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14 de maio de 2018

História De Israel – Teologia 31.157 (Livro 13 Cap 8) DEMETRIO NICANOR, FILHO DO REI DEMETRIO, ENTRA NA CILÍCIA COM UM EXÉRCITO. O REI ALEXANDRE BALAS DÁ O COMANDO DE SEU EXÉRCITO A APOLÔNIO, QUE INJUSTAMENTE ATACA JÔNATAS, SUMO SACERDOTE. JÔNATAS O DERROTA, TOMA AZOTO E INCENDEIA O TEMPLO DE DAGOM. PTOLOMEU FILOMETER, REI DO EGITO, VEM EM AUXÍLIO DO REI ALEXANDRE, SEU GENRO, QUE LHE ARMA EMBOSCADAS POR MEIO DE AMORNO. PTOLOMEU TIRA-LHE AFILHA E A DÁ EM CASAMENTO A DEMÉTRIO. OS HABITANTES DE ANTIOQUIA RECEBEM PTOLOMEU, E EXPULSAM ALEXANDRE, QUE RETORNA COM UM EXÉRCITO. PTOLOMEU E DEMÉTRIO COMBATEM E VENCEM ALEXANDRE. PTOLOMEU MUITO FERIDO, MORRE, PORÉM ANTES VÊ A CABEÇA DE ALEXANDRE, ENVIADA POR UM PRÍNCIPE ÁRABE, FÔNATAS CERCA A FORTALEZA DE JERUSALÉM E APLACA COM PRESENTES O REI DEMÉTRIO, QUE CONCEDE NOVAS GRAÇAS AOS JUDEUS. ESSE PRÍNCIPE, VENDO-SE EM PAZ, DISPENSA OS SEUS ANTIGOS SOLDADOS.

História De Israel – Teologia 31.157

 
CAPÍTULO 8

DEMETRIO NICANOR, FILHO DO REI DEMETRIO, ENTRA NA CILÍCIA COM UM EXÉRCITO. O REI ALEXANDRE BALAS DÁ O COMANDO DE SEU EXÉRCITO A
APOLÔNIO, QUE INJUSTAMENTE ATACA JÔNATAS, SUMO SACERDOTE. JÔNATAS O DERROTA, TOMA AZOTO E INCENDEIA O TEMPLO DE DAGOM.
PTOLOMEU FILOMETER, REI DO EGITO, VEM EM AUXÍLIO DO REI ALEXANDRE,
SEU GENRO, QUE LHE ARMA EMBOSCADAS POR MEIO DE AMORNO.
PTOLOMEU TIRA-LHE AFILHA E A DÁ EM CASAMENTO A DEMÉTRIO. OS
HABITANTES DE ANTIOQUIA RECEBEM PTOLOMEU, E EXPULSAM ALEXANDRE,
QUE RETORNA COM UM EXÉRCITO. PTOLOMEU E DEMÉTRIO COMBATEM E
VENCEM ALEXANDRE. PTOLOMEU MUITO FERIDO, MORRE, PORÉM ANTES VÊ
A CABEÇA DE ALEXANDRE, ENVIADA POR UM PRÍNCIPE ÁRABE, FÔNATAS
CERCA A FORTALEZA DE JERUSALÉM E APLACA COM PRESENTES O REI
DEMÉTRIO, QUE CONCEDE NOVAS GRAÇAS AOS JUDEUS. ESSE PRÍNCIPE,
VENDO-SE EM PAZ, DISPENSA OS SEUS ANTIGOS SOLDADOS.

