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13 de agosto de 2013

Antropologia - Teologia 03.59 - O Espírito do Homem

Antropologia - Teologia 03.59

6.4.1 O Espírito do Homem

É Imperativo que um crente saiba que tem um espírito e que toda comunicação de Deus com o homem ocorre ali. 
Se o crente não discerne seu próprio espírito, ele, invariavelmente, desconhece como comungar com Deus no espírito. 
Substitui, facilmente, os pensamentos ou emoções da alma pelas obras do espírito. 
Dessa forma, ele confina a si mesmo à esfera exterior, sempre incapaz de alcançar a esfera espiritual. 
Os versos a seguir das Escrituras são suficientes para provar que nós, seres humanos, possuímos um espírito humano. 
Este espírito não é sinônimo da nossa alma, nem é o mesmo que o Espírito Santo. 
Nós adoramos a Deus neste espírito: 1 Coríntios 2.11 fala do “espírito do homem que nele está”; 1 Coríntios 5.4 menciona “meu espírito”. Romanos 8.16 diz “nosso espírito”; 1 Coríntios 14.14 usa “meu espírito”; 1 Coríntios 14.32 fala dos “espíritos dos profetas”; Provérbios 25.28 faz alusão ao “seu próprio espírito”; Hebreus 12.23 registra “os espíritos dos justos aperfeiçoados”; Zacarias 12.1 declara que “o Senhor... formou o espírito do homem dentro dele”. 

Segundo o ensino da Bíblia e a experiência dos crentes, pode-se dizer que o espírito humano inclui três partes, ou em outras palavras, pode-se dizer que ele tem três funções principais: consciência, intuição e comunhão. 

A consciência é o órgão de discernimento, que distingue o certo e o errado, mas não por meio da influência do conhecimento acumulado na mente, senão por um julgamento espontâneo e direto. Freqüentemente o raciocínio justifica coisas que nossa consciência julga. O trabalho da consciência é independente e direto; não se curva às opiniões exteriores. Se o homem agir errado, ela levanta sua voz de acusação.


A Intuição é o órgão sensitivo do espírito humano. 
É tão diametralmente diferente do sentido físico e da alma, que é chamado intuição. 
Ela envolve um sentimento direto e independente de qualquer influência exterior. 
Aquele conhecimento que chega a nós, sem qualquer ajuda da mente, emoção ou vontade, chega intuitivamente. 
Nós realmente “conhecemos” através da nossa intuição; nossa mente simplesmente nos ajuda a “entender”. As revelações de Deus e todos os movimentos do Espírito Santo tornam-se conhecidos do crente por meio da sua intuição. 
O crente deve, portanto, estar atento a estes dois elementos: a voz da consciência e o ensino da intuição. 

Comunhão é adorar a Deus. Os órgãos da alma são incompetentes para adorar a Deus. Deus não é percebido pelos nossos pensamentos, sentimentos ou intenções, pois Ele só pode ser conhecido diretamente em nosso espírito. Nossa adoração a Deus e as comunicações de Deus conosco são diretamente no espírito. Elas acontecem no “homem interior” e não na alma ou no homem exterior. 

Podemos concluir então que estes três elementos da consciência, intuição e comunhão estão profundamente correlacionados e funcionam coordenadamente. 
O relacionamento entre a consciência e a intuição é que a consciência julga segundo a intuição; ela condena toda conduta que não segue as direções dadas pela intuição. 
A intuição está relacionada com a comunhão ou adoração, visto que Deus é conhecido pelo homem intuitivamente e revela Sua vontade ao homem na intuição. 
Medida alguma de expectativa ou dedução nos concede o conhecimento de Deus. 

Pode-se observar imediatamente, dos seguintes três grupos de versos bíblicos, que nosso espírito possui a função da consciência (não dizemos que o espírito é a consciência), a função da intuição (ou sentido espiritual), e a função da comunhão (ou adoração). 

A Função da Consciência no Espírito do Homem: “O Senhor teu Deus lhe endurecerá o espírito” (Dt 2.30); “Salva os contritos de espírito” (Sl 34.18); “Põe um espírito novo e reto dentro de mim” (Sl 51.10); “Tendo Jesus dito isto, turbou-se em espírito” (Jo 13.21); “Revoltava-se nele o seu espírito, vendo a cidade cheia de ídolos” (At 17.16); “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16); “Presente no espírito, já julguei, como se estivesse presente” (1Co 5.3); “Não tive descanso no meu espírito” (2Co 2.13); “Porque Deus não nos deu o espírito de covardia” (2Tm 1.7). 

