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7 de maio de 2018

História De Israel – Teologia 31.144 (Livro 12 Cap 14) ANTÍOCO EUPÁTOR SUCEDE AO REI ANTÍOCO EPIFÂNIO, SEU PAI. JUDAS MACABEU CERCA A FORTALEZA DE JERUSALÉM. ANTÍOCO VEM CONTRA ELE COM UM GRANDE EXÉRCITO E CERCA BETE-ZUR. AMBOS LEVANTAM O CERCO E TRAVAM UMA BATALHA. MARAVILHOSO FEITO DE CORAGEM E MORTE DE ELEAZAR, UM DOS IRMÃOS DE JUDAS. ANTÍOCO TOMA BETE-ZUR E CERCA O TEMPLO EM JERUSALÉM. QUANDO OS JUDEUS ESTAVAM QUASE REDUZIDOS AOS EXTREMOS, ELE LEVANTA O CERCO ANTE A NOTÍCIA DE QUE FILIPE SE DECLARARA REI DA PÉRSIA.

História De Israel – Teologia 31.144

 
CAPÍTULO 14

ANTÍOCO EUPÁTOR SUCEDE AO REI ANTÍOCO EPIFÂNIO, SEU PAI. JUDAS MACABEU CERCA A FORTALEZA DE JERUSALÉM. ANTÍOCO VEM CONTRA ELE COM UM GRANDE EXÉRCITO E CERCA BETE-ZUR. AMBOS LEVANTAM O CERCO E TRAVAM UMA BATALHA. MARAVILHOSO FEITO DE CORAGEM E MORTE DE ELEAZAR, UM DOS IRMÃOS DE JUDAS. ANTÍOCO TOMA BETE-ZUR E CERCA O TEMPLO EM JERUSALÉM. QUANDO OS JUDEUS ESTAVAM QUASE REDUZIDOS AOS EXTREMOS, ELE LEVANTA O CERCO ANTE A NOTÍCIA DE QUE FILIPE SE DECLARARA REI DA PÉRSIA.

