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25 de outubro de 2018

História Do Cristianismo - Teologia 32.250 - O MASSACRE DA NOITE DE S. BARTOLOMEU

História Do Cristianismo - Teologia 32.250



O MASSACRE DA NOITE DE S. BARTOLOMEU

Carlos estava agitadíssimo ao aproximar-se a hora fa­tal. Tinha uma palidez mortal, e o seu corpo tremia; um medonho sentido de remorso lhe oprimindo o coração, e te­ria dado contra-ordem se não fossem as instâncias de sua mãe. Esta porém   receando alguma indecisão, ordenara que a tragédia começasse uma hora mais cedo da que esta­va determinada.
Por fim o sino deu sinal e todos os campanários de Paris responderam imediatamente, e a carnificina começou. Uma das primeiras vítimas foi o almirante Coligny, que foi brutalmente assassinado. Em todas as ruas se ouvia agora o fogo dos mosqueteiros, misturado com as pragas dos pa-pistas e os gemidos dos moribundos. Os huguenotes, ataca­dos de surpresa, não podiam oferecer resistência, e quando rompeu a manhã podiam-se ver cadáveres aos montes por toda a parte. O sangue enchia as ruas, e o Sena corria aver­melhado. A manhã não fez cessar aquela medonha obra, e já então as indecisões de Carlos se haviam desvanecido, chegando ele a uma varanda com sua mãe para deleitar a sua vista com aquela cena de carnificina. Isto durou quatro dias. e ao fim deles os assassinos pararam por puro cansa­ço, tendo sido assassinados uns quinhentos protestantes nobres de classe elevada, e uns cinco a dez mil huguenotes da mais humilde condição.
Mas a mortandade ainda não foi só aqui: estendeu-se pelas províncias, sendo dadas ordens a vários governadores e magistrados para que exterminassem os hereges sem pie­dade. Alguns obedeceram imediatamente, mas não todos. Seja dito para sua eterna honra, que um prelado católico, João Hennuyer, bispo de Lisieux, recusou-se a incorrer no crime de um ato tão odioso, e quando o mensageiro do rei apresentou a ordem ele disse: "Não! não, Senhor! oponho-me e sempre me oporei à execução de uma tal ordem: Eu sou o pastor de Lisieux, e esta gente a que me mandam as­sassinar pertence ao meu rebanho. Apesar de se terem ago­ra desviado e abandonado a pastagem do soberano Pastor, Ele confiou-as aos meus cuidados, e ainda podem voltar. Eu não vejo no Evangelho que o pastor possa permitir que o sangue das suas ovelhas seja derramado; pelo contrário, vejo ali que ele é obrigado a dar o seu sangue e a sua vida por elas". Nobre testemunho! E com alegria que o recorda­mos aqui, embora as nossas idéias sejam tão completa­mente diferentes das do ousado João Hennuyer no que diz respeito às doutrinas que ele ensinava. O governador de Bayona foi outro que se recusou a obedecer à ordem assas­sina: "O rei tem muitos soldados valentes no seu exército", disse ele, "mas nem um só carrasco".
A carnificina nas províncias continuou durante seis se­manas, e o número de vítimas é diversamente calculado em cinqüenta, setenta e cem mil. Este último número, se levarmos em conta os que depois morreram de fome e pe­sar, é talvez o mais exato.
Roma manifestou uma alegria ruidosa às primeiras notícias que teve da carnificina. O mensageiro que as levou foi recompensado pelo cardeal de Lorraine, com mil co­roas; houve salvas de artilharia, e, à noite, brilhantes ilu­minações. Foi celebrado uma solene "Te Deum" na igreja de São Marcos em ação de graças a Deus, por tão assinala­da notícia de bênção enviada à Sé de Roma, enquanto em Paris foi cunhada uma moeda com a seguinte inscrição: "Pietas armavit justitan" (Piedade armou a justiça). Se alguma vez se viu uma astúcia diabólica na maldade do homem, foi esta. A premeditação, os solenes juramentos do rei - que trouxeram os calvinistas a Paris - no casamen­to real, e o punhal posto nas mãos da multidão pelos chefes do Estado nesse tempo de paz universal, tudo isto repre­senta uma conspiração e uma crueldade que não há iguais na História. E depois, começando pelo papa, todas as co­munidades católico-romanas, levantando as mãos ao Céu, deram um graças a Deus pelo "glorioso" triunfo.
Mas uma solene recompensa aguardava os autores des­te crime inominável da "Santa" igreja romana: Todos, ex­ceto um, tiveram um fim violento. Carlos morreu, uns dois anos depois, em horríveis agonias de corpo e alma; e ou­viam-no exclamar, pouco antes da morte: "Que carnificina! quanto sangue inocente! Como foram perversos os conselhos que eu segui! Oh! meu Deus, perdoa-me e compadece-te de mim! Eu não sei onde estou, tão medonha é a minha agonia e perplexidade. Qual será o fim disto? Que será B  feito de mim? Estou perdido para sempre!" O Duque de B  Guise foi assassinado, o seu irmão, o cardeal de Lorraine, B morreu doido furioso; e a miserável Catarina de Médice, B embora chegasse a uma desonrada idade avançada, foi encarcerada pelo seu filho favorito, sendo o seu nome, em todo o mundo, sinônimo de perfídia e crueldade.
E a chamada heresia dos huguenotes não foi extermina­da, embora morressem cem mil deles. Aquele que tinha lançado a semente incorruptível do Evangelho nos seus co­rações podia também lançá-la rapidamente nos corações de outros cem mil, e assim aconteceu. Uma longa série de pequenas guerras entre huguenotes e católicos teve lugar no reinado de Henrique, sucessor de Carlos, e quando, em 1589, ele foi assassinado, foi um príncipe protestante, Hen­rique de Navarra, que lhe sucedeu no trono da França!



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