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14 de agosto de 2013

Antropologia - Teologia 03.65 - Espírito, alma e corpo após a queda

Antropologia - Teologia 03.65


7.2.Espírito, alma e corpo após a queda 

Adão vivia pelo fôlego de vida tornando-se o espírito nele. 
Pelo espírito ele percebia a Deus, conhecia a voz de Deus e comungava com Deus. 
Ele possuía uma consciência muito aguda de Deus, mas depois de sua queda seu espírito morreu. 

Quando Deus falou com Adão no princípio Ele disse: “no dia em que dela comeres (o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal) certamente morrerás” (Gn 2.17). Entretanto, Adão e Eva continuaram a viver por centenas de anos depois de comerem do fruto proibido. Obviamente, isto indica que a morte predita não era física. 
A morte de Adão começou no seu espírito. 

O que é a morte realmente? Segundo a definição científica, morte é “a suspensão da comunicação com o ambiente”. A morte do espírito é a suspensão da sua comunicação com Deus. 
A morte do corpo é a interrupção da comunicação entre este e o espírito. 
Por isso, quando dizemos que o espírito está morto, não significa que não haja mais espírito; quer dizer simplesmente que o espírito perdeu sua sensibilidade para com Deus e assim está morto para Ele. 
A situação exata é que o espírito está incapacitado de ter comunhão com Deus. 
Usemos como ilustração um mudo: ele tem boca e pulmões, mas algo está errado com suas cordas vocais tornando-o sem capacidade para falar. 
No tocante à linguagem humana, sua boca pode ser considerada como morta. 
Semelhantemente o espírito de Adão morreu por causa da sua desobediência a Deus. 
Ele ainda tinha seu espírito, todavia estava morto para Deus porque havia perdido seu instinto espiritual. 
Isto ainda é assim: o pecado destruiu o aguçado e intuitivo conhecimento de Deus que o espírito possuía tornando o homem espiritualmente morto. 
Ele pode ser religioso, respeitável, educado, capaz, forte e sábio, mas está morto para Deus. 
Ele pode até mesmo falar sobre Deus, raciocinar sobre Deus e pregar a Deus, mas ainda assim está morto para Ele. 
O homem não pode ouvir ou sentir a voz do Espírito de Deus. 
Por isso, no Testamento, Deus freqüentemente se refere àqueles que estão vivendo na carne como mortos. 

A morte que iniciou no espírito de nosso antepassado gradativamente até alcançar seu corpo. Embora continuado a viver por muitos anos depois que seu espírito morreu, a morte, todavia, continuou operando nele até que seu espírito, alma e corpo estivessem mortos. 
Seu corpo que poderia ter sido transformado e glorificado, retornou ao pó. 
Porque seu homem interior precipitou-se no caos, seu corpo exterior deve morrer e ser destruído. 
A partir dali o espírito de Adão (como também os de todos os seus descendentes) caiu sob a opressão da alma até que, gradativamente, uniu-se com a alma tornando-se as duas partes intimamente unidas. 
O escritor de Hebreus diz que a Palavra de Deus vai penetrar e dividir alma e espírito (4.12). A separação é necessária porque o espírito e a alma tornaram-se um. 
Enquanto estiverem intimamente unidos o homem será lançado por eles no mundo psíquico. 
Tudo é feito segundo os preceitos do intelecto ou sentimento. 
O espírito perdeu seu poder e impressão, como se estivesse em profundo sono. 
Qualquer instinto que ele tenha para conhecer e servir a Deus, está completamente paralisado. 
Ele permanece em coma como se não existisse. 
Este é o significado de Judas 19: “naturais, não tendo espírito” (literal). Certamente isso não quer dizer que o espírito humano deixa de existir, pois Números 16.22 diz claramente que Deus é “o Deus dos espíritos de toda carne”. Todo ser humano ainda tem em sua posse um espírito, embora esteja obscurecido pelo pecado e impotente para manter comunhão com Deus. 

Por mais morto que esse espírito esteja para com Deus, ele ainda pode permanecer tão ativo como a mente ou o corpo. Ele é considerado morto para Deus, mas ainda é muito ativo em outros aspectos. 
Algumas vezes o espírito de um homem caído pode ser até mais forte do que sua alma ou corpo e ganhar domínio sobre todo o seu ser. 
Tais pessoas são “espirituais”, da mesma forma que muitas pessoas são grandemente da alma ou do corpo, pois seus espíritos são muito maiores do que os das pessoas comuns. 
Estes são os feiticeiros e bruxos, e verdadeiramente mantém contatos com a esfera espiritual, só que realizam isso através do espírito maligno e não pelo Espírito Santo. 
Desta forma, o espírito do homem caído está aliado com Satanás e seus espíritos maus. 
Está morto para Deus, entretanto bem vivo para Satanás e segue o espírito mal que agora opera nele. 

