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5 de outubro de 2013

Eclesiologia - Teologia 25.20 - Zeloso Part 1/2

Eclesiologia - Teologia 25.20

Zeloso  Part 1/2

Nas  igrejas  evangélicas  da  atualidade  é  hábito  ou  tradição  já  bem  arraigada  a   prática de ler o texto de 1ª Coríntios 11.23-34 durante a celebração da ceia do   Senhor. O contexto imediato da passagem, porém, começa antes com o versículo   17  dentro  do  contexto  mais  amplo  dos  capítulos  10  a  14.  Há  certo  debate   referente à divisão mais apropriada das seções da carta, mas o papel do capítulo
onze no mínimo serve de uma ponte entre o capítulo 10 e os capítulos de 12 a   14. Para compreender bem o texto de 11.23-34, é indispensável lê-lo como um   todo  no  mínimo  desde  11.17,  assim  respeitando  o  contexto  imediato.  Uma   leitura  melhor  compreenderia  os  capítulos  de  10  a  14,  como  sempre,  o  ideal   seria a leitura da carta em sua íntegra.  

Em toda a carta, Paulo está respondendo a certas colocações e práticas da igreja   em   Corinto,   dando   um   aval   e   orientando   a   igreja   referente   aos   seus   posicionamentos. Este é realmente o propósito geral de Paulo em toda a carta, e   este fato deve ser lembrado ao interpretar qualquer passagem dela. A partir do   versículo  17,  Paulo  começa  a  tratar  certo  problema  referente  à  celebração  de   Cristo, especificamente em relação à ceia. O problema tratado tem a ceia como   pretexto e situação, mas o assunto não é a ceia em si. O interesse de Paulo é de   tratar  a  questão  da  unidade  da  igreja,  ou  seja,  a  falta  de  união  existente,  um   segundo abuso no culto cristão em Corinto. Vejamos o tratamento e o contexto   coríntio.  

Nos versículos 18 e 19, Paulo levanta a questão de facções, ou partidos dentro da   igreja.   Esses   crentes   estavam   exibindo   rivalidades,   como   também   já   fora   levantado mais de uma vez desde o início da carta. O problema dessas divisões
foi   uma   temática   repetida   de   Paulo,   problema   básico   que   aparentemente   ocasionou   a   escrita   da   carta.   No   versículo   20,   o   assunto   das   dissensões,   rivalidades,   ou   facções   é   dirigido   à   prática   de   celebrar   a   ceia.   Paulo   explicitamente diz neste versículo que o problema é de que estão se reunindo,   mas  com  um  propósito  esquivado  do  devido.  Enquanto  deveriam  estar  se   reunindo para celebrar a ceia de Cristo, o propósito de sua celebração havia sido   abandonado.   Nos  próximos  três   versículos,  esse  problema  fica   ainda   mais   explícito.  Paulo  exemplifica  o  assunto  apontando  que  os  Coríntios  não  exibem   nenhum  tipo  de  união  e  comunhão  no  comer  juntos,  como  deveria  ser  uma   celebração da Ceia do Senhor.  

Para começar, havia uma desigualdade entre os crentes em termos financeiros, e   estavam  fazendo  celebração  com  distinções  sociais  dentro  da  igreja.  Aqueles   com mais condições estavam trazendo as suas práticas aprendidas dos romanos   à  reunião  para  supostamente  celebrar  o  Seder  de  Cristo.  É  interessante  notar   que  Paulo  especificamente  menciona  como  problemática  a  questão  de  que  os   coríntios não estavam esperando uns aos outros para que juntos participassem   da celebração. Uns tinham pouco para comer, enquanto outros se enchiam de  volumes glutônicos de comida, ignorando a necessidade dos seus irmãos e até   humilhando-os.  

Entre  certos  grupos  religiosos  pagãos  havia  uma  espécie  de  refeição  tida  em   comum entre ricos e pobres, porém os coríntios não alcançavam os padrões de   comunhão  desses  grupos.  Não  esperavam  nem  que  os  pobres  e  escravos   chegassem, nem compartilhavam com eles de sua abundância. É bem provável   que estavam seguindo os padrões romanos em comer até que fosse necessário   volver  o  estômago  para  poder  comer  mais.  Isso,  enquanto  outros  passavam   fome.   Foi   retratado   em   termos   de   “pobres,   famintos   encontrando   ricos   intoxicados,  naquilo  que  deveria  ser  a  ceia  do  Senhor”.  Em  tal  contexto,  Paulo   responde,  dizendo  que  seu  reunir  não  tem  nada  a  ver  com  celebrar  a  ceia  de   Cristo.  

O formato da celebração na época teria sido muito mais próximo à forma judaica   de  celebrar  a  páscoa,  do  que  as  formas  atuais  que  se  restringem  aos  dois   elementos mencionados por Paulo neste texto. O contexto era da celebração de   uma  ceia  -   uma  refeição  completa.  Era  costume  para  as  igrejas  da  época   celebrar o que alguns chamaram de uma “ceia de amor”. Traziam suas comidas e   as compartilhavam entre si numa atmosfera de celebração e união, uma refeição  ou  banquete,  qual  era  sua  forma  de  celebrar  a  ceia.  Esta  ceia  tinha  como  sua   base   a   celebração   judaica   do   Pêssach,   sendo   a   continuação   cristã   dessa   celebração.  

Vale investigar um pouco da forma histórica das celebrações nas vilas romanas   da  época,  para  melhor  entendermos  o  que  se  passava  dentro  da  igreja  em   Corinto. Constata-se pela arqueologia que uma típica vila romana acomodava de   nove a doze pessoas reclinadas à mesa no salão de banquetes, os outros trinta a   quarenta  convidados  eram  relegados  a  ficarem  de  pé  na  antesala.  Era  comum   até  servir  comidas  qualitativamente  diferentes  para  os  convidados,  de  acordo   com  a  sua  classe  social.  Um  governador  romano,  escrevendo  por  volta  de   cinqüenta anos após a época da carta de Paulo, detalha a “hospitalidade” de um   homem de seu conhecimento:  

Os   melhores   pratos   eram   colocados   em   frente   de   si   e   de   uns   poucos   selecionados, e as migalhas baratas perante o resto dos convidados. Ele havia até   colocado  o  vinho  em  pequenos  odres,  dividido  em  três  categorias,  não  com  a   idéia  de  dar  oportunidade  aos  convidados  para  escolherem,  mas  para  fazer   impossível para que rejeitassem o que lhes era oferecido. Uma categoria estava   intencionado para si e para nós, outra para os seus amigos secundários (todos os  seus  amigos  eram  classificados),  e  a  terceira  para  os  seus  e  os  nossos  servos   livres.  

Aparentemente,  era  esse  o  padrão  de  “hospitalidade”  e  “comunidade”  que  os   coríntios  estavam  celebrando,  observando  as  distinções  sociais  entre  si.  O   problema  especial  dos  coríntios  era  de  que  parte  deles  estavam  celebrando   glutonaria  e  desigualdade  e  não  Cristo.  Estes  se  davam  de  importantes  e   privilegiados,  enquanto  outros  na  mesma  celebração  padeciam  necessidades  e   fome.  Nessa  celebração,  que  era  uma  refeição  completa,  os  coríntios  estavam   neglicenciando a razão de estarem reunidos, o “partilhar de um só pão”. Não se   lembravam   de   sua   união   essencial   e   de   sua   dependência   de   Cristo.   Sua   celebração dividia o corpo de Cristo, conforme as suas distinções de classe.  

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