507. No ano cento e sessenta e cinco, Demétrio, cognominado Nicanor, filho do rei Demétrio, tomou sob pagamento um grande número de soldados que Lastene, de Creta, lhe forneceu, embarcou nessa ilha e foi à Cilícia. Essa notícia deixou muito perturbado o rei Alexandre Balas, que então estava na Fenícia. Ele partiu imediatamente para Antioquia, a fim de prevenir-se antes da chegada de Demétrio, e deu o comando de seu exército a Apolônio Davo. Esse general avançou para )amnia e mandou dizer a Jônatas, sumo sacerdote, que era estranho que ele fosse o único a viver à vontade e em paz sem prestar nenhum serviço ao rei; que não permitiria por mais tempo a censura que todos lhe moviam de não obrigá-lo ao cumprimento do dever; que ele não se iludisse na esperança de que não o poderiam atacar nos montes; que, se de fato ele era valente e tinha confiança em suas forças, como queria que se pensasse, viesse então à planície para encerrar aquela questão por meio de um combate, cujo resultado haveria de mostrar qual dos dois era o mais valente; que ele estivesse avisado de que tinha os melhores soldados, recrutados em todos os lugares da terra, os quais estavam acostumados a vencer; e que aquele combate se daria num lugar onde se teria necessidade de armas, e não de pedras, e onde os vencidos não podiam esperar a salvação pela fuga.
Jônatas, irritado com tais bravatas, partiu imediatamente de Jerusalém com dez mil homens escolhidos, acompanhado por Simão, seu irmão, e foi acampar próximo da cidade de Jope. Os habitantes fecharam-lhes as portas. Vendo, porém, que ele se preparava para forçá-las, abriram-nas. Quando Apolônio soube que ele havia se apoderado da cidade, marchou por Azoto com oito mil soldados de infantaria e três mil de cavalaria. Em seguida, aproximou-se de Jope em marchas pequenas, sem rumor, e depois afastou-se um pouco para atacar Jônatas na planície, porque confiava na sua cavalaria. Jônatas avançou e o perseguiu até Azoto.
Apolônio, mal o viu na planície, mudou de idéia e mandou sair ao mesmo tempo mil cavaleiros de uma emboscada que havia preparado numa torrente a fim de atacar os judeus pela retaguarda. Jônatas, que previra o movimento, não se admirou. Formou um batalhão compacto, em quadrados, para poder resistir de todos os lados, e exortou os seus a mostrar toda a sua coragem naquela eventualidade.
O combate durou até a tarde. Jônatas deu o comando de uma parte do exército a Simão, seu irmão, e ordenou às tropas perto dele que se cobrissem com os escudos, para receber os dardos da cavalaria inimiga. Eles fizeram assim, e a cavalaria gastou todos os seus dardos sem conseguir causar-lhes mal algum. Quando Simão viu que os inimigos estavam cansados por terem lançado tantos dardos inutilmente o dia todo, atacou-os com tanta violência, principalmente a infantaria, que os derrotou. A fuga atemorizou também a cavalaria, e assim ela foi desbaratada e fugiu desordenadamente, jônatas os perseguiu até Azoto e matou um grande número deles. O resto refugiou-se num templo de Dagom, mas ele entrou na cidade e mandou incendiá-la, fazendo o mesmo com as cidades da vizinhança. Também não respeitou o templo e o incendiou, e assim morreram queimados todos os que nele se haviam refugiado.
O número dos inimigos que pereceram nesse dia, tanto pelas chamas quanto pelas armas, foi de dez mil homens. Jônatas, ao sair de Azoto, acampou próximo de Asquelom. Os habitantes ofereceram-lhe presentes. Ele os recebeu, agradeceu-lhes a boa vontade e retornou vitorioso a Jerusalém, com ricos despojos. O rei Alexandre Balas mostrou-se satisfeito com a derrota de Apolônio, porque este havia atacado o seu amigo e os seus confederados contra a sua vontade. E, para mostrar a Jônatas em que estima ele tinha o seu valor, mandou-lhe um broche de ouro que somente os parentes dos reis podiam usar e deu-lhe perpetuamente Acarom e seu território.
508.  Nesse mesmo tempo, o rei Ptolomeu Filometer veio à Síria com forças de terra e de mar, em socorro de Alexandre, seu genro, por ordem de quem todas as cidades o receberam com alegria, exceto Azoto, que lhe fez grandes queixas de jônatas, por ele haver incendiado o templo de Dagom e todo o país, passando-o a ferro e fogo, ao que esse rei nada respondeu. Jônatas dirigiu-se a Jope, onde ele estava, e foi muito bem recebido. Depois de acompanhá-lo até o rio de Eleutério, voltou a Jerusalém com ricos presentes, ofertados pelo príncipe.
509.  Enquanto Ptolomeu estava em Ptolemaida, pouco faltou que não perecesse numa emboscada que Alexandre lhe armara por meio de Amônio, seu amigo. Mas ele descobriu e escreveu a Alexandre, dizendo que punisse aquele traidor como merecia. Vendo que ele não fazia caso, não duvidou em pensar que fora o próprio Alexandre o autor de tão grande traição e ficou irritado contra o pérfido príncipe, que já se tornara odioso aos habitantes de Antioquia por causa desse mesmo Amônio, que lhes havia feito muito mal. O detestável ministro de tão negra ação não deixou, no entanto, de receber o castigo que merecia. Tendo se vestido de mulher, para se salvar, foi morto nessa ocasião, perdendo a vida de forma vergonhosa, como diremos mais tarde.
