  regra  desta  passagem  é  de  buscar  a   reconciliação  entre  irmãos,  não  de  punir  pecados.  Ao  faltar  arrependimento,   deve-se  investigar  o  motivo  disciplinar,  tanto  como  os  meios  aplicados  para   ajudar o errante a desejar a reconciliação.  


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