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14 de agosto de 2013

Antropologia - Teologia 03.71 - A Origem da Alma e do Espírito do Homem

Antropologia - Teologia 03.71


Capítulo 9

A ORIGEM DA ALMA E DO ESPÍRITO DO HOMEM

9.1 Introdução

A Bíblia afirma que o homem foi criado por Deus, e que Deus soprou o fôlego de vida e o homem passou a ser alma vivente (Gn 2.7). Enquanto isso não há dúvida. 
Mas quando se trata da afinidade da alma com a raça, surgem várias dúvidas. 
Muitos afirmam que somos filhos do nosso pai somente enquanto corpo, enquanto outros que somos filhos dos nossos pais enquanto a toda natureza e até outros que afirmam que as almas já existiam antes que tivessem um corpo. 

O objetivo deste capítulo, não é só responder as perguntas, mas sim procurar trazer também uma melhor compreensão sobre tal assunto. Um assunto que na verdade é pouco falado, mas uma vez analisado profundamente tem uma grande luz esclarecedora por traz dele. 

Os recentes debates em torno do uso de embriões na pesquisa trouxe ao cenário contemporâneo uma questão metafísica. 
O embrião é apenas "algo" ou é "alguém"? Ou dito de outra forma: por detrás do pequenino "algo" que é o embrião esconde-se "alguém"? Nas igrejas cristãs os fiéis perguntam aos pastores e padres: "O embrião tem alma?" Que não é senão outra forma de perguntar se o embrião é "algo" ou "alguém". 

O embrião tem alma? Em que momento a alma começa a existir? Para responder a questão, peço licença para aborrecê-los com um pouco de teologia com cheiro de Idade Média. 
São três as opiniões que circularam na história do pensamento cristão: A Preexistencialista afirma que as almas preexistem ao seu nascimento. 
A Criacionista afirma que cada alma é criada diretamente por Deus, em algum tempo antes do nascimento da criança. 
A Traducionista afirma que o homem transmite aos filhos todo o seu ser, corpo e alma, reproduzindo-se, conforme todos os animais, segundo a sua espécie. 

Para Aurélio Agostinho sempre encontrou dificuldades na questão da origem da alma. 
Certo está de que a alma não pode emanar de Deus no sentido do panteísmo neoplatônico, pois então seria de algum modo parte de Deus. 
Também corrige Orígenes, cuja doutrina da preexistência não adaptou suficientemente o platonismo ao pensamento cristão. 
Antes, a alma deve ser criada. 
Mas aqui surgem várias dificuldades. 
Ou as almas provêm da alma de Adão (generacionismo); ou cada alma é criada diretamente na sua individualidade (criacionismo); ou as almas existem em Deus e são infundidas no corpo; ou existem em Deus e se unem voluntariamente ao corpo (doutrina cristã da preexistência). O criacionismo oferece dificuldades à teologia de Agostinho, porque então não se poderia explicar bem a transmissão do pecado original. 
O generacionismo seria melhor adequado a essa transmissão, mas corre o perigo de cair no materialismo. Mesmo mais tarde ainda Agostinho confessa que não encontra nenhuma clareza nessa explicação (Retr. I, 1, 3). Essas aporias (dificuldades de ordem racional) já existiam em Platão, para quem a alma, de um lado, deve ser algo do corpo, i. é, o princípio da sua vida sensível; mas, de outro, deve ser completamente distinta dele (Hist. Fil. Antigüidade, pág. 107). Elas emergem de novo em Aristóteles e no Peripato (1. c., págs. 189, 259) e se fortalecem com a mais acentuada afirmação da substancialidade da alma, no pensamento cristão. 

Agostinho afirma-se incapaz de solucionar a questão da origem da alma e, embora tão influenciado por Platão, não acha a matéria por si mesma condenável, assim como não encara como castigo a união da alma com o corpo. 
Não seria este, como se disse tanto, a prisão da alma: o que faz do homem prisioneiro da matéria é o pecado, do qual deve libertar-se pela vida moral, pelas virtudes cristãs. 
O pecado leva o corpo a dominar a alma; a religião, porém, é o contrário do pecado, é a dominação do corpo pela alma, que se orienta livremente para Deus, assistida pela graça.

Muitos antropólogos bíblicos têm debatido sobre a origem do espírito e a alma dentro do homem, como já foi dito sabe-se que em Adão Deus soprou sobre suas narinas, mas a partir de Adão como tem acontecido para que o espírito e a alma pudessem estar nele? Se a alma é a personalidade do homem, como ela nasce dentro do corpo humano? O corpo sim é gerado através de uma relação sexual, mas e a parte espiritual do homem, e sua alma, como acontecem sua aparição dentro do corpo humano? E o caso de Eva, o corpo foi feito de uma costela de Adão, mas a alma e o espírito? Deus não soprou em suas narinas também! A resposta para tais perguntas tem surgido muitos debates, e há muitos pensamentos sobre o assunto, mas buscando dar um maior entendimento sobre o assunto, apresentaremos a seguir algumas teorias acerca da origem da alma e espírito dentro do homem. 

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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