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15 de agosto de 2013

Batalha Espiritual - Teologia 07.14 - Se alguem está em CRISTO é uma nova criação Part 3

Batalha Espiritual - Teologia 07.14

4. Se alguem está em CRISTO é uma nova criação Part 3

O pecado é atribuído à natureza decaída do homem. Os demônios denominados pela "batalha espiritual" como sendo demônios da lascívia, do ódio, da ira, da vingança, da embriagues, da inveja, e assim por diante, não aparecem no Novo Testamento. Estas coisas são, na verdade, as obras da carne mencionadas por Paulo em Gálatas 5.19-21. A solução para estes pecados não é expulsar demônios que supostamente os produzem, mas arrependimento, confissão, e santificação. O conceito de "crente demonizado", na realidade, em vez de produzir a mortificação da nossa natureza pecaminosa como as Escrituras determinam (Cl 3.8; Rm 8.13), fornece uma desculpa e uma racionalização para o pecado, as quais a nossa natureza pecaminosa sempre é rápida em usar.

Falta comprovação bíblica da demonização de crentes. Além disto, falta a necessária comprovação bíblica de que podemos e devemos expulsar demônios da vida de crentes verdadeiros. Jesus nunca expulsou demônios de quem era seu discípulo — Maria Madalena, de quem Jesus expulsou sete espíritos malignos, certamente se converteu naquela ocasião (Lc 8.2). Os apóstolos, igualmente, nunca expulsaram demônios de crentes das igrejas locais. O Novo Testamento é absolutamente silencioso a este respeito; silencia igualmente quanto às causas que levaram determinadas pessoas a ficarem endemoninhadas. O Novo Testamento apenas descreve o encontro de Jesus e dos apóstolos com pessoas endemoninhadas, mas em nenhum caso revela como o endemoninhamento aconteceu, se foi por causa de pecados pessoais, pelos pecados de outros, por maldições hereditárias, ou qualquer outros dos motivos alegados pelos proponentes da "batalha espiritual". Não devemos tentar satisfazer a nossa curiosidade baseados em especulações e experiências pessoais.

Segundo, a quebra de maldições. Esse ensinamento característico da "batalha espiritual" tende igualmente a minimizar a perfeição e a eficácia da obra de Cristo na vida do crente. Podemos resumir esse conceito em quatro pontos.

Os filhos pagam pelos erros dos pais. Os pecados, vícios, e pactos demoníacos feitos pelos antepassados de um crente afetam negativamente a sua existência presente. Maldições hereditárias são aquelas que herdamos dos
nossos pais e antepassados em decorrência desses erros que eles cometeram.

Este conceito procura basear-se em Êxodo 20.5, onde Deus afirma que castiga a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração.

A transmissão genética de demônios. Autores como Rodovalho chegam a sugerir que os espíritos "familiares" passam dos pais para os filhos através dos genes. Dessa forma, eles se perpetuam na família geração após geração. Isso explicaria porque determinadas famílias sofrem de pecados ou tragédias características em suas linhagens. Por exemplo, famílias que através dos séculos são marcadas por casos e mais casos de suicídios são vítimas de um "espírito familiar" de suicídio, que entrou na linhagem por algum motivo e só sairá com a quebra da maldição e a reparação do pecado que lhe deu a oportunidade.

O poder abençoador e amaldiçoador das palavras. As pragas, maldições ou palavras más proferidas diretamente contra nós no presente também têm o poder de nos tornar infelizes, de perturbar nossas vidas. Maldições podem incluir frases dos nossos pais como "menino, vai para o diabo que te carregue!". Através delas, os demônios recebem autoridade para entrar em nossas vidas e torná-las em miséria, dor e sofrimento.

A necessidade de quebrar essas maldições. Mesmo um verdadeiro crente pode deixar de alcançar a plena felicidade nesse mundo caso esteja "amaldiçoado", isso é, debaixo de alguma maldição. Caso não as quebre, padecerá nas mãos dos demônios, que recebem poder para atormentá-lo através delas. O processo consiste em localizar e identificar estas maldições, e anulá-las "em nome de Jesus". A "quebra" destas maldições o caminho para a libertação. No caso de maldições hereditárias, alguns aconselham que se trace a árvore genealógica da nossa família, procurando identificar as pragas, maldições, pecados e pactos com demônios feitos por eles no passado, para depois anulá-los, quebrando-os e rejeitando-os em nome de Jesus.

É verdade que podemos experimentar as conseqüências dos erros da nossa família. Também é verdade que as palavras podem ser usadas para destruir vidas. É igualmente verdadeiro que devemos rejeitar todas as obras das trevas, cuidar das nossas palavras e não sermos coniventes com os pecados de nossos antepassados e parentes ao nosso redor. Contudo, o ensino de "quebra de maldições" vai muito além disso. Existem quatro críticas que podemos fazer a ele.

Uso parcial da evidência bíblica. Geralmente o texto usado para defender o conceito de que os filhos pagam pelos erros dos pais é Êxodo 20.5, onde Deus ameaça visitar a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração dos que o aborrecem.

Entretanto, ensinar que Deus faz cair sobre os filhos as conseqüências dos pecados dos pais, é só metade da verdade. A Escritura nos diz igualmente que se um filho de pai idólatra e adúltero vir as obras más de seu pai, temer a Deus, e andar em Seus caminhos, nada do que o pai fez virá cair sobre ele. A conversão e o arrependimento individuais "quebram", na existência das pessoas, a "maldição hereditária" (um efeito somente possível por causa da obra de Cristo). Este foi o ponto enfatizado pelo profeta Ezequiel em sua pregação ao povo de Israel da época (leia cuidadosamente Ezequiel 18). A nação de Israel havia sido levada em cativeiro para a Babilônia, e os judeus cativos se queixavam de Deus dizendo "Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram. . ." (Ez 18.2b) — ou seja, "nossos pais pecaram, e nós é que sofremos as conseqüências". Eles estavam transferindo para seus pais a responsabilidade pelo castigo divino que lhes sobreveio, que foi o desterro para a terra dos caldeus. Achavam que era injusto que estivessem pagando pelo pecado de idolatria dos seus pais. Usavam um provérbio da época, que nos nossos dias seria mais ou menos assim: "Nossos pais comeram a feijoada, mas nós é que tivemos a dor de barriga. . ."

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