482.  O rei Antíoco Epifânio, pouco antes de sua morte, que se deu no ano cento e quarenta e nove, havia constituído Filipe, que era um de seus mais íntimos confidentes, governador do reino. Confiou a ele a coroa, o manto real e o seu anel, para que os entregasse ao filho, recomendando-lhe grande cuidado na sua educação e formação, até que ele estivesse na idade de governar por si mesmo. Logo que Lísias, preceptor do jovem Antíoco, soube da morte do rei, comunicou-a ao povo e apresentou-lhe o novo rei, ao qual deu o nome de Eupátor.
483.  Nesse mesmo tempo, os macedônios que estavam como guarnição na fortaleza de Jerusalém, ajudados pelos judeus que se haviam juntado a eles, faziam muito mal aos outros judeus. E, como essa fortaleza dominava o Templo, faziam arremetidas e matavam os que vinham oferecer sacrifícios. Judas Macabeu, não podendo mais tolerar semelhante abuso, resolveu sitiar a fortaleza. Reuniu o maior número de soldados possível e a atacou fortemente, no ano cento e cinqüenta desde que aquelas províncias haviam sido submetidas a Seleuco. Empregou duas máquinas, elevou as plataformas e tudo fez para realizar o seu intento.
Alguns daqueles judeus trânsfugas saíram à noite e, na companhia de outros homens tão ímpios quanto eles, foram procurar o jovem rei Antíoco. Disseram-lhe que era próprio do cargo dele salvá-los, juntamente com outros de sua nação, no extremo perigo em que se encontravam, pois eram perseguidos unicamente por haverem renunciado aos costumes judaicos, em obediência ao rei seu pai. Além disso, a fortaleza de Jerusalém e a guarnição real que lá ele havia colo-cado em breve cairiam sob o poder de judas, caso ele não mandasse imediatamente algum socorro.
O jovem soberano, cheio de cólera ante essas palavras, mandou chamar imediatamente o comandante das tropas e ordenou-lhe não somente recrutar homens em seu território, mas tomar soldados estrangeiros sob pagamento. Assim ele reuniu um exército de cem mil soldados de infantaria, vinte mil de cavalaria e trinta e dois elefantes, e deu o comando a Lísias. O rei partiu de Antioquia com essas tropas, veio à Iduméia e sitiou Bete-Zur. Nisso levou muito tempo, porque os habitantes se defendiam corajosamente e queimavam em grandes arremetidas as máquinas com que ele batia nas muralhas.
Judas, sabendo da marcha do rei, levantou o cerco e veio com todas as suas tropas contra ele, acampando a setenta estádios do exército inimigo, num lugar muito estreito, chamado Bete-Zacarias. Logo que Antíoco soube disso, levantou também o cerco de Bete-Zur, para marchar contra ele. Quando estava próximo, mandou colocar os seus homens em ordem de batalha, ao despontar do dia. Mas como o lugar era demasiado estreito para fazer marchar à frente os elefantes, ele foi obrigado a fazê-los caminhar um atrás do outro.
Quinhentos cavaleiros e mil soldados de infantaria acompanhavam cada animal, e todos levavam uma torre cheia de arqueiros. Quanto ao resto das tropas, ele ordenou aos comandantes que se encaminhassem pelos dois flancos do monte. O exército do soberano, desse modo, lançou-se ao ataque, soltando grandes gritos, que ressoavam pelas quebradas, enquanto os seus escudos de ouro e de cobre rebrilhavam com tanto resplendor que ofuscavam a vista. Nada, porém, foi capaz de abater o ânimo de Judas Macabeu. Ele os enfrentou com tanta coragem que seiscentos dos primeiros que o atacaram caíram mortos na mesma hora.
Eleazar, seu irmão, cognominado Auran, vendo que dentre todos os elefantes havia um mais soberbamente ajaezado que os outros, julgou que o rei estaria sobre ele. Assim, sem medir a extensão do perigo a que se expunha, abriu caminho através dos que rodeavam esse elefante, matando vários deles e afugentando os demais, chegou até junto do prodigioso animal, colocou-se por baixo de seu ventre e matou-o a golpes de espada. Porém ficou esmagado sob o peso do elefante e morreu. Terminou assim gloriosamente a vida, depois de vendê-la bem caro aos inimigos.
Judas, vendo que eles eram muito superiores em número, retirou-se para Jerusalém, a fim de continuar o cerco da fortaleza. Antioco, depois de enviar parte de suas tropas contra Bete-Zur, marchou para Jerusalém com o resto do exército. Quando os habitantes de Bete-Zur, que tinham falta de víveres, se viram tão fortemente atacados, entregaram-se, depois de os inimigos prometerem com juramento não lhes fazer mal algum. Mas Antioco faltou-lhes à palavra, pois lhes conservou somente a vida, expulsando-os nus da cidade, onde estabeleceu uma guarnição. Sitiou em seguida o Templo, em Jerusalém, e o cerco durou muito tempo, porque os judeus se defendiam valentemente, derrubando as máquinas com outras máquinas. Os víveres, porém, começavam a faltar, porque era o sétimo ano, no qual a nossa lei proíbe semear e cultivar a terra. Assim, muitos foram obrigados a se retirar, e só uns poucos ficaram para continuar a resistir ao cerco.
Estavam as coisas nesse pé, quando o rei e Lísias souberam que Filipe se declarara rei e vinha da Pérsia avançando contra eles. Essa notícia os obrigou a levantar o cerco, sem que se falasse de Filipe aos comandantes ou aos soldados. Lísias teve do rei somente ordem para dizer-lhes que o Templo era tão forte que seria necessário muito tempo para conquistá-lo, que o exército começava a sentir falta de víveres e que interesses do Estado chamavam o rei a outros lugares. E, como os judeus, ciosos da observância de suas leis, preferiam a morte e estavam sempre prontos a recomeçar a guerra, era preferível fazer amizade e aliança com eles e voltar à Pérsia. Lísias falou-lhes desse modo, e as suas palavras foram aprovadas e aceitas.


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