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24 de abril de 2017

Hamartiologia - Teologia 27.02 - A importância Prática do Estudo da Natureza do Pecado - Introdução

Hamartiologia - Teologia 27.02

A importância Prática do Estudo da Natureza do Pecado

Introdução

O ensino bíblico a respeito do pecado apresenta nitidamente dupla face: a depravação abissal da humanidade e a sobrepujante glória de Deus. A sombra do pecado está sobre cada aspecto da existência humana. Fora de nós, o pecado é um inimigo que seduz; por dentro, compele-nos ao mal, como parte de nossa natureza caída. Nesta vida, o pecado é intimamente conhecido, ainda que permaneça estranho e misterioso. Promete a liberdade, mas escraviza, produzindo desejos que não podem ser satisfeitos. Quanto mais nos debatemos para escapar ao seu domínio, tanto mais inextricavelmente nos enlaça. Compreender o pecado nos ajuda no conhecimento de Deus, porém o pecado distorce até mesmo nosso conhecimento do próprio-eu. Mas se a luz da iluminação divina consegue penetrar essas trevas, e não somente as trevas mas também a própria luz, então poderão ser melhor analisadas.

Percebe-se a importância prática do estudo do pecado na sua gravidade. O pecado é contra Deus. Afeta a totalidade da criação, inclusive a humanidade. Até mesmo o menor dos pecados pode provocar o juízo eterno. E o remédio para o pecado é nada menos que a morte de Cristo na cruz. Os resultados do pecado abrangem todo o terror do sofrimento e da morte. Finalmente, as trevas do pecado demonstram – num contraste nítido e terrível - a glória de Deus.

A importância prática do estudo da natureza do pecado também pode ser percebida no seu relacionamento com outras doutrinas. O pecado distorce todos os conhecimentos e lança dúvidas sobre eles. Ao defendermos a fé cristã, defrontamos com um dilema ético: como pode existir o mal no mundo governado por um Deus onipotente e inteiramente bom?

O estudo da natureza divina deve considerar o controle providencial de Deus sobre um mundo amaldiçoado pelo pecado. O estudo do Universo deve descrevê-lo como tendo sido criado bom, mas que agora geme, ansiando pela redenção. O estudo da humanidade deve considerar a natureza humana, que se tornou grotescamente desumana e desnaturada. A doutrina de Cristo depara-se com a pergunta de como a natureza plenamente humana do Filho de Deus, nascido de uma virgem, pode ser totalmente impecável. O estudo da salvação deve declarar não somente para qual destino a humanidade é salva, mas também de qual destino foi resgatada. A doutrina do Espírito Santo deve considerar a convicção e a santificação, levando em conta a carne pecaminosa. A doutrina eclesiástica deve adaptar seu ministério a essa humanidade distorcida pelo pecado, dentro e fora da Igreja. O estudo dos tempos do fim precisa descrever, e também defender, o juízo divino contra os pecadores ao mesmo tempo em que aponta o fim do pecado. Finalmente, cabe à teologia praticar, evangelizar, aconselhar, educar, governar a Igreja, influir na sociedade e encorajar a santidade a despeito do pecado.

O estudo do pecado, entretanto, apresenta muitas dificuldades. É revoltante, pois focaliza a fealdade grosseira do pecado generalizado e flagrante e o logro sutil do secreto e pessoal. A sociedade pós-cristã de hoje reduz o pecado a sentimentos ou atos, desconhecendo ou rejeitando totalmente o mal. Mais insidiosamente, o estudo do pecado é frustrado pelo próprio mal, uma vez que este é irracional por natureza. 

O número de conceitos extrabíblicos é imenso. A despeito de não serem bíblicos, estudá-los é importante porque nos permite: 

1) pensar mais clara e biblicamente a respeito do Cristianismo;

2) defender melhor a fé e elaborar uma crítica mais correta dos outros sistemas;

3) avaliar mais criticamente as novidades em psicoterapias, programas políticos, abordagens educacionais, e assim por diante;

4) ministrar de modo mais eficaz aos crentes e não-crentes que mantêm essas e outras idéias antibíblicas.

