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18 de setembro de 2013

Eclesiologia - Teologia 25.07 - Natureza da Igreja Part 1/2

Eclesiologia - Teologia 25.07

NATUREZA DA IGREJA:  Part 1/2

“Onde, então, está a `verdadeira’ igreja entre a diversidade de tantas igrejas? A   igreja é uma, pois Cristo é um. Aqueles que são unidos a Cristo são unidos à Sua   igreja e um ao outro. A igreja é diversa porque nenhuma comunidade de fé ou   comunhão de crença, nenhuma congregação ou denominação pode cumprir todo   o evangelho tudo de uma só vez. 

Há  uma  certa  tensão  a  ser  mantida  aqui  entre  a  igreja  em  sentido  local  e   universal,  pois  a  igreja  local  é  a  expressão  corpórea  da  igreja  única  em  uma   localidade  específica.  É  a  expressão  da  igreja  única  onde  quer  que  ela  seja   encontrada. A igreja local é expressão do todo    a igreja universal    e ao mesmo   tempo uma expressão parcial.  

Diversas formas da igreja existem, não porque o evangelho é relativo ou ‘aguado’   para  atingir  cada  possível  circunstância,  mas  porque  o  evangelho  é  relevante,   respondendo às divergentes necessidades de pessoas, culturas, e sociedades.... O   que é a igreja? Em síntese, é uma comunidade histórica que começa com Deus e é   fundada  em  Cristo  Jesus.  É  testemunha  ao  Seu  evangelho  em  seu  culto  e  fé,
trabalho e memória. Através do seu testemunho em palavra e serviço ela aponta   não  a  si  mas  para  Cristo....  A  igreja  está  continuamente  em  processo.  É  uma   noiva  sendo  preparada  para  Cristo  (2a  Coríntios  11.2);  é  uma  comunidade  de   peregrinos, escolhidos, mas ainda não completos, sempre seguindo em direção à   promessa do reino de Deus.... Fazer a pergunta ‘O que é a igreja?’ ... é procurar   ‘pela cidade que tem cimentos, cujo construtor e criador é Deus’ (Heb. 11.10)”. 

Ao tratar das definições do termo igreja algo foi dito já em relação à natureza da   igreja.  Nesta  obra  trata-se  em  geral  a  igreja  em  sentido  universal,  usando  a   congregação local para enfoque de sua aplicação e concretização. A igreja é um   organismo vivo, a acoplação dos santos, o povo de Deus na face da terra. Nem   todo membro da igreja local faz parte, e nem todo aquele que não faz parte de   uma igreja local visível está fora da igreja. Como definição geral, aqui se aplicará   ao termo o seguinte conceito: "um agrupamento de crentes que vivenciam um   relacionamento de dependência (fé) em Jesus Cristo, unindo-se para cumprirem a   missão entregue por Deus".  

A igreja é muito mais do que uma congregação local e é muito mais do que uma   estrutura   e   instituição.   Usa-se   o   retrato   da   igreja   local   como   auxílio   na   visualização concreta do conceito, porém lembra-se a necessidade de olhar além
dos aspectos institucionais, formais e estruturais. Toda a estrutura e organização   elaborada  pode  ser  benéfica,  mas  deve  sempre  ser  associada  ao  propósito  da   igreja, missão que parte de sua verdadeira natureza. A Bíblia não estabelece um   sistema organizacional para a igreja, nem contraria a sua elaboração. O que ela   oferece é uma missão a ser cumprida.  

O ideal de união para a igreja nunca chegará a completa satisfação na terra, em   função de posições teológicas diferenciadas entre grupos componentes da Igreja.   Estas  diferenças  surgem  de  início  em  decorrência  da  incapacidade  humana  de   plena  compreensão  da  Bíblia  em  sua  íntegra  e  da  debilidade  humana  em   compreender plenamente a vontade do Deus infinito, revelado em Cristo Jesus.   As palavras de Jesus atingem não apenas os dois discípulos no caminho a Emaús,   mas igualmente a todos os seus discípulos em todo tempo: “Ó néscios e tardos   de coração para crer tudo que os profetas disseram!”.  

Apressando para atingir o alvo de união, cabe à igreja local e aos indivíduos que a   compõem definir até que ponto pode haver sua cooperação e envolvimento com   outros  de  perspectivas  divergentes.  Dentro  da  igreja  local,  há  algo  da  mesma   necessidade, porém espera-se que os indivíduos de uma congregação poderiam   mais  facilmente  cooperar  entre  si.  A  união  esperada  não  é  que  todos  sejam
igualmente amigos íntimos, mas que todos tenham respeito cada um pelo outro   e  procurem  atuar  entre  si  em  amor.  Nestes  parâmetros,  é  possível  viver  em   harmonia e união para em conjunto cumprirem com a missão da igreja.  

