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4 de agosto de 2013

Apologética - Teologia 04.22 - Os Seis Dias da Criação e a Idade do Mundo Part 2

Apologética - Teologia 04.22


2.1. Os Seis Dias da Criação e a Idade do Mundo Part 2

3) Yõm representa uma era geológica eu estágio no processo criativo. 
Esta foi a explicação à qual recorreram os geólogos do século dezenove que respeitavam a autoridade da Bíblia, notavelmente J.W. Dawson (e.g., The Origin of the World According to Revelation and Science, - “A Origem do Mundo Segundo a Revelação e a Ciência” - 1877) e James Dana (Manual of Geology, 1875). 
Segundo este ponto de vista o termo yõm não significa um dia literal de vinte e quatro horas, mas é o equivalente de “estágio”. Tem sido freqüentemente asseverado que yõm não pode sustentar esta interpretação, e que significa um dia literal para a mentalidade hebréia e segundo o uso da língua. 
Mesmo assim, na base da evidência interna, é convicção do presente escritor que yõm em Gênesis 1 não foi empregado pelo autor hebreu com a intenção de descrever um dia literal de vinte e quatro horas. 

Em primeiro lugar, yõm aparentemente é empregado em Gn 2.4 para se referir ao processo criativo inteiro que, no capitulo anterior, foi descrito em “seis dias”: “Esta é 
gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou” (o segundo “quando” traduz a expressão hebraica “no dia que”). 
Sendo que os estágios da criação acabam de ser descritos, é legítimo inferir que aqui “dia” quer dizer o processo inteiro desde o primeiro “dia” até ao sexto. 
Em segundo lugar, Gn 1.27 declara que, depois de criar todos os animais terrestres no sexto dia, Deus criou o homem, tanto o macho como a fêmea. 
Então, na descrição mais detalhada em Gn cap. 2, informa-se que Deus criou Adão primeiro, e lhe deu a responsabilidade de cuidar do jardim do Éden por um certo período de tempo, até que se tornou aparente a solidão do homem. 
Então Deus deu a Adão a companhia dos animais da terra, com a oportunidade de dar nomes a todos eles. 
Adão ainda se sentia só, e criou-lhe uma esposa humana tirando dele uma costela, durante um “sono profundo”. Finalmente, trouxe Eva perante Adão e apresentou-a a ele como companheira para sua vida. 
Quem poderia imaginar que todas estas transações pudessem ter sido efetuadas num período de 120 minutos do sexto dia (ou até dentro das vinte e quatro horas)? Mesmo assim, Gn 1.27 declara que tanto Adão como Eva foram criados no último dia da criação. 
É óbvio que os “dias” do primeiro capítulo representam estágios de duração indeterminada, e não dias literais de vinte e quatro horas. 

Quanto à objeção de que os “dias” de Gênesis cap. 1 se representam como tendo uma “manhã” e uma “tarde”, e portanto, precisam ser interpretados como sendo literais, pode se responder que a fórmula “tarde e manhã” indica somente que o termo “dia”, apesar de ser símbolo dum estágio geológico, é usado no sentido do ciclo de vinte e quatro horas mais do que no sentido de “dia” em contraste com “noite” (como, por exemplo, “dia” em 1:5a). 
Ao se tratar deste assunto, deve ser mencionado que as referências em o Novo Testamento que Cristo permaneceu no túmulo “três dias e três noites”, se explicam como sendo o equivalente de “durante um período de três dias, dos de vinte e quatro horas”, e não três dias (de luz do dia) mais três noites. 
Em outras palavras, Jesus morreu cerca de 15 horas na sexta-feira (uma parte do primeiro, dia dos de vinte e quatro horas), permaneceu no túmulo no sábado, e ressuscitou no domingo (no decurso dum terceiro dia dos de vinte e quatro horas). 
Já que esta expressão em Gênesis 1, “tarde e manhã, aparece como sendo a maneira hebraica de indicar dias de vinte e quatro horas, era um procedimento lógico chamar três dias deste tipo “três dias e três noites”. (Assim evitamos as dificuldades encontradas pelas pessoas que querem sustentar uma teoria duma crucificação na quarta-feira, contraindo toda a evidência insuperável de que o fato ocorreu numa sexta-feira). 

