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26 de agosto de 2013

Didática - Teologia 11.21 - Aprender o quê? Para quê?

Didática - Teologia 11.21


3.1.1. Aprender o quê? Para quê?

É alta a freqüência com que os livros de Psicologia Educacional apresentam a proposta a respeito de objetivos de aprendizagem, segundo a qual há três categorias de aprendizagem com as quais o educador se preocupa.
Em primeiro lugar, o aluno pode aprender de um modo cognitivo ou dentro de uma área de conhecimentos; aqui se encontram as informações de que o aluno dispõe, a generalização destas para outras situações diferentes, os conceitos e seus inter-relacionamentos, as soluções para problemas em níveis cada vez mais criativos: o que o aprendiz conhece e compreende.

Dentro de uma segunda categoria, o aluno modifica suas atitudes, isto é, os valores que dá ao que conhece, os sentimentos que experimenta diante de fatos e idéias. Exemplificando: cognitivamente, o aluno A sabe como se deve fazer uma pesquisa bibliográfica sobre um tema qualquer; o aluno B conhece as variáveis presentes numa situação grupal e compreende seu funcionamento. Atitudinalmente, o aluno A tem uma atitude negativa (desvaloriza, não vê significado, não gosta) em relação a pesquisas bibliográficas; o aluno B tem uma atitude positiva (acha que é bom, sente-se bem) em relação a sua própria participação em pequenos grupos. 

Há, ainda uma terceira categoria, a das habilidades, quando o aluno aprende a fazer, a lidar com alguma coisa. Nosso aluno A pode não ter desenvolvido a habilidade de realizar pesquisas bibliográficas, a despeito de saber “teoricamente” todos os passos necessários para isso, ou até nunca ter posto os pés numa única biblioteca. Nosso aluno B pode ser capaz de se desempenhar efetivamente dentro de um pequeno grupo ou não ser absolutamente capaz de manejar aquelas variáveis que ele conhece, compreende e valoriza. 

Deve ter ficado claro que nós, professores, lidamos com o que o aluno aprende, não só cognitivamente, mas também em termos de atitudes e habilidades. 

O esquema que se segue, reúne dentro de uma perspectiva educacional humanista, quatro tendências de aprendizagem, cada uma incluindo uma resposta mais abrangente ao “para quê”. 

3.1.1.1. Primeiro, aquela tendência que privilegia o desenvolvimento mental (o aspecto cognitivo), com os seguintes objetivos: que o aluno aprenda a captar e processar informações, organizar dados, apreender e relacionar conceitos, perceber e resolver problemas, criar conceitos e soluções. Utiliza estratégias específicas para desenvolver o pensamento e o raciocínio de seus alunos. 

Esta corrente responde as exigências do aluno que vem às nossas escolas em busca de informação que o habilitem a exercer uma profissão na sociedade; responde a solicitações de uma sociedade que exige profissionais cada vez mais competentes, mais especializados e mais técnicos. 

3.1.1.2. Uma segunda tendência de aprendizagem privilegia o desenvolvimento da pessoa com os seguintes objetivos: que o aluno realize o desenvolvimento de sua sociabilidade, comunicabilidade, cultura, valores, competência profissional, organização interna, relacionamento com o ambiente e com a sociedade. Procura que se reorganizem os valores, que se crie um clima onde os sentimentos e os problemas dos alunos venham à tona.

3.1.1.3. Uma terceira linha de aprendizagem privilegia o desenvolvimento das relações sociais. Entende como fundamental criar-se uma interação entre o mundo individual e o mundo social, não apenas o sentido de a sociedade estar subsidiando as necessidades do indivíduo e da sua família, mas também no sentido de o indivíduo e da sua família estarem se comprometendo efetivamente com o desenvolvimento da sociedade. 

Entende como exigência do desenvolvimento de qualquer ser humano que ele aprenda a situar-se historicamente no tempo e no espaço: estar aberto para captar os fatos, os acontecimentos que agitam a si mesmo, a sua família, ao seu trabalho, à sua classe, à sua cidade, ao seu país, ao mundo, à sociedade da qual é membro; estabelecer e compreender as relações entre esses mesmos fatos e acontecimentos; relacioná-los com a nossa história; analisar criticamente os encaminhamentos e soluções apresentadas por seus dirigentes; dentro de suas condições de profissional e cidadão, participar da vida desta sociedade, criando uma realidade co-participada.

3.1.1.4. Uma quarta linha de aprendizagem privilegia o desenvolvimento da capacidade de decidir, o desenvolvimento de habilidade para assumir responsabilidade social e política. Lembramos que esta corrente também se preocupa com os aspectos cognitivo, afetivo e social do aprendiz, como as demais. Apenas que toma este último aspecto como a característica sob a qual procura desenvolver os demais. 

Entende esta corrente que a aprendizagem deverá levar o aprendiz a uma nova postura diante dos problemas de seu tempo e da sociedade, que se caracteriza por criar disposições democráticas através das quais se substituam hábitos de passividade por novos hábitos de participação e ingerência. 

Conseqüentemente, esta tendência privilegiará as atividades que permitam aos alunos desenvolver, nos mais diversos níveis, as habilidades de participação em sua aprendizagem, no seu curso, na sua escola e assim por diante, nas circunstâncias mais diversas. 
Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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