Rendendo-se à exigência das suas paixões e cobiças, a alma tornou-se escrava do corpo de tal forma que o Espírito Santo considera inútil contender pelo lugar de Deus neste alguém. 
Daí a declaração da Escritura: “Meu Espírito não pleiteará para sempre com o homem; porque ele é realmente carne” (Gn 6.3). 
A Bíblia refere-se à carne como sendo o composto da alma regenerada e a vida física embora mais freqüentemente indique o pecado que está no corpo. Uma vez que o homem esteja totalmente sob o domínio da carne, ele não tem possibilidade de liberar-se. 
A alma tomou o lugar de autoridade do espírito. 
Tudo é feito independentemente e segundo as ordens da sua mente. 
Mesmo em questões religiosas, na mais acalorada busca de Deus, tudo é realizado pela força e vontade da alma do homem, sem a revelação do Espírito Santo. 
A alma não está apenas independente do espírito; adicionalmente ela está sob o controle do corpo. 
Ela é solicitada a obedecer, a executar e cumprir as cobiças, paixões e exigências do corpo. 
Cada filho de Adão está, não somente morto em seu espírito, mas ele é também “da terra, terreno” (1Co 15.47). 
Os homens caídos são governados completamente pela carne, andando em reação aos desejos das suas vidas da alma e das paixões físicas. 
Estes estão incapacitados de ter comunhão com Deus. 
Às vezes eles exibem sua inteligência, em outras ocasiões suas paixões, porém, o mais freqüente são ambas: inteligência e paixão. 
Sem impedimento, a carne está em rígido controle sobre o homem total. 

Isto é o que está esclarecido em Judas: “... escarnecedores, andando segundo as suas ímpias concupiscências. 
Estes são os que se põem à parte, homens naturais, não tendo espírito”. Ser da alma é antagônico ao ser do espírito, nossa parte mais nobre, a parte que pode unir-se a Deus e que deve regular a alma e o corpo, está agora sob o domínio da alma, aquela parte em nós que é terrena tanto no motivo como no alvo. 
O espírito foi despojado da sua posição original. 
A condição atual do homem é anormal, por conseguinte, ele é descrito como não tendo espírito. 
O resultado de ser da alma é que ele se torna um escarnecedor, buscando paixões ímpias e criando divisões. 

1 Coríntios 2.14 fala de tais pessoas não regeneradas desta forma: “O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” Tais homens, sob o controle de suas almas e com seus espíritos oprimidos, estão em contraste direto com as pessoas espirituais. 
Eles podem ser excessivamente inteligentes, capazes de apresentar idéias ou teorias magistrais, todavia não aprovam as coisas do Espírito de Deus. 
São inadequados para receber revelação do Espírito Santo. 
Tal revelação é amplamente diferente das idéias humanas. 
O homem pode pensar que o intelecto e o raciocínio humanos são todo-poderosos, que o cérebro é capaz de compreender todas as verdades do mundo, mas o veredicto da Palavra de Deus é: “vaidade de vaidades”. 

Enquanto o homem está em seu estado da alma, ele freqüentemente sente a insegurança desta era, e, por isso, também busca a vida eterna da era vindoura. 
Mas mesmo que o faça, ainda é impotente para descobrir a Palavra da vida pelo seu muito pensar e teorizar. 
Quão indignos de confiança são os raciocínios humanos! Freqüentemente observamos como pessoas muito inteligentes colidem em suas diferentes opiniões. 
As teorias conduzem o homem facilmente ao erro. 
São castelos no ar, atirando-o nas trevas eternas. 

Quão verdadeiro é que, sem a liderança do Espírito Santo, o intelecto não é apenas indigno de confiança, mas também extremamente perigoso, porque freqüentemente confunde a questão do certo e errado. 
Um pequeno descuido pode provocar não só a perda temporária, mas até danos eternos. 
A mente entenebrecida do homem muitas vezes o conduz à morte eterna. 
Se as almas não regeneradas apenas pudessem ver isto, quão bom seria! 

Enquanto o homem é carnal, ele pode ser controlado por mais do que simplesmente a alma; ele pode estar sob a direção do corpo também, porque a alma e o corpo estão intimamente entrelaçados. 
Pelo fato do corpo de pecado estar abundando em desejos e paixões, o homem pode cometer os mais hediondos pecados. 
Visto que o corpo é formado do pó, assim sua tendência natural é em direção à terra. 
A introdução do veneno da serpente no corpo do homem transforma todos os seus desejos legítimos em lascívia. 
 Tendo cedido uma vez ao corpo, em desobediência a Deus, a alma vê-se compelida a ceder toda vez. 
Os baixos desejos do corpo podem ser freqüentemente manifestados
por meio da alma. 
O poder do corpo torna-se tão irresistível que a alma não consegue senão ser o escravo obediente. 

A idéia de Deus é que o espírito tenha a preeminência, governando nossa alma. 
Mas uma vez que o homem torna-se carnal, seu espírito afunda em servidão à alma. 
Maior degradação sucede quando o homem torna-se “material” (do corpo), pois o corpo, mais baixo, ergue-se para ser soberano. 
O homem desceu então do “controle do espírito” para o “controle da alma”, e do “controle da alma” para o “controle do corpo”. Ele afunda cada vez mais profundamente. Quão lamentável deve ser quando a carne ganha o domínio. 

O pecado matou o espírito: morte espiritual então, torna-se a porção de todos, pois todos estão mortos em delitos e pecados. 
O pecado levou a alma a ser independente: a vida da alma é, portanto, uma vida egoísta e obstinada. 

O pecado finalmente deu autoridade ao corpo: a natureza pecaminosa conseqüentemente reina através do corpo.

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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