510.  Ptolomeu, arrependendo-se da aliança que fizera com Alexandre e de havê-lo ajudado, tirou-lhe a filha e enviou embaixadores a Demetrio para oferecê-la a este em matrimônio, com a promessa de restaurá-la no seu reino. Ele recebeu o oferecimento com grande alegria, e assim, nada mais restava a Ptolomeu senão persuadir os de Antioquia a receber esse jovem príncipe, contra o qual estavam indispostos, por causa da lembrança do que haviam sofrido sob o reinado de seu pai. E eles, devido ao ódio que sentiam de Alexandre, por causa de Amônio, resolveram, sem mais, expulsá-lo da cidade.
Alexandre retirou-se para a Cilícia, e Ptolomeu Filometer entrou em Antioquia, onde foi saudado como rei pelos habitantes e pelo seu exército. Por isso foi obrigado permitir que lhe colocassem na cabeça dois diademas: um de rei da Ásia e outro de rei do Egito. Mas ele era naturalmente justo, muito prudente, moderado e pouco ambicioso, e não queria ofender os romanos. Por essa razão reuniu todos habitantes dessa grande cidade e os persuadiu a receber Demetrio como rei, garantindo-lhes que, por lhe dever Demetrio muitas obrigações, este esqueceria a inimizade que houvera entre seu pai e eles. A isso ele acrescentou que o orientaria sobre a maneira de bem governar e recomendar-lhe-ia que nada fizesse que fosse indigno de um príncipe. Quanto a ele, contentava-se com o reino do Egito. Assim, esse sábio rei os persuadiu a receber Demetrio.
511.  Alexandre, depois de reunir um grande exército, entrou na Cilícia e na Síria, devastou-as e incendiou tudo. Ptolomeu e Demetrio, então seu genro, combateram-no e o venceram, obrigando-o a fugir para a Arábia. Aconteceu nessa batalha que o cavalo de Ptolomeu assustou-se com o barrido de um elefante e jogou-o por terra. Os inimigos imediatamente o rodearam de todos os lados e o teriam matado os seus guardas não o tivessem tirado daquele perigo. Mas ele recebeu tantas feridas na cabeça que ficou quatro dias sem poder falar nem compreender o que lhe diziam. No quinto dia, quando começava a voltar a si, um príncipe árabe, de nome Zabez, mandou-lhe a cabeça de Alexandre. Assim ele soube ao mesmo tempo da morte de seu inimigo e viu com os próprios olhos que a notícia era verdadeira. Mas a sua alegria não durou muito, pois logo em seguida ela também terminou, junto com a sua vida. Alexandre Balas reinou apenas cinco anos, como já dissemos.
512.  Demetrio Nicanor, com a morte de Alexandre, entrou na posse do reino e logo deu mostras de seu mau gênio. Esquecendo-se de todas as obrigações que devia a Ptolomeu Filometer e da aliança que fizera com ele, pelo casamento com Cleópatra, tratou tão mal os seus soldados que eles se retiraram para Alexandria, detestando a sua ingratidão. Deixaram-lhe, porém, os elefantes.
513.  Nesse mesmo tempo, Jônatas, sumo sacerdote, reuniu todas as suas forças na Judéia, para atacar a fortaleza de Jerusalém, onde havia uma guarnição de macedônios e para onde os judeus desertores da religião de seus antepassados se haviam retirado. A confiança na resistência da praça fez com que eles, no início, zombassem daquela empresa, e alguns desses judeus foram avisar Demetrio do assédio. Ele ficou tão encolerizado que partiu de Antioquia com o seu exército, para marchar contra Jônatas. Quando chegou a Ptolemaida, escreveu-lhe dizendo que viesse encontrá-lo, e jônatas foi, sem abandonar o cerco. Fez-se acompanhar por alguns sacerdotes e anciãos do povo, e levou-lhe ouro, prata, ricos vestess e grande quantidade de outros presentes, que aplacaram a sua cólera.
Ele o recebeu com grande honra, confirmou-o no sumo sacerdócio, como os reis seus predecessores haviam feito, e não somente deixou de prestar fé às acusações dos judeus trânsfugas como ainda decretou que toda a Judéia e as três províncias que a ela estavam unidas, a saber, Samaria, Jope e a Caliléia, pagariam doravante apenas trezentos talentos de tributo, no total, como se vê pelas cartas que ele fez expedir, nestes termos: "O rei Demetrio a Jônatas, seu irmão e à nação dos judeus, saudação. Mandamo-vos cópia da carta que escrevemos a Lastenes, nosso parente, a fim de que vejais o que ela contém: O rei Demetrio, a Lastenes, nosso pai, saudação. Querendo mostrar aos judeus o quanto estamos satisfeitos pela maneira como correspondem por suas ações ao afeto que lhes dedicamos e dar-lhes provas disso, ordenamos que os três bailiados de Aferema, Lida e Ramate, com os seus territórios, sejam tirados de Samaria e anexados à Judéia e lhes restituímos tudo o que os reis nossos predecessores estavam habituados a receber dos que iam oferecer sacrifícios em Jerusalém, bem como os outros tributos que deles tiravam, provenientes dos frutos da terra e das árvores. Nós os dispensamos, além disso, do imposto do direito de gabela e dos presentes que davam aos reis, sem que nada mais, por esse motivo, se exija deles para o futuro. Dai, pois, ordem para que o nosso desejo seja satisfeito e enviai uma cópia desta carta a Jônatas, para ser conservada num lugar muito digno do santo Templo".
514.  Demétrio, vendo-se em paz, julgou nada mais ter a recear. Licenciou as suas tropas, das quais antes havia diminuído o soldo, e conservou somente os estrangeiros por ele trazidos de Creta e das outras ilhas. Assim, ele atraiu a ira de seus próprios soldados, os quais os reis predecessores não trataram do mesmo modo, pagando-os mesmo em tempo de paz, a fim de que eles estivessem sempre prontos para servi-los com afeto quando deles tivessem necessidade na guerra.


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