Muitas teorias, tomando como ponto de partida o existencialismo de Soren Kierkegaard, argumentam que os seres humanos enfrentam um dilema quando suas limitadas capacidades são inadequadas para satisfazer as possibilidades e escolhas virtualmente limitadas de suas percepções e imaginações. Tal situação produz tensão, ansiedade. O pecado é a tentativa fútil de se resolver à tensão, através de meios inapropriados, ao invés de aceitá-la de modo pessimista ou, no modo cristão de pensar, voltar-se para Deus.

Num desdobramento mais radical, argumenta-se que a existência individual é um estado pecaminoso porque as pessoas estão alienadas da base da realidade (freqüentemente definida como “deus”) e umas das outras, mutuamente. Esse tema já aparece em forma primitiva com o filósofo judaico Filo. Atualmente, expressam-no teólogos liberais, como Paul Tillich, muitas das religiões orientais e o pensamento da Nova Era.

Alguns acreditam que o pecado e o mal não sejam reais, porém meras ilusões que podem ser vencidas pela percepção correta. A Ciência Cristã, o hinduísmo, o budismo, o pensamento positivo de alguns tipos de cristianismo popular, boa parte da psicologia e aspectos do movimento da Nova Era ressoam essa teoria.

O pecado também tem sido interpretado em termos dos restos não envolvidos de características animais primevas, como a agressão. Os defensores dessa idéia dizem que a história do Éden é realmente um mito a respeito do desenvolvimento da consciência moral, e não uma queda.

A teologia da libertação entende que o pecado é a opressão de um grupo da sociedade por outro. Os teólogos da libertação freqüentemente combinam as teorias econômicas de Karl Marx (que falam da luta entre as classes, em que o proletariado acabará vencendo a burguesia) com temas bíblicos (tais como a vitória de Israel contra a escravidão) e também identificam os oprimidos pelo emprego de termos econômicos, raciais, de distinção entre os sexos e outros. O pecado é eliminado pela remoção das condições sociais que provocam a opressão. Os extremistas propõem a derrubada violenta dos opressores irredimíveis, ao passo que os moderados enfatizam a mudança através da ação social e da educação. 

Entre os mais antigos conceitos de pecado está o dualismo, a crença de que há uma luta entre forças preexistentes iguais (virtual ou realmente) - os deuses do bem e do mal. As duas forças cósmicas, com sua luta, são a causa da pecaminosidade na esfera temporal. Muitas vezes, a matéria má (especialmente a carne) ou contém ou realmente é pecado, que deve ser conquistado. Essa idéia aparece nas religiões do Oriente Próximo antigo, como o gnosticismo, o maniqueísmo e o zoroastrismo. Em muitas versões do hinduísmo e do budismo bem como na sua descendente, a Nova Era, o mal é reduzido a uma necessidade amoral. 

A teologia moderna vê “deus” como finito ou até mesmo em evolução moral. E o mundo sofrerá males enquanto o lado escuro da natureza divina não for controlado, idéia típica da mistura que a teologia do processo faz com a física e o misticismo oriental. 

Grande parte do pensamento popular, o cristianismo desinformado, o iSl amismo e muitos sistemas moralistas sustentam que o pecado consiste somente em ações deliberadas. Pessoas moralmente livres simplesmente fazem escolhas livres. Não existe a natureza pecaminosa, apenas eventos reais do pecado. A salvação é simplesmente comportar-se melhor e praticar o bem.

O ateísmo sustenta que o mal é meramente uma probabilidade de um cosmos sem Deus. O pecado é rejeitado, a ética é apenas questão de preferência, e a salvação, mera autopromoção humanística.

Embora muitas dessas teorias pareçam conter algum discernimento, nenhuma delas aceita a Bíblia como revelação plenamente inspirada. As Escrituras ensinam que o pecado é real e pessoal; que se originou na queda de Satanás, um ser pessoal, maligno e ativo; e que, através da queda de Adão, propagou-se entre a humanidade, que fora criada boa por um Deus totalmente bom.

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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