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15 de agosto de 2013

Batalha Espiritual - Teologia 07.08 - O Homem é um ser recaido e debaixo do justo juizo de DeusPart 1

Batalha Espiritual - Teologia 07.08

3. O Homem é um ser recaido e debaixo do justo juizo de DeusPart 1

Um terceiro princípio fundamental para colocarmos o assunto de "batalha espiritual" na perspectiva correta é lembrarmos do verdadeiro estado da humanidade diante de Deus. Creio que na raiz de uma demonologia defeituosa e inadequada, como a abraçada pelo moderno movimento de "batalha espiritual", encontra-se uma visão incorreta acerca da extensão dos efeitos do pecado na natureza humana e do estado do homem diante de Deus. Em outras palavras, falta o conceito bíblico de que o homem é um ser decaído moral e espiritualmente e debaixo do justo juízo divino.

Uma das grandes disputas durante a Reforma protestante versou sobre a natureza e a extensão do pecado original. Ele afetou Adão somente, ou todo o gênero humano? A vontade do homem decaído é ainda livre ou escravizada ao pecado? No século V Pelágio havia debatido ferozmente com Agostinho sobre este assunto. Agostinho mantinha que o pecado original de Adão foi herdado por toda a humanidade e que, mesmo que o homem caído retenha a habilidade para escolher, ele está escravizado ao pecado e "não pode não pecar". Por outro lado, Pelágio insistia que a queda de Adão afetara apenas a Adão, e que se Deus exige das pessoas que vivam vidas perfeitas, Ele também dá a habilidade moral para que elas possam fazer assim. Ele reivindicou mais adiante que a graça divina era desnecessária para salvação, embora facilitasse a obediência.

Agostinho teve sucesso refutando Pelágio, mas o pelagianismo não morreu. Várias formas de pelagianismo recorreram periodicamente através dos séculos.
Lutero escreveu um livro "A Escravidão da Vontade" em resposta a uma diatribe de Erasmo, onde o mesmo defendia conceitos pelagianos. Lutero acreditava que Erasmo era "um inimigo de Deus e da religião Cristã" por causa do ensino dele sobre o pecado original.

Embora nem sempre houvesse total concordância entre os cristãos, o ensino defendido por Agostinho, Calvino, Lutero, puritanos e teólogos reformados mais modernos, representou durante muito tempo o pensamento da maioria dos evangélicos. Atualmente, conceitos bastante similares aos de Pelágio parece terem conseguido prevalecer entre os protestantes de maneira geral. Mas, a teologia reformada continuando afirmando que o pecado de Adão trouxe gravíssimas conseqüências aos seus descendentes. As duas principais são essas, como se segue:

A corrupção da natureza humana. Com esse termo se queria indicar a degeneração, perversão, depravação ou decadência espiritual e moral à qual a
raça humana ficou sujeita após o pecado de seus primeiros pais, Adão e Eva. O pecado maculou a personalidade humana de tal maneira, que o homem é mais inclinado a praticar o mal que o bem. O primeiro casal, criado puro e inocente, após experimentar o pecado, já exibia sinais da corrupção interior: cada um tentou justificar seu erro colocando a culpa no outro e afinal em Deus (Gn 3.1013). Depois disso, a história de seus descendentes é uma triste história de violência (Gn 4.8), poligamia (Gn 4.19), soberba e vingança (Gn 4.23) e imoralidade (Gn 13.13; 18.20-21). Apesar de ainda existir algum bem nesse mundo (e isso somente pela graça de Deus), as pessoas sempre estão pensando em fazer coisas erradas (Gn 6.5). A descrição dada pelo salmista é estarrecedora:

Todos se tornaram imorais e fazem coisas horríveis; não há uma só pessoa que faça o bem... todos se desviaram do caminho certo e são igualmente maus. Não há mais ninguém que faça o que é direito, não há ninguém mesmo (Sl 14.1-3, BLH).

O Senhor Jesus, ao explicar de que forma o homem se torna verdadeiramente impuro, apontou para o coração do homem como a fonte de toda sorte de impureza moral e espiritual:

É do coração que vêm os maus pensamentos que levam ao crime, ao adultério e às outras coisas imorais. São os maus pensamentos que levam também a pessoa a roubar, mentir e caluniar. São essas coisas que fazem alguém ficar impuro (Mt 15.19-20, BLH).

Semelhantemente, o apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos, e desejando mostrar que todos, sem exceção, são naturalmente corrompidos e inclinados ao mal, cita em série várias passagens do Antigo Testamento como prova da depravação total do homem:

Não há ninguém justo, ninguém que tenha juízo; não há quem adore a Deus. Todos se desviaram do caminho certo, todos se perderam. Não há mais ninguém que faça o bem, não há ninguém mesmo. Mentem e enganam sem parar. Mentiras perversas saem de suas línguas, e palavras de morte, como veneno de cobra, saem de seus lábios. As suas bocas estão cheias de terríveis
maldições. Eles têm pressa de ferir e de matar. Por onde passam, deixam a destruição e a desgraça. Não conhecem o caminho da paz e não aprenderam a
temer a Deus (Rm 3.10-18, BLH).

Essas passagens da Bíblia são suficientes para demonstrar o nosso ponto (ainda outras poderiam ser acrescentadas). Basta uma consulta sincera à nossa consciência, aliada a um exame da história humana e a uma olhada ao nosso redor para verificarmos que a Bíblia diagnostica de forma exata a situação da raça humana. Mesmo quem não abraça o ensino bíblico sobre a corrupção inata ao ser humano, não pode deixar de perceber como ela macula todas as instituições sociais. Escreveu Shakespeare:

Ah, se as propriedades, títulos e cargos. Não fossem fruto da corrupção! e se as altas honrarias Se adquirissem só pelo mérito de quem as detém! Quantos, então, não estariam hoje melhor do que estão? Quantos, que comandam, não estariam entre os comandados? 

Veja Tambem:


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