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15 de agosto de 2013

Batalha Espiritual - Teologia 07.07 - Coisas de Deus só podem ser conhecidas pelas Escrituras Part 2

Batalha Espiritual - Teologia 07.07

2. Coisas de Deus só podem ser conhecidas pelas Escrituras Part 2

Revelações dos próprios demônios. A uma certa altura do seu artigo já mencionado, Wagner menciona seis potestades mundiais que estão imediatamente abaixo de Satanás na hierarquia satânica, cujos nomes são Damião, Asmodeo, Menguelesh, Arios, Beelezebub, e Nosferatus. Estes demônios e seus nomes, segundo Wagner, foram descobertos por Rita Cabezas, que fez pesquisas extensas sobre a hierarquia satânica, usando métodos que Wagner prefere não citar, mas que estão relacionados com o ministério de psicologia e libertação de Cabezas, e com revelações divinas que ela recebeu através de "palavras de conhecimento".

Não é difícil, para quem lê as obras de Rita Cabezas, perceber qual o método que ela usa para "descobrir" os mistérios da hierarquia satânica. Em seu último livro (Desmascarado [São Paulo: Renascer, 1996]) Cabezas narra longos diálogos que teve com demônios (falando através de pessoas endemoninhadas), os quais não somente lhe revelaram seus nomes, como também lhe deram informações sobre outros demônios. Ela afirma que não é correto basear sua teologia no que demônios dizem, mas acrescenta "...tenho a impressão que aquele demônio dizia a verdade..." (p.216). Esse é apenas um exemplo. Nos ensinos e práticas do movimento há muitas outras informações sobre os demônios adquiridas pelo mesmo método.

Pesquisas psicológicas. Uma outra fonte extra-bíblica utilizada para se obter conhecimento sobre o mundo espiritual são as pesquisas científicas. Mais conhecimento sobre os sintomas da possessão demoníaca em contraste a distúrbios mentais tem sido buscado através desse método. Estudiosos na área
de psicologia pastoral têm publicado relatórios onde procuram distinguir a possessão demoníaca de doenças mentais pela observação e análise em seus
consultórios médicos. A Bíblia narra diversos casos de possessão demoníaca mas nos oferece pouca informação acerca dos seus sintomas. No geral, os autores bíblicos não estão interessados na psicologia desses casos, e os narram apenas do ponto de vista teológico, para mostrar o poder libertador de Deus através de Cristo, e sua soberania sobre o reino das trevas.

Devemos obter toda a ajuda que pudermos para diagnosticar as verdadeiras causas do sofrimento das pessoas. Nesse sentido, pesquisas assim são bem-vindas. Mas, não é fácil distinguir entre possessão demoníaca e distúrbios mentais. O Senhor Jesus e os apóstolos não tinham qualquer dificuldade em saber quem era o que, mas gozavam de uma posição especial que não nos parece ser a mesma dos cristãos em geral. Muito embora os cristãos tenham discernimento espiritual, é patente que muitos erros e abusos têm ocorrido nessa área, por parte de pastores, conselheiros e obreiros em geral, especialmente nos chamados "ministérios de libertação". Num recente artigo acerca do tratamento dos distúrbios da "múltipla personalidade" (um estado psiquiátrico doentio em que as pessoas apresentam várias diferentes personalidades), Christopher Rosik adverte que os pastores devem ter cuidado para não diagnosticar DMP (distúrbios de múltipla personalidade) como sendo possessão demoníaca. Usar exorcismo num paciente de DMP é uma atitude inaceitável, e muitos terapeutas a consideram como sendo extremamente prejudicial ao paciente.

A necessidade de cautela fica ainda mais patente quando descobrimos, para nosso desânimo, que os pesquisadores nessa área não conseguem chegar a um acordo quanto aos sintomas que claramente distinguem possessão demoníaca de desordens mentais. Alguns estudiosos, como Isaacs, afirmam que a perda do auto controle, ouvir vozes ou ter visões, a presença de outras personalidades dentro da pessoa, rejeição de itens religiosos, flutuações entre personalidades, comportamento suicida e destrutivo, ocorrências paranormais ou parapsicológicas, são sintomas claros de possessão demoníaca.

 Geralmente apontam para abuso sexual na infância como sendo uma das portas de entrada dos demônios. Rosik, por outro lado, identifica um passado de abuso sexual, ouvir vozes dentro da cabeça, comportamento anormal do qual o paciente não se lembra, tratamentos anteriores que não funcionaram, comportamento auto destrutivo, depressão e dor de cabeça severa, como sintomas de DMP. Afirma ainda que o doente típico de DMP pode ter até mesmo 14 personalidades distintas.

