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3 de dezembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.92 - Virtude de Asa, Rei De Judá (Livro 8 Cap 6)

História De Israel – Teologia 31.92
 
CAPÍTULO 6

VIRTUDES DE ASA, REI DE JUDÁ E FILHO DE ABIÃO. ESPLÊNDIDA VITÓRIA
QUE ELE OBTÉM SOBRE ZERÁ, REI DA ETIÓPIA. O REI DE DAMASCO O
AUXILIA CONTRA BAASA, REI DE ISRAEL, QUE É ASSASSINADO POR CREOM.
ELÁ, FILHO DE BAASA, SUCEDE AO PAI E É ASSASSINADO POR ZINRI.

354.  1 Reis 15; 2 Crônicas 14, 15 e 76. Asa, rei de Judá e filho de Abião, era um príncipe tão sábio e religioso que tinha como regra para as suas ações apenas a lei de Deus. Ele reprimiu os vícios, baniu as desordens e deteve a corrupção que se introduzira no reino. Somente na tribo de Judá havia trezentos mil homens escolhidos, armados com dardos e escudos, e duzentos e cinqüenta mil na de Benjamim, que também possuíam escudos e se serviam de arcos e de flechas.
Então Zerá, rei da Etiópia, veio atacá-lo com um exército de cem mil cavaleiros, novecentos mil soldados de infantaria e trezentos carros. Marchou contra ele até Maressa, cidade da Judéia, e colocou o seu exército em posição de batalha no vale de Zefatá. Quando ele viu aquela enorme multidão de inimigos, dirigiu-se a Deus para implorar o seu auxílio, em vez de perder a coragem. Na sua oração, disse-lhe que só se envolvera numa guerra contra tão poderoso exército pela confiança que tinha em seu auxílio, pois sabia que Ele podia fazer vencedor um pequeno número ou fazer triunfar os mais fracos contra os mais fortes, os quais pareciam os mais temíveis.
Deus aceitou a oração desse virtuoso príncipe e a teve por tão agradável que mostrou por um sinal que ele obteria a vitória. Assim, ele partiu para a luta com inteira confiança, matou um grande número de inimigos, pôs em fuga o restante deles e os perseguiu até a cidade de Gerar, que tomou à força. Os soldados saquearam-na e devastaram todo o acampamento dos etíopes, onde encontraram tão grande quantidade de ouro, camelos, cavalos e gado que voltaram a Jerusalém carregados de riquezas.
Quando se aproximavam da cidade, o profeta Azarias veio-lhes ao encontro, mandou que parassem e lhes disse que Deus os havia feito obter aquela brilhante vitória porque reconhecera a sua piedade e submissão às santas leis. E, se continuassem a viver daquele modo, Ele continuaria também a fazê-los triunfar de seus inimigos. Mas se eles se afastassem do seu serviço cairiam em tal infelicidade que entre eles não haveria um só profeta verdadeiro ou um sacerdote que fosse justo. As suas cidades seriam destruídas, e eles vagariam errantes por toda a terra. Assim, exortava-os a praticar cada vez mais a virtude, enquanto isso lhes fosse possível, e que não se iludissem com a felicidade de serem favorecidos por Deus. Essas palavras encheram Asa e os seus de tal alegria que nada esqueceram, quer em geral, quer em particular, de tudo o que dependia deles, para fazer observar a lei de Deus.
355. Voltemos agora a Baasa, que depois de ter assassinado Nadabe, filho de Jeroboão, tinha usurpado o reino de Israel. Escolheu ele a cidade de Tirza para sua moradia e reinou vinte e quatro anos. Foi ainda mais ímpio e mau que Jeroboão e seu filho Nadabe. Não havia vexames e tribulações pelas quais não fizesse passar os seus súditos nem blasfêmias que não vomitasse contra Deus. Assim, atraiu ele sobre si a cólera de Deus, que lhe mandou dizer, por )eú, seu profeta, que o exterminaria, bem como a toda a sua descendência, tal como havia exterminado a de Jeroboão, porque, em vez de reconhecer o favor que lhe havia feito, consti-tuindo-o rei, e de ganhar o coração do povo pelo amor, pela religião e pela justiça, ele preferira imitar o detestável Jeroboão em seus crimes e em suas abo-minações.
Tais ameaças, no entanto, não levaram o soberano a se corrigir nem a fazer penitência para aplacar a ira de Deus. Ao contrário, ele chafurdou-se cada vez mais em toda espécie de pecado. Sitiou Rama, cidade assaz importante, distante de Jerusalém uns quarenta estádios somente. Depois de havê-la tomado, fortificou-a e colocou ali uma forte guarnição, para poder daquele lugar fazer incursões pelo país. O rei Asa, para maior segurança, enviou embaixadores com dinheiro ao rei de Damasco, pedindo-lhe auxílio, conforme a aliança que havia entre os seus antepassados.
O soberano recebeu o dinheiro e enviou logo um exército às terras de Baasa, o qual causou-lhe muitos prejuízos, queimando cidades e saqueando Ijom, Dã e Abel-Maim. Desse modo, Baasa foi obrigado a deixar a fortificação de Rama para defender o país. No entanto Asa fortificou Ceba e Mispa com o material que Baasa havia preparado para usar em Rama. Baasa não pôde mais continuar atacando Asa. Creom assassinou Baasa, o qual foi enterrado na cidade de Tirza. Elá, seu filho, sucedeu-o e reinou apenas dois anos. Zinri, que comandava metade da cavalaria, assassinou-o num banquete que ele oferecia em casa de um de seus oficiais, de nome Arsa, onde não havia guardas, porque ele havia mandado todos os seus soldados sitiar Gibetom, uma cidade dos filisteus.



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