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26 de abril de 2017

Hermenêutica - Teologia 29.11 - A Questão da Inerrância Bíblica - Duas Posições Evangélicas

Hermenêutica - Teologia 29.11
 
A Questão da Inerrância Bíblica

Duas Posições Evangélicas:

1o - A Bíblia é totalmente privada de erros.

2o - A Bíblia é sem erro toda vez que fala sobre salvação e fé, mas pode possuir erros em outros pontos.

 “Os liberais, por sua vez, acreditam que a Bíblia é fruto da mente religiosa dos judeus”.


 Contextos polêmicos produzem posições extremadas.

Argumentos:

1) - A Bíblia é plena e completamente inspirada.

2) - Inerrante em todas as matérias que toca.

3) - Verbalmente inspirada.

4) - Nenhum erro pode ser afirmado se não puder ser comprovado no texto original.

Pode esta Palavra (Bíblia), ser livre de qualquer erro no seu catógrafo original? Ela é completamente digna de confiança em matéria de história e doutrina?
Os autores bíblicos sob a liderança do Espírito Santo foram preservados de cometer erro factual, histórico, científico e quaisquer outros erros?

Observação. Estes pensamentos e perguntas refletem a posição dos inerrantistas, sem que entendemos por inerrância algo que está livre de qualquer erro. Podemos afirmar algumas verdades básicas:

(1) A Bíblia é um livro singular, muito especial, que se diferencia dos demais livros e compêndios da literatura universal.

(2) Não podemos compreender as Escrituras apenas com nossa inteligência humana, a menos que contemos com a força, o poder e em especial a iluminação do Espírito Santo que sonda as profundezas de Deus e esclarece os mistérios da Sua Palavra (João 16:13)

1) - Premissa Maior - Tudo o que Deus faz é perfeito

2) - Premissa Menor - Deus inspirou a Bíblia

3) - Conclusão: - Logo, a Bíblia é perfeita.

 Este argumento é a base dos que defendem a inerrância bíblica.

 Analogia: Assim como Jesus foi divino-humano, e nunca cometeu pecado, também a Bíblia é divino-humana e não contêm erro.

Os inerrantistas dizem que negar a inerrância é negar a inspiração e a autoridade da Bíblia.

 O Argumento do Dominó: Derrubando a 1a pedra (inerrância bíblica), todas as outras pedras caem.

A primeira pedra seria a inerrância bíblica.

A segunda seria a inspiração.

Derrubando-se estas duas pedras, todas as outras caem.

Exemplos de dificuldades na Bíblia: Considere com especial atenção a palavra “dificuldades” empregada neste caso, pois não estamos usando a palavra “erro”

 a) - Mat. 27:37 - (comparar com Mar. 15:26; Luc. 23:38; João 19:19)

 Mateus - Este é Jesus o Rei dos Judeus.

 Marcos - O Rei dos Judeus.

 Lucas - Este é o Rei dos Judeus.

 João - Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus.

 Cada evangelista escreveu inspirado por Deus, mas de sua maneira. Cada um usou o próprio estilo literário.

 Ver Mat. 6:9 a 15 com Lucas 11:1 a 4 - (Oração do Pai Nosso).

 Na inspiração, a personalidade do profeta é preservada, sua linguagem é preservada, sua maneira de escrever também é preservada.

b) - I Cor. 10:8 com Núm. 25:9

 Paulo disse que haviam morrido 23.000 pessoas

 Moisés disse que haviam morrido 24.000 pessoas.


c) - Levíticos 11:6

 “A lebre, porque rumina, mas não tem unhas fendidas, esta vos será imunda”.

 Obs: A lebre “não rumina”.

 Duas classes de linguagem:

 Em muitas passagens a Bíblia emprega como recurso literário uma linguagem fenomenológica

 Em outros casos os escritores da Bíblia usaram uma Linguagem literal que descreve os fatos como eles realmente são.

Linguagem fenomenológica - descreve os fatos como eles parecem ser.

  O importante não é se a lebre rumina ou não, mas o ponto central era se o povo de Israel deveria ou não deve comer a carne da lebre.

Podemos perceber no caso de Coríntios com Números que a questão em pauta arredonda os números, pois, se for fiel ao relato seria impossível ser números exatos, não poderiam ser 23.001 ou 23.999 e Paulo arredondou para a cifra menor?

d) - Mar. 6:8 com Luc. 9:3

 Marcos - Levem um bordão (bengala)

 Lucas - Não levem nada, nem bordão.

 O fato de levar ou não o bordão, não muda o objetivo de Jesus, que era o fato de eles dependeram inteiramente de Deus. Notamos aqui que há apenas uma divergência de ótica e não um erro de objetivo, seria diferente se Marcos falasse de não ir e Lucas de ir para a ação missionária requerida.

e) - Mat. 26:34 c/ Marc. 14:30

 “Antes que o galo cante...” = Aqui o autor está sendo em sua argumentação mais genérico.

 “Antes que o galo cante, 3 vezes...” = Em contraste aqui outro autor está sendo mais específico

 Um estava sendo mais preciso que o outro, mas isto não muda o sentido fundamental da mensagem que era o fato de que Pedro iria negar a Jesus. 

Erro:

Para muitos opositores da Bíblia, quando a ciência erra é apenas um sinônimo de imperfeição, inexatidão, porém... Para estes, quando encontram uma informação científica equivocada na Bíblia então é: sinônimo de engano, fraude. 

Os profetas não estavam preocupados com o aspecto científico, histórico, geográfico, etc, mas com uma mensagem espiritual. 

A finalidade da Bíblia não é dar informações científicas, históricas ou geográficas, mas uma informação de vida e salvação.

Na Bíblia:

O Verdadeiro Erro é não estar de acordo com a vontade de Deus.

A Verdade Bíblica se expressa unicamente na vontade e Deus.

Os mesmos argumentos servem para:

História Política - A Bíblia não se preocupa com isto.

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