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28 de junho de 2018

História De Israel – Teologia 31.247 (Livro 17 Cap 15) ARQUELAU DESPOSA GLAFIRA, VIÚVA DE ALEXANDRE, SEU IRMÃO. AUGUSTO, ANTE AS QUEIXAS QUE OS JUDEUS FAZEM DELE O RELEGA PARA VIENA, NAS GÁLIAS, E UNE À SÍRIA OS TERRITÓRIOS QUE ELE POSSUÍA. MORTE DE GLAFIRA.

História De Israel – Teologia 31.247

 
CAPÍTULO 15

ARQUELAU DESPOSA GLAFIRA, VIÚVA DE ALEXANDRE, SEU IRMÃO.
AUGUSTO, ANTE AS QUEIXAS QUE OS JUDEUS FAZEM DELE O RELEGA PARA
VIENA, NAS GÁLIAS, E UNE À SÍRIA OS TERRITÓRIOS QUE ELE POSSUÍA.
MORTE DE GLAFIRA.

756.  Depois quer Arquelau voltou à judéia e tomou posse de sua Etnarquia, tirou o sumo sacerdócio de Joazar, filho de Boeto, que ele acusava de ter favorecido o partido dos sediciosos e a deu a Eleazar, irmão de Joazar. Reconstruiu depois magnificamente o palácio de Jerico, fez levar para uma planície de palmeiras que tinha feito abaixo, a metade da água que passava na aldeia de Neara; construiu uma vila à qual deu o nome de Arquelaide e não teve receio de violar as leis de nossos pais, desposando Glafira, filha do rei Arquelau, viúva de Alexandre seu irmão, do qual ela tivera filhos. Eleazar não exerceu o sumo sacerdócio por muito tempo, porque Arquelau lha tirou para dá-la a Jesus, filho de Sias.
757.  No décimo ano do governo desse príncipe, os mais ilustres dos judeus e dos samaritanos, não podendo tolerar por mais tempo seu domínio tirânico, acusaram-no perante Augusto e o fizeram tão ousadamente, expondo-lhe suas queixas, quanto sabiam que ele lhe havia expressamente recomendado governar seus súditos com bondade e justiça. Augusto irritou-se de tal modo contra ele, que, sem se lhe dignar escrever, disse a Arquelau, seu representante em Roma, que partisse naquela mesma hora para trazê-lo a Roma. Este obedeceu e chegando à Judéia, encontrou seu senhor num grande banquete, que ele dava aos amigos. Expôs-lhe sua comissão e o acompanhou a Roma, onde depois que Augusto ouviu seus acusadores e sua defesa, confiscou-lhe tudo o que ele tinha de dinheiro e o mandou exilado a Viena, cidade de Gálias.
758. O soberano, antes de receber ordem de vir a Roma, ter com Augusto, tivera um sonho, que ele contara aos amigos. Parecia-lhe ver dez espigas de trigo maduras e cheias de grãos e os bois as comiam. Despertando, pensou não deixar de dar importância a esse sonho e mandou buscar os mais peritos na interpretação dos mesmos; mas, como eles não estavam de acordo, um dentre eles, de nome Simão, essênio, rogou-lhe que perdoasse, se tomava a liberdade de lhe dar a explicação e disse-lhe em seguida que aquele sonho pressagiava uma mudança de fortuna, que não lhe seria favorável, porque os bois são animais que passam a vida num trabalho contínuo e lavrando a terra, fazem-na mudar de lugar e de forma. As dez espigas significavam dez anos, porque não se passa um ano, que a terra não produza novos grãos, numa revolução contínua: e assim, no fim de dez anos terminaria também o seu governo. Cinco dias depois que Simão assim lhe dera a explicação do sonho, o seu representante de Roma trouxe-lhe a ordem de acompanhá-lo até Augusto.
A precisa Glafira, sua mulher, também teve um sonho. Nós sabemos como ela havia desposado em primeiras núpcias a Alexandre, filho de Herodes. Depois de sua morte, o rei Arquelau, seu pai, casou-a com Juba, rei da Mauritânia, que morreu também, e, ficando viúva, voltou à Capadócia, para junto de seu pai. Arquelau, então o etnarca, concebeu por ela uma paixão tão violenta, que repudiou Mariana, sua mulher, e a desposou. Estando com ele, teve ela um sonho. Parecia-lhe ver Alexandre, seu primeiro marido e transbordando de alegria, ela queria abraçá-lo, mas ele dissera-lhe estas palavras de recriminação: "Vós bem mostrastes que se tem razão de crer que não se deve confiar nas mulheres, pois, tendo-me sido dada virgem, e tendo tido filhos de vós, o desejo de passar a segundas núpcias vos fez esquecer o amor, que me deveríeis conservar inviolável; e não vos contentado de me ter feito tal ultraje, não tivestes vergonha de tomar um terceiro marido e de voltar imprudentemente à minha família, desposando Arquelau, meu irmão. Mas meu afeto não será mais constante do que o vosso; não vos esquecerei com me esquecestes; e, tirando-vos de mim, como uma coisa que me pertence, eu vos livrarei da infâmia na qual viveis." A princesa contou o sonho a algumas de suas amigas e morreu cinco dias depois.
Julguei que não era fora de propósito narrar isto a respeito de reis e grandes, porque pode servir não somente de exemplo mas como prova da imortalidade da alma e da divina providência. E se alguém achar que estas coisas são inacreditáveis pode conservar a sua opinião, sem se admirar de que outras a elas prestem fé, e, se lhes fizerem impressão, sirvam para incitá-los à virtude. Quanto aos territórios que Arquelau possuía, Augusto anexou-os à Síria e deu a Cirênio que fora cônsul a incumbência de fazer o inventário e vender o palácio de Arquelau.


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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