A teoria “época = dia”, pois, explica os seis dias da criação como sendo uma indicação do esboço geral da obra criadora de Deus, na formação da terra e dos seus habitantes, até o surgimento de Adão e Eva. 
Geólogos modernos concordam com Gênesis 1 nos seguintes detalhes:

(a) A terra começou sua história numa forma confusa e caótica, que subseqüentemente cedeu lugar a um estado mate ordeiro.

(b) Surgiram as condições apropriadas à manutenção da vida: a separação do vapor espesso que cercava a terra em nuvens em cima e rios e mares em baixo, com o ciclo de evaporação e precipitação, e também com a penetração da 1uz do sol, que ia aumentando (sendo que a anterior criação é sugerida pelo primeiro dos mandamentos verbais: “Haja luz!”) na superfície da terra, para onde ia chegando.

(c) A separação da terra do mar (ou a emergência da terra por cima do nível das águas, que ia se abaixando) precedia a aparição da vida sobre o solo.

(d) A vida vegetal já tinha surgido antes da primeira emergência da vida animal no período cambriano. 
Quanto a isto, a verdade é que todos os filos invertebrados aparecem ao mesmo tempo de maneira marcadamente súbita nos estratos cambrianos, sem a mínima indicação nos depósitos pré-cambrianos de como estes vários filos, classes e ordens (representados por nada menos do que 5.000 espécies) possam ter-se desenvolvido.

(e) Tanto o Livro de Gênesis como a geologia concordam que as formas mais singelas apareceram em primeiro lugar, e só posteriormente as mais complexas.

(f) Ambos concordam em dizer que a raça humana tenha surgido como último e mais alto produto do processo da criação. 

Sendo assim, a seqüência apresentada nas narrativas harmoniza suas linhas gerais com aquela indicada pelos dados geológicos. 
É verdade que o registro da criação do sol, da lua e das estrelas no quarto dia não corresponde à evidência de todo conclusiva que o planeta Terra tenha surgido depois da criação do sol. 
Mas desde que a criação da luz no primeiro “dia” indica a anterior existência do sol mesmo na narrativa mosaica, devemos entender, baseados na exegese, que a ênfase do quarto dia era dada, não à criação original dos corpos celestes como tais, mas sim, à sua disponibilidade para a regulamentação do tempo e dos ciclos da rotação e revolução da terra e da lua. 
O verbo específico que representa “criar ex nihilo” (bãrã), não se emprega em Gênesis, 1.16, onde aparece o termo mais geral: (ãsâ), “fazer”. A inferência razoável é que antes do quarto dia, o denso vapor que cercava a terra tenha impedido esta possibilidade, apesar de ter havido uma suficiência de luz indireta, penetrando até à superfície da terra, para permitir o crescimento de vida vegetal. (Note-se que o Hebraico de Gn 1.14 pode ser traduzido, “Que os luzeiros no firmamento dos céus sejam para separar entre o dia e a noite, a fim de que sejam por sinais, etc.”). 

Defensores da teoria do dia literal freqüentemente têm mencionado Êxodo 20.11, como confirmação de serem literais os dias. 
Ao confirmar a santidade do Sábado, o SENHOR declara: “Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra... e ao sétimo dia descansou”, Mas isto não pressupõe necessariamente dias literais de vinte e quatro horas, pois o sétimo dia é explicitamente santificado em termos da completação da obra da criação. 
Para este propósito de observância memorial, a única maneira pela qual a sétima época (a época da completação, segundo a teoria pela qual o “dia” representa uma época) poderia ser santificada, seria com um sétimo dia literal duma semana de sete dias. 
Certamente seria impraticável dedicar uma época geológica inteira à comemoração duma época geológica!  



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