A união da igreja deve também ser vista no contexto do sacerdócio de todos os   crentes.  Como  Lutero  afirmava,  não  cabe  distinção  entre  clero  e  leigo.  Todo   membro da igreja deve ser ensinado que tem uma responsabilidade sacerdotal   em relação aos demais. Tal responsabilidade compreende o seu ministrar mesmo   enquanto recebe a ministração de outros. Cada um deve interceder pelo outro e   ensinar   ao   outro,   até   corrigindo   quando   for   necessário.   Não   há   razão   convincente para limitar certas funções eclesiásticas a um clero oficial. A razão   pela consagração de pastores deveria ser principalmente um ato de confirmação   de confiança na vocação do ministro. Em nada deve ser visto em termos de um   exercício  com  exclusividade  de  práticas  ministeriais.  A  missão  da  igreja  é  de   todos.   A   igreja   pode   convocar   indivíduos   para   funções   especiais,   mas   tal   convocação  não  elimina  a  responsabilidade  dos  demais  membros.  Serve  como   “forma   pública   pela   qual   alguém   é   comissionado   mediante   a   oração,   as   Escrituras e a imposição de mãos, a fim de servir à congregação”. Interessante é
notar   que   no   Novo   Testamento   são   diáconos   e   missionários   que   são   “comissionados”, “consagrados”, ou “ordenados”, não sacerdotes ou pastores.  

Algo  da  natureza  da  igreja  é  espelhado  nas  seguintes  figuras:  povo  de  Deus,   corpo de Cristo, noiva de Cristo, esposa de Deus, templo do Espírito do Santo,   santos,  povo  eleito,  filhos  de  Deus,  ramos  da  videira,  galhos  da  oliva,  lavoura,   horta,  edifício,  sacerdócio,  nação  santa,  luzeiro,  coluna  e  baluarte  da  verdade,   lavradores  da  vinha,  integrantes  do  reino  de  Deus  e  amigos  de  Jesus.  Estas   descrições  e  metáforas  são  usadas  de  formas  diferentes,  espelhando  certos   aspectos da natureza, do ideal, ou da dura realidade no quotidiano da igreja.  

Uma  das  primeiras  descrições  ou  metáforas  aplicadas  à  igreja  é  a  de  povo  de   Deus. Com o uso desta frase, a perspectiva é de focalizar no relacionamento de   dependência  de  Deus  dentro  dos  limites  da  aliança  estabelecida.  Êxodo  19   assenta  os  elementos  essenciais  desta  aliança  e  da  designação  de  ser  povo   peculiar  a  Deus.  Nestes  mesmos  termos  encerra-se  também  as  figuras  de   sacerdócio real, nação santa, povo adquirido, povo eleito e em parte referências   à participação no reino de Deus.  

No Antigo Testamento, o conceito de igreja é traçado em termos da nação como   um todo ou de um remanescente, porém há modificações de tal idéia no Novo   Testamento,  partindo  do  desenvolvimento  das  referências  a  um  remanescente   fiel.  É  na  base  do  conceito  de  Israel  como  o  povo  de  Deus  que  o  Novo   Testamento desenvolve o seu ensino do povo de Deus em Cristo.  

O Antigo Testamento utiliza muito a imagem da esposa, muitas vezes encerrado   nos  termos  de  prostituição.  Vez  por  outra,  a  mensagem  referida  tem  sentido   duplo,  já que  o culto aos deuses  dos povos ao  redor  de Israel  era  comumente   associado a orgias e à utilização de prostituição nos próprios templos e altares   pagãos.   Quando   o   texto   fala   de   prostituir-se   com   outros   deuses,   trata   diretamente  de  questões  de  prostituição  e  lascívia  sexual,  mas  o  enfoque   principal  é  a  infidelidade  de  Israel  a  Deus,  sob  a  figura  da  relação  matrimonial   sendo violada pela esposa. O ideal da natureza da igreja é, no entanto, referido   aqui no sentido de pureza relacional e fidelidade perante Deus. É este aspecto da   natureza  da  igreja  que  normalmente  vem  sendo  apontado  na  utilização  dos   termos esposa, noiva e também Templo.  

Veja Também:

NATUREZA DA IGREJA:  Part 2/2


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