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15 de março de 2017

Geografia Bíblica - Teologia 25.183 - O Cisma Israelita


 

Geografia Bíblica - Teologia 25.183

VI - O CISMA ISRAELITA

Aproveitando-se dessa situação caótica, Jeroboão as­sume a liderança das tribos descontentes. E, assim, em 923 a.C, o Reino de Israel divide-se. As tribos de Judá e Benja­mim permanecem fiéis à dinastia davídica. Entretanto, as do Norte, encabeçadas por Efraim, formam um novo reino.
As duas facções, a partir de então, ficaram conheci­das, respectivamente, como Israel e Judá. Acerca do cisma israelita, escreve Antônio Neves de Mesquita: "O império, que Salomão tinha erigido com tanto gáudio, estava à bei­ra do abismo. Não só o desprezo de Roboão às aspirações do povo constituía motivo relevante para modificação na política fiscal, mas também as sementes de discórdia in­terna deviam ser contornadas. A união entre as tribos fora mais fictícia que real. Havia entre o Norte e o Sul profun­das desinteligências geradas pela situação favorável que os sulistas gozavam por sua proximidade com a capital políti­ca e religiosa, como também por motivo puramente geo­gráfico. Os nortistas eram meio internacionalistas, mais frios para a religião', menos patriotas e pouco afeiçoados aos reis. Em contato direto com os fenícios, os sírios e ou­tros povos do norte, sentiam menos as influências centralistas. Enquanto ocupava o trono um homem como Salo­mão, era natural que a união persistisse; depois seria difí­cil manter esta união e solidariedade política. Seria preci­so que um grande e hábil político subisse ao poder, para manter unidos os elementos desintegralizadores. Este ho­mem não era Roboão."


Reino dividido entre as tribos do Norte e as do Sul

Com grande precisão, Mesquita fala, agora, sobre as pretensões dos efraimitas: "A tribo de Efraim era a tribo líder do Norte, enquanto a de Judá era líder do Sul. Estas rivalidades, tanto tribais como geográficas, foram sopitadas, enquanto o trono foi ocupado por monarcas da enver­gadura de Davi e de Salomão. Depois tudo se definiu e as diferenças apareceram. Às ambições destas tribos, acres­centem-se as circunstâncias, tanto geográficas como cultu­rais, que determinavam as diferenças entre o povo, e tere­mos a explicação do panorama conhecido pelos leitores da Bíblia. Dentro deste pequeno território encontravam-se quase todas as variedades de clima, flora e fauna. A popu­lação variava na proporção das diferenças climatéricas. A leste do Jordão ficava a terra dos pastores, onde continua­vam a dominar os beduínos. Nos vales, a oeste do mesmo Jordão, ficavam os agricultores, enquanto que nas cidades das fronteiras do Oeste, junto às grandes estradas, havia um princípio de comércio bem desenvolvido. Enquanto is­so, em volta do mar da Galiléia, alinhavam-se as vilas de pescadores. Havia, pois, todos os tipos de civilização, des­de o tipo pastoril nomádico, o agricultural e o comercial, até o de pescadores. A população era uma mistura de inte­resses variados, e somente a sua topografia, exposta a to­dos os perigos, podia realizar o milagre de sua unidade, constituindo Israel um regime centralizado e militar. Quando acontecia que uma dinastia se tornava fraca, um homem forte e valente tomava o trono. Daí ter sido a histó­ria de Israel do Norte de sangue e de rebeliões, com assassi­natos, em que aventureiros, saídos tanto do exército como de outras camadas, assaltavam o trono e estabeleciam pre­cárias dinastias. Com tal heterogeneidade, era de se espe­rar que uma oportunidade espreitasse a ruptura dos laços que uniam o Norte ao Sul."






Mapa da divisão natural da Palestina antiga





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