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13 de agosto de 2013

Antropologia - Teologia 03.62 - A Alma e o Ego do Homem

Antropologia - Teologia 03.62


6.4.2.2 A Alma e o Ego do Homem 

Vimos como a alma é a sede da nossa personalidade, o órgão da vontade e da vida natural e, por isso, podemos facilmente concluir que esta alma é também o “verdadeiro Eu” - Eu mesmo. 
Nosso ego é a alma. 
Isto pode ser demonstrado também pela Bíblia. 
Em Números 30, a frase “ligar a si mesmo” ocorre dez vezes. 
No original é “ligar sua alma”. Disso somos levados a entender que a alma é o nosso próprio eu. 
Em muitas outras passagens da Bíblia nós vemos que a palavra “alma” é substituída por pronomes. 
Por exemplo: nem neles vos contaminareis (Lv 11.43); não vos contaminareis (Lv 11.44); por si e pela sua descendência (Et 9.31); oh tu, que te despedaças na tua ira (Jó 18.4); este se justificava a si mesmo (Jó 32.2); eles mesmos vão para o cativeiro (Is 46.2); ao que cada um (original, “cada alma”) houver de comer; somente isso poderá ser feito por vós (Êx 12.16); o homicida que tiver matado alguém (original, “alguma alma”) involuntariamente (Nm 35.11,15); que eu (original, “minha alma”) morra a morte dos justos (Nm 23.10); quando alguém (original, “alguma alma”) trouxer uma oferta de cereais (Lv 2.1); tenho feito acalmar e sossegar a minha alma (SI 131.2); não imagines que, por estares no palácio do rei (tu) (original, “alma”) escaparás (Et 4.13); Jurou o Senhor Deus por si mesmo (original, “jurou por sua alma”) (Am 6.8). Estas Escrituras do Antigo Testamento nos informam de várias maneiras como a alma é o ego do homem. 

O Novo Testamento transmite a mesma impressão. A tradução “oito pessoas” em 1Pe 3.20 no original é “almas” e também em Atos 27.37 “duzentos e setenta e seis pessoas”. A frase em Rm 2.9 traduzia como “todo ser humano que pratica o mal” no original é “toda a alma de todo o homem que pratica o mal”. Daí, advertir a alma de um homem que pratica o mal é advertir o homem mal. 
Em Tiago 5.20 o salvar uma alma é considerado como salvar um pecador. 
Lucas 12.19 mostra o homem tolo dizendo palavras de conforto à sua alma, como falando a si mesmo. 
Está claro, portanto, que a Bíblia, no todo, considera a alma do homem ou a vida da alma como o próprio homem. 

Podemos encontrar uma confirmação disso nas palavras do Senhor Jesus, dadas em dois Evangelhos diferentes. 
Assim lemos em Mateus 16.26: Pois que aproveitará ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida (psiqué)? Ou que dará o homem em troca da sua vida (psiqué)? Ao passo que Lucas 9.25 assim o traduz: Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder-se ou prejudicar-se a si mesmo (eautou)? Os dois evangelistas registram a mesma coisa, todavia, um usa “vida” (ou “alma”) enquanto que o outro usa “si mesmo”. Isto quer dizer que o Espírito Santo está usando Mateus para explicar o sentido de “si mesmo” em Lucas e Lucas para explicar o sentido de “vida” em Mateus. 
A alma ou vida do homem é o próprio homem, e vice-versa. 
Tal estudo nos capacita a concluir que, para ser um homem, devemos participar daquilo que está incluído na alma do homem. 
Todo homem natural possui este elemento e qualquer coisa que ele inclua, pois a alma é a vida comum partilhada por todos os homens naturais. 
Antes da regeneração, tudo o que estiver incluído na vida - seja o ego, vida, força, poder, escolha, pensamento, opinião, amor, sentimento - pertence à alma. 
Em outras palavras, a vida da alma é a vida que o homem herda no nascimento. 
Tudo o que esta vida possui e tudo o que ela possa vir a ser está na esfera da alma. Se, distintamente, nós reconhecermos o que é da alma, então mais tarde será mais fácil reconhecermos o que é espiritual. 
Será possível separar o espiritual do que é da alma.

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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