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14 de agosto de 2013

Antropologia - Teologia 03.64 - A ocorrência da queda Part 2

Antropologia - Teologia 03.64


7.1 A ocorrência da queda Part 2

7.1 A ocorrência da queda Part 1


Satanás sempre usa a necessidade física como o primeiro alvo de ataque. 
Ele mencionou simplesmente o comer do fruto a Eva, uma coisa totalmente física. 
Em seguida, ele prosseguiu para seduzir sua alma, insinuando que pela satisfação seus olhos seriam abertos para conhecer o bem e o mal. 
Embora tal busca pelo conhecimento fosse perfeitamente legítima, a conseqüência, não obstante, conduziu seu espírito a uma rebelião franca contra Deus, pois ela compreendeu erradamente a proibição de Deus, como se brotasse de uma má intenção. 
A tentação de Satanás alcança primeiro o corpo, depois a alma e finalmente o espírito. 

Após ser tentada Eva deu sua decisão. 
Primeiro: “a árvore era boa para se comer”. Isto é a “cobiça da carne”. Sua carne foi a primeira a ser despertada. 
Segundo: “era agradável aos olhos”. Isto é a “cobiça dos olhos”. Agora tanto seu corpo como sua alma haviam sido seduzidos. Terceiro: “a árvore era desejável para dar entendimento”.

Isto é a “soberba da vida”. Tal desejo manifestou a agitação da sua emoção e vontade. 
Sua alma estava agora agitada além do controle. 
Ela não mais dava apoio como um espectador, mas havia sido incitada a desejar o fruto. 
Quão perigosa é uma emoção humana dominadora! 

Por que devia Eva cobiçar o fruto? Não era simplesmente a cobiça da carne e a cobiça dos olhos, mas também o impulso da curiosidade pela sabedoria. Na busca da sabedoria e conhecimento, mesmo do assim chamado “conhecimento espiritual”, as atividades da alma podem ser freqüentemente detectadas. Quando alguém procura aumentar seu conhecimento, por meio de ginásticas mentais nos livros, sem esperar em Deus e sem buscar a condução do Espírito Santo, sua alma está claramente em plena atividade. Isso vai reduzir sua vida espiritual. 
A queda do homem foi ocasionada pela busca de conhecimento, por isso, Deus usa a loucura da cruz para “destruir a sabedoria do sábio”. O intelecto foi a causa principal da queda, por isso, para alguém ser salvo é preciso que creia na loucura da Palavra da cruz, em vez de depender da sua inteligência. 
A árvore do conhecimento provoca a queda do homem, por isso Deus emprega a árvore da loucura (1Pe 2.24) para salvar almas. “Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. 
Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (1Co 3.18-20; veja também 1.18-25). 

Tendo revisto cuidadosamente o registro da queda do homem, podemos ver que, ao rebelar contra Deus, Adão e Eva desenvolveram suas almas ao ponto de substituírem seus espíritos e precipitarem-se nas trevas. 
As partes proeminentes da alma são a mente do homem, vontade e emoção. 
A vontade é o órgão da decisão, portanto, o senhor do homem. 
A mente é o órgão do pensamento, enquanto que a emoção é o órgão da afeição. 
O apóstolo Paulo nos diz que “Adão não foi enganado”, indicando que a mente de Adão não foi confundida naquele dia fatal. 
Quem tinha a mente fraca era Eva: “a mulher sendo enganada, caiu em transgressão” (1Tm 2.14). Segundo o registro de Gênesis está escrito que “a mulher disse: a serpente enganou-me e eu comi” (Gn 3.14); mas que “o homem respondeu: a mulher que me deste por companheira deu-me (não enganou-me) da árvore e eu comi” (Gn 3.12). Adão, obviamente, não foi enganado; sua mente estava clara e ele sabia que o fruto era da árvore proibida. 
Ele comeu por causa da sua afeição pela mulher. 
Adão sabia que as palavras da serpente eram nada mais que o engano do inimigo. 
Pelas palavras do Apóstolo, somos levados a ver que Adão pecou de liberadamente. 
Ele amava Eva mais do que a si mesmo. 
Ele fez dela o seu ídolo e por amor a ela estava disposto a rebelar-se contra o mandamento do seu Criador. 
Que lamentável que sua mente tenha sido anulada por sua emoção e seu raciocínio vencido por sua afeição! Por que é que os homens “não creram na verdade?” Porque “tiveram prazer na injustiça” (2Ts 2.12). Não é que a verdade seja irracional, mas, sim, que não é amada. 
Por isso, quando alguém verdadeiramente volta-se para o Senhor, ele “crê com o coração (não a mente) para a justiça” (Rm 10.10). 

