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4 de agosto de 2013

Apologética - Teologia 04.11 - A Natureza do Antigo Testamento

Apologética - Teologia 04.11


1.5. A Natureza do Antigo Testamento 


Não obstante ser a Bíblia o livro mais vendido no mundo inteiro, nem por isso todo povo tem perfeito conhecimento dela, muito especialmente no Brasil. 
Lida pelos pregadores e mesmo pelos crentes, dela se valendo muitos para reforçar as suas opiniões em matéria de moral e mesmo filosofia, ainda assim se pensa que a Bíblia é livro para ser interpretado por especialistas em matéria de exegese. 
Este ponto de vista e especialmente verdadeiro quanto ao Antigo Testamento. 
Até certo ponto, são
responsáveis por tais idéias os intérpretes inexperientes, que procuram colocar o Antigo Testamento dentro do Novo ou vice-versa, ignorando a situação histórica de cada parte. 
Se o A.T. é apenas o Novo em hieróglifos, então é muito mais fácil ler apenas o Novo Testamento e desprezar o Antigo. 
Qualquer estudo feito à margem da história do Antigo Testamento é a mesma coisa que lhe tirar a vida e formar um esqueleto. 

Muitos dos críticos têm dado sua contribuição a esta maneira de entender o Antigo Testamento e de criar uma antipatia de todo desnecessária. 
Muitos deles decompuseram-no em pedaços, como se estivessem fazendo um estudo anatômico, tirando-lhe toda a conexão histórica e destruindo a verdade ou relegando-a a um plano de segunda categoria. 
Um grande escritor disse: “eles começaram com um canivete e terminaram com um machado; ou como outro afirmou”: “eles foram atiçados pelas fascinantes cavilações da vaidade humana.” Todavia, valiosa contribuição foi feita ao estudo do Antigo Testamento no sentido de que é impossível interpretar uma passagem deslocada do seu lugar e do sentido histórico; e o estudo destes críticos tem sido feito de tal modo que todo o peso e o valor das verdades espirituais foram totalmente negligenciados. 
A sua ênfase evolucionista levou-os à convicção de que apenas pequenas porções do Antigo Testamento são dignas de estudo: as dos profetas do oitavo século antes de Cristo, quando o Antigo Testamento alcançou o seu ponto culminante. 
Entretanto, para os escritores do Novo Testamento, o Antigo tinha outro valor muito diferente. 
Não se detiveram apenas nos livros do Antigo Testamento que mais se aproximavam dos ensinos de Jesus, mas contemplaram a história dos hebreus no seu todo, culminando com a revelação de Deus ao Israel espiritual, por meio da encarnação do Filho. Em Jesus mesmo encontramos essa atitude. 
Ele sempre considerou as Escrituras como um todo e nunca como uma compilação. 

Outros, por sua vez, diminuem o Antigo Testamento, quando o comparam com o Novo Testamento. Afirmam que, sendo o Novo Testamento o cumprimento do Antigo, o estudo das Escrituras judaicas é de pequena valia. Tal opinião é tão estulta como a do estudante que imaginasse começar o seu estudo da linguagem do Antigo Testamento numa classe de Hebraico adiantado, na suposição de que somente num estudo avançado é que se pode compreender a revelação completa. 
A verdade é que, para se compreender o hebraico, tem de se passar pelo vale preliminar da iniciação desta língua. 
Do mesmo modo, os que pretendem entender o Novo Testamento ignorando o Antigo são passíveis de penalidades, pelas injustiças e incompreensões de suas interpretações. 
Tal atitude tem levado muitos eruditos a interpretar o Novo Testamento segundo a literatura e pensamento gregos, ignorando ou pretendendo ignorar o conceito e a natureza hebraica, que lhe deram origem. Esta tem sido a característica feição da história do pensamento cristão. 
Nos últimos anos, entretanto, a maior ênfase da erudição neo-testamentária tem sido posta na unidade essencial da Bíblia. 
Como um escritor muito bem disse: “Nenhum progresso ou compreensão do cristianismo primitivo será possível, a menos que a arca da exegese do Novo Testamento seja reconduzida de sua má troca nas terras dos filisteus ao porto seguro das Escrituras clássicas do Antigo Testamento, à Lei e aos
Profetas.” Contrariamente, o Antigo Testamento não deve ser estudado independente do Novo, porque é este que abre a porta de muitos mistérios do Antigo Testamento, inclusive do plano e propósito que presidiram a sua revelação. 

Talvez a maior dificuldade que uma pessoa que deseja compreender o Antigo Testamento encontre seja justamente a inadequada compreensão de sua literatura. 
O meio pelo qual os escritores comunicaram os seus pensamentos foi a linguagem. 
A arte de falar é a principal bênção pela qual as idéias de uma pessoa podem ser comunicadas a outra. 
A linguagem, por sua vez, tem suas formas definidas, as quais levam consigo suas leis e seus modos de interpretação. 
Se um escritor bíblico usou um tipo particular de literatura, o seu pensamento deve ser interpretado de acordo com as leis universais da linguagem, daquele modo de expressão. 
A menos que uma pessoa seja capaz de determinar se certa passagem é uma ousada imaginação poética ou apenas prosaica declaração de um fato científico, a sua interpretação deve, necessariamente, ser precária. 
Se tal fato não puder ser devidamente determinado, o significado da passagem deve permanecer em dúvida. 

Uma vista de olhos à Bíblia em português revelará que bem pouco auxílio poderá obter um leitor para descobrir o tipo de literatura de uma passagem qualquer. 
Se abrirmos a Bíblia em qualquer ponto, verificaremos que ela foi arbitrariamente dividida em capítulos, livros e versos. Não compreendendo que os capítulos e versos foram colocados para facilitar a leitura, o leitor comum concluirá que aquelas divisões sempre fizeram parte da Bíblia, sabendo nós, entretanto, que o original não tinha nem capítulos nem versos. 
Certamente tais coisas ajudam a compreender as Escrituras, mas a literatura sagrada sofreu muito por causa de tal desmembramento. 
Imagine-se o que aconteceria se os poemas de Tennison fossem editados em capítulos e versos, sem qualquer consideração para com o arranjo original. 
Entretanto, foi justamente isto que aconteceu com a Bíblia. 

Há alguns que consideram o estudo literário das Escrituras como desaconselhável, como se a admiração da beleza de uma flor prejudicasse a apreciação do seu admirável odor. 
Antes de qualquer coisa poder ser admirada, deve ser capaz de atrair. 
O manejo teológico das Escrituras tem destruído muito da sua beleza e atração. 
Necessitamos renovar a apreciação da beleza das narrativas bíblicas, porque isso é o mesmo que abrir a porta à realização da revelação fundamental. 
É uma tragédia da moderna civilização que os estudantes dos colégios e universidades tenham sido ensinados a apreciar as belezas e sublimidades das obras de Byron e Shakespeare, Browning e outros e tenham permanecido inteiramente ignorantes da grandeza e magnitude da maior literatura que o mundo já conheceu, só porque esta se encontra na Bíblia. 
Se tal literatura estivesse em qualquer outro livro, o mundo inteiro se curvaria ante ela.  


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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