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5 de novembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.55 - Gideão Liberta o Povo De Israel (Livro 5 Cap 8)

História De Israel – Teologia 31.55

CAPÍTULO 8

GIDEÃO LIBERTA O POVO DE ISRAEL DA ESCRAVIDÃO DOS MIDIANITAS.

204. juizes 6, 7 e 8. Um dia, quando Gideão, filho de joás, que era um dos principais da tribo de Manasses, batia feixes de trigo no lagar, porque não se atrevia a batê-los publicamente na eira do seu celeiro, por temor aos inimigos, um anjo apareceu-lhe sob a forma de um rapaz, dizendo que Gideão era feliz porque era querido de Deus. "É este", retrucou Gideão, "um belo sinal: ver-me obrigado a me servir de um lagar em vez de um celeiro". O anjo exortou-o então a não perder a coragem, mas a aumentá-la, para empreender a libertação do povo.
Gideão disse-lhe que iria então propor uma coisa quase impossível, tanto porque a sua tribo era a menor de todas em número de homens quanto porque ele ainda era jovem e incapaz de executar tal empresa. "Deus suprirá tudo", replicou o anjo, "e dará a vitória aos israelitas, quando vos tiverem por general". Gideão narrou a visão a algumas pessoas de sua idade, que não duvidaram de que ele lhe devia prestar fé. Reuniram logo dez mil homens resolvidos a tudo empreender para libertar-se da escravidão.
Deus apareceu em sonhos a Gideão e disse-lhe que, por serem os homens tão fátuos, querendo atribuir a si mesmos e às próprias forças as suas vitórias, em vez de considerá-las resultado do auxílio que Ele lhes prestava, queria fazê-los reconhecer que deviam tudo a Ele. E assim, ordenou-lhe que levasse o exército à margem do Jordão no momento do calor mais forte do dia e só considerasse valorosos os que se abaixassem para beber comodamente e que considerasse covardes os que bebessem a água apressadamente, pois seria um sinal do medo que sentiam do inimigo. Gideão obedeceu e encontrou apenas trezentos que tomaram a água levando-a à boca com a mão, sem pressa alguma.
Deus ordenou-lhe, em seguida, que atacasse os inimigos à noite com esse pequeno número. E, notando agitação no seu espírito, acrescentou, para tranqüilizá-lo, que tomasse um dos seus e com ele se aproximasse mansamente do acampamento dos midianitas, para observar o que se passava. Ele executou a ordem e quando estava próximo das tendas ouviu um soldado narrar ao companheiro um sonho que tivera. Dizia ele: "Vi um pedaço de massa de farinha de cevada que não merecia ser recolhida, e a pasta, rolando por todo o acampamento, derrubou a tenda do rei e depois todas as outras". "Esse sonho", respondeu-lhe o companheiro, "pressagia a ruína completa do nosso exército, por esta razão: a cevada é o menor de todos os grãos, e, como não há agora em toda a Ásia nação mais desprezível que a dos israelitas, ela pode ser comparada à cevada. Vós sabeis que eles reuniram as suas tropas e têm algum empreendimento em vista, comandados por Gideão. Por isso temo muito que esse pedaço de massa que vistes derrubar todas as tendas seja um sinal de que Deus quer que Gideão triunfe sobre nós".
Essas palavras encheram Gideão de esperanças. Ele transmitiu-as aos seus e ordenou-lhes que se armassem todos. Fizeram-no com alegria, pois tão feliz pres-ságio os levava a tudo empreender. Mais ou menos na quarta vigília da noite, Gideão separou os homens em três grupos de cem cada um. E, para surpreender os inimigos, ordenou-lhes que cada qual levasse na mão esquerda um vaso com uma tocha acesa dentro, e na direita, em vez da trompa, uma buzina de chifre.
O acampamento dos inimigos era muito extenso, por causa dos camelos, e, embora as tropas fossem separadas por nação, achavam-se encerradas num mesmo recinto. Quando os israelitas se aproximaram, segundo a ordem de Gideão, fizeram soar todos ao mesmo tempo as buzinas de chifre de carneiro, quebraram os vasos e entraram no acampamento com grandes gritos, de archote na mão, firmemente convictos de que Deus lhes daria a vitória. Estando ainda os inimigos meio adormecidos, a escuridão da noite e principalmente o auxílio de Deus causaram-lhes tal terror e confusão no espírito que mais foram mortos por eles mesmos do que pelos israelitas, pois, sendo o exército tão numeroso e composto por povos diversos a falar línguas diferentes e estando todos tão aterrorizados, tomaram-se eles mesmos por inimigos, atacando-se mutuamente.
Logo que outros israelitas souberam dessa vitória tão marcante, tomaram armas para perseguir os inimigos e alcançaram-nos em lugares onde as águas que lhes cercavam a passagem os obrigaram a parar. Houve então uma carnificina inaudita. Os reis Orebe e Zeebe estavam entre os mortos. Os reis Zeba e Zalmuna salvaram-se com dezoito mil homens somente e foram acampar o mais longe possível dos israelitas. Gideão, que não se cansava de cuidar da glória de Deus e da de seu país, marchou imediatamente contra eles, dizimou-lhes todas as tropas e fez muitos prisioneiros. Os midianitas e os árabes, que auxiliavam os midianitas, perderam perto de cento e vinte mil homens nesses dois combates.
Os israelitas fizeram grande presa, tanto em ouro quanto em prata, e também em objetos preciosos, camelos e cavalos. Gideão, depois de regressar a Efraim, lugar de seu nascimento e moradia, mandou matar os dois reis midianitas, os quais havia aprisionado. Então a sua própria tribo, invejosa da glória que ele havia conquistado e não podendo tolerá-la, resolveu fazer-lhe guerra, sob o pretexto de que ele empreendera a outra sem comunicá-los. Como não era menos sensato que valoroso, ele respondeu-lhes, com grande modéstia, que não teria procedido daquele modo se Deus assim não houvesse ordenado e que isso não os impedia de ter tanta participação quanto ele na vitória. Assim acalmou-os, prestando, por sua prudência, um serviço à República não menor que o já prestado pelas suas vitórias, pois evitou uma guerra civil. Essa tribo não deixou de ser castigada pelo seu orgulho, como diremos a seu tempo.
A modéstia desse grande personagem era tão extraordinária que ele desejou até despojar-se da suprema autoridade. Mas o povo obrigou-o a conservá-la, e ele a desempenhou durante quarenta anos. Gideão administrava a justiça e apaziguava as divergências com tanto desinteresse, capacidade e sabedoria que o povo jamais deixou de confirmar-lhe os julgamentos, pois não podiam ser mais eqüitativos. Ele morreu muito idoso, e foi sepultado em seu país.


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