A Função da Intuição no Espírito do Homem: “O espírito na verdade está pronto” (Mt 26.41); “Mas Jesus logo percebeu em seu espírito” (Mc 2.8). “Ele, suspirando profundamente em seu espírito” (Mc 8.12); “Comoveu-se (Jesus) em espírito” (Jo 11.33); “Paulo foi pressionado no espírito” (At 18.5). “Sendo fervoroso de espírito” (At 18.25); “Eu, constrangido no meu espírito, vou a Jerusalém” (At 20.22). “Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está” (1Co 2.11). “Porque recrearam o meu espírito assim como o vosso” (1Co 16.18). “O seu espírito tem sido recreado por vós todos” (2Co 7.13). 

A Função da Comunhão no Espírito do Homem: “Meu espírito exulta em Deus meu Salvador” (Lc 1.47). “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” (Jo 4.23). “Deus, a quem sirvo em meu espírito” (Rm 1.9). “Para servirmos em novidade de espírito” (Rm 7.6). “Recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15). “O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito” (Rm 8.16). “O que se une ao Senhor é um espírito com ele” (1Co 6.17). “Cantarei com o espírito” (1Co 14.15). “Se bendisseres com o espírito” (1Co 14.16). “E levou-me em espírito” (Ap 21.10). 

Por estas Escrituras podemos saber que nosso espírito possui, pelo menos, estas três funções. 
Embora os não regenerados ainda não possuam vida, eles, todavia, possuem estas funções (mas o culto deles é de espíritos maus). Algumas pessoas manifestam mais destas funções enquanto que outras menos. 
Entretanto, isto não implica que não estejam mortos em delitos e pecados. 
O Novo Testamento não considera os que têm uma consciência sensitiva, intuição aguda ou tendência e interesse espiritual, como sendo indivíduos salvos. Tais pessoas apenas nos provam que, à parte da mente, da emoção e da vontade da nossa alma, também temos um espírito. 
Antes da regeneração, o espírito está separado da vida de Deus; só depois dela é que a vida de Deus e do Espírito Santo habita em nosso espírito. 
Eles foram, então, vivificados para serem instrumentos do Espírito Santo. 

Nosso alvo, ao estudar a importância do espírito, visa capacitar-nos a entender que nós, como seres humanos, possuímos um espírito independente. 
O espírito não é a mente, nem a vontade, nem a emoção do homem; pelo contrário, ele inclui as funções da consciência, da intuição e da comunhão. 
É aqui no espírito que Deus nos regenera, nos ensina e nos conduz ao Seu descanso. 
Mas, lamentavelmente, devido aos longos anos de cativeiro à alma, muitos cristãos conhecem muito pouco do seu espírito. 
Devemos estremecer diante de Deus e pedir a Ele que nos ensine através da experiência, o que é espiritual e o que é da alma. 

Antes do crente nascer de novo, seu espírito torna-se tão submerso e cercado por sua alma, que é impossível para ele distinguir se algo emana da alma ou do espírito. 
As funções do último misturam-se com as da anterior. 
Além disso, o espírito perdeu sua função primária - para com Deus; pois está morto para Deus. 
Assim parecia que ele se tornou um acessório da alma. 
E quando a mente, emoção e vontade se fortalecem, as funções do espírito tornam-se tão eclipsadas a ponto de fazê-las quase desconhecidas. 
É por isso que deve haver a obra de separação entre a alma e o espírito depois que o crente é regenerado. 

Examinando as Escrituras, parece que um espírito não regenerado funciona do mesmo modo que a alma. 
Os seguintes versos ilustram isto: “Seu espírito estava perturbado” (Gn 41.8). “Então o espírito deles se abrandou para com ele” (Jz 8.3). “O que é de espírito precipitado exalta a tolice” (Pv 14.29). “O espírito abatido seca os ossos” (Pv 17.22). “Os errados de espírito” (Is 29.24). “Uivareis pela angústia de espírito” (Is 65.14). “Seu espírito se endureceu” (Dn 5.20). 

Estas passagens mostram-nos as obras do espírito não regenerado e indicam como são semelhantes às da alma. 
A razão porque o espírito, e não a alma, é mencionado, visa revelar o que aconteceu nas profundezas do homem. 
Isto mostra como o espírito do homem veio a ser controlado e influenciado completamente por sua alma, com o resultado de que ele manifesta as obras da alma. 
O espírito, entretanto, ainda existe porque estas obras procedem do espírito. 
Embora governado pela alma, o espírito não deixa de ser um órgão.

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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