Não é meu objetivo nessa parte do estudo entrar no assunto da possessão demoníaca, apenas quero mostrar que andamos em terreno escorregadio quando tentamos obter conhecimento acerca do mundo espiritual usando outras fontes que não a revelação divina.

Conceitos pagãos sobre demônios. Muita coisa ensinada pela "batalha espiritual" assemelha-se à sabedoria pagã sobre os espíritos maus, como os conceitos de "casa mau assombrada", quebra de maldições, etc. Gary Greenwald afirma num artigo que é possível que espíritos malignos sejam transferidos para crentes de 6 maneiras: viver numa cidade onde os espíritos dominantes seduzem os crentes; viver em associação com descrentes; assistir fitas de cinema ou vídeo que expõem pornografia e violência; transferência de espíritos de antepassados ímpios; imposição de mãos por parte de pessoas erradas; líderes espirituais que não são realmente homens de Deus. Podemos concordar que algumas dessas coisas mencionadas acima são perniciosas para o crente e que ele deve evitá-las.

Mas daí a aceitarmos a idéia de que elas transferem maus espíritos aos crentes, vai uma grande distância. Essa conclusão não é corretamente inferida das Escrituras, muito embora o autor tente fazer referência a algumas passagens que julga que provam seu ponto. O conceito de transferência de espíritos malignos para crentes parece muito mais um conceito pagão do que bíblico. Soa como o conceito de "mau olhado" da umbanda.

Já outro autor, escrevendo sobre como uma família crente deve consagrar ao Senhor a casa onde moram, defende que pode haver demônios morando nela, se os moradores anteriores foram ímpios, e recomenda que os crentes façam uma operação de limpeza, removendo todos os traços de pecado, e expulsando os demônios daquele lugar. O mesmo deve ser feito em quartos de hotéis, e escritórios. Evidentemente todos os cristãos desejam morar num lugar onde Deus seja o Senhor, mas as Escrituras não nos ensinam a fazer rituais de purificação de casas ou outros locais para que isso ocorra. Deus habita em nós, e se habitamos numa casa, nossa presença santifica aquele local. A idéia parece ter sido importada das religiões pagãs, especialmente da umbanda e do baixo espiritismo.

Os perigos que correm os cristãos que adotam uma demonologia ou uma visão de batalha espiritual que vai além dos padrões da Palavra de Deus são devastadores. Via de regra, os que têm ido além das Escrituras acabam caindo numa demonologia semi-pagã. Defensores dessa nova teologia mesmo apresentando as vezes bom material bíblico são tendentes a especulações fantásticas e imaginações espetaculares. Os que vêem a dor, o sofrimento, as doenças, a depressão, o desemprego, os conflitos pessoais e o pecado — enfim, toda a miséria que existe no mundo ao seu redor — sempre em termos de batalha espiritual, correm diversos riscos quanto à sua fé. Enumero em seguida três deles:

Falsa compreensão. Quando aceitamos a idéia de que vivemos num mundo onde todo mal se origina na atuação direta de Satanás ou alguns de seus demônios, perdemos de perspectiva o ensino bíblico de que somos responsáveis pelos nossos pecados e pelas conseqüências dos mesmos, que geralmente nos trazem dor e sofrimento. E podemos até mesmo começar a questionar se a disciplina espiritual é de algum valor para quebrarmos o poder dos hábitos pecaminosos em nossas vidas, já que acreditamos que estes se resolvem pela expulsão de entidades espirituais responsáveis pelos mesmos. Temor doentio. Pessoas que percebem a vida cristã exclusivamente em termos de batalha espiritual, logo começam a ver conexões sinistras e macabras entre os eventos do dia a dia e a atividades de demônios, o que pode levá-las ao pânico ou a um comportamento paranóico.

Ilusão. Pessoas que experimentam umas poucas vezes a "vitória" sobre o inimigo podem adquirir uma falsa sensação de superioridade, de orgulho ou a ilusão de terem "poder". Entretanto, a vitória pertence a Deus. Devemos nos lembrar que a maioria dos problemas que os cristãos experimentam procedem de suas próprias faltas, defeitos, incoerências, idiossincrasias e enfermidades espirituais. Não estou negando que Satanás usa essas coisas para prejudicar nossas vidas, apenas destacando que elas tem origem em nossa natureza decaída.

Se porém permanecermos confiantes na exclusividade e na suficiência do ensino da Escritura e permanecermos firmes no que ela nos ensina, poderemos entrar no combate espiritual perfeitamente equipados e tendo a perspectiva correta do que está acontecendo. Esse é um princípio fundamental que devemos manter a todo custo quanto ao tema da batalha espiritual.

Veja Tambem:



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