Satanás moveu Adão a pecar apoderando-se da sua vontade através da sua emoção; enquanto que Eva foi tentada a pecar apoderando-se ele da sua vontade através do canal de uma mente obscurecida. 
Quando a vontade, mente e emoção do homem foram envenenadas pela serpente e o homem seguiu após Satanás ao invés de seguir a Deus, seu espírito, que era capaz de comungar com Deus, sofreu um golpe fatal. 
Aqui podemos ver a lei que governa a obra de Satanás. 
Ele usa as coisas da carne (comer o fruto) para seduzir a alma do homem a pecar; tão logo a alma peca, o espírito cai em trevas absolutas.
A ordem da sua operação é sempre assim: do exterior para o interior. 
Se não começar com o corpo, então ele começa trabalhando na mente ou na emoção, a fim de alcançar a vontade do homem. 
No momento em que a vontade do homem se sujeita o Satanás, ele toma posse de todo o seu ser e executa o espírito. 
Mas, não é assim com a obra de Deus, que é sempre do interior para o exterior. 
Deus principia Sua obra no espírito do homem e prossegue iluminando sua mente, despertando sua emoção e levando-o a exercitar sua vontade sobre seu corpo, a fim de levar à realização a vontade de Deus. 
Todas as obras satânicas são feitas do exterior para o interior; todas as obras divinas são do interior para o exterior. 
Desta forma, podemos distinguir aquilo que vem de Deus e o que vem de Satanás. 
Tudo isso nos ensina, adicionalmente, que uma vez que Satanás captura a vontade do homem, então ele está no controle sobre aquele homem. 

Devemos observar, cuidadosamente, que a alma é onde o homem expressa sua vontade livre e exerce seu próprio domínio. 
Por esta razão, a Bíblia sempre registra que é a alma que peca. Por exemplo: “o pecado da minha alma” (Mq 6.7), “a alma que pecar” (Ez 18.4,20). E nos livros de Levítico e Números freqüentemente menciona-se que a alma peca. 
Por quê? Porque é a alma que escolhe pecar. 
Nossa descrição de pecado é: “A vontade aceita a tentação”. O pecar é um vontade da alma; por conseguinte, a expiação deve ser para a alma: “Quando derem a oferta do Senhor, para fazerdes expiação por vossas almas” (Êx 30.15); “Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas” (Lv 17.11); “Para fazer expiação pelas nossas almas perante o Senhor” (Nm 31.50). Visto que a alma é que peca, conclui-se que é a que precisa ser expiada. 
E ela só pode ser expiada além disso, por uma alma:

“Foi do agrado de Jeová moê-lo; ele o sujeitou ao sofrimento... tu farás sua alma uma oferta pelo pecado... Ele verá o fruto do trabalho da sua alma e ficará satisfeito... ele derramou a sua alma na morte...; ele levou o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu” (Is 53.10-12).

Examinando a natureza do pecado de Adão, nós descobrimos que, à parte da rebelião, existe também um certo tipo de independência. 
Não devemos perder de vista aqui a vontade livre. Por um lado, a árvore da vida implica um sentido de dependência O homem naquela ocasião não possuía a natureza de Deus, mas se tivesse participado do fruto da árvore da vida, poderia ter obtido a vida de Deus; o homem poderia ter alcançado seu ápice possuindo a própria vida de Deus. 
Isto é dependência. 
Por outro lado, a árvore do conhecimento do bem e do mal sugere independência, porque o homem esforçou-se pelo exercício da sua vontade, pelo conhecimento não prometido, por algo não outorgado a ele por Deus. 
Sua rebelião declarou sua independência. 
Rebelando-se, ele nãoprecisava depender de Deus. 
Além disso, sua busca pelo conhecimento do bem e do mal também manifestou sua independência, pois não estava satisfeito com o que Deus já havia concedido. 
A diferença entre o espiritual e o que é da alma é clara como cristal: o espiritual depende completamente de Deus, e satisfaz-se totalmente com o que Deus deu; o da alma foge de Deus e cobiça o que Deus não concedeu, principalmente o “conhecimento”. 
A independência é uma característica especial daquilo que é da alma. 
Não importa quão boa seja determinada coisa; pode ser até o culto a Deus. 
Porém, se para fazê-la completa confiança em Deus não é exigida, mas, pelo contrário, a confiança está depositada na própria força da pessoa, ela é inquestionavelmente da alma.
A árvore da vida não pode crescer dentro de nós junto com a árvore do conhecimento.
 Rebelião e independência explicam todo pecado cometido pelos pecadores e pelos santos.

7.1 A ocorrência da queda Part 1

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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