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29 de outubro de 2018

História Do Cristianismo - Teologia 32.262 - WILLIAM TYNDALE

História Do Cristianismo - Teologia 32.262



WILLIAM TYNDALE

No entanto, outros ingleses, com fins mais nobres e pu­ros, não estavam menos ocupados em outros pontos. No ano 1520 William Tyndale deixou a Universidade de Cambridge e começou a sua notável carreira.
Estando em Gloucéster, como professor em casa de um fidalgo chamado Welsh, discutia ali freqüentemente com os abades, diáconos e outros beneficiadores que se reuniam à mesa do fidalgo. Numa dessas discussões, o seu adversá­rio, encolerizado, no calor da controvérsia, disse-lhe: "Era melhor viver sem as leis de Deus do que sem as do papa". Tyndale, no auge de indignação, exclamou: "Eu não me importo com o papa nem com as suas leis", e acrescentou: "se Deus me poupar a vida hei de fazer que em poucos anos qualquer rapaz que conduz o arado saiba mais das Escrituras do que o senhor". No fim de tudo parece que o estudante de Cambridge não era muito popular em casa do fidalgo de Gloucéster, e os seus serviços eram muito mais apreciados do que a sua companhia.
Seguindo depois para Londres, procurou Cuthbert Tonstall, que então era bispo, e diligenciou obter um lugar em casa dele, mas os seus esforços foram debaldes.
O seu destino era outro: era ser um servo do Senhor em tempos perigosos, e para isso era preciso que passasse por provas mais severas do que as que se poderia encontrar na casa de qualquer bispo. Contudo, por algum tempo esteve hospedado em casa de um tal Humphrey Monmouth, um digno cidadão de Londres que tinha um verdadeiro respei­to pelo seu hóspede, e que estava ele próprio, bastante in­teressado no novo ensino. Mas à medida que as opiniões de Tyndale se tornaram conhecidas (e ele não era homem que escondesse a sua luz) os perigos aumentavam para ele, e os seus amigos aconselharam-no a retirar-se para a Europa.
Além disso, havia uma nova obra que estava prenden­do a sua atenção - a tradução da Bíblia - e para isto neces­sitava de todo o sossego possível, o que em Londres não po­dia ter: "Estou ansioso pela Palavra de Deus", disse ele, "e hei de traduzi-la, digam o que disserem e façam o que qui­serem. Deus não me há de deixar morrer. Ele nunca fez uma boca sem fazer o seu alimento, nem um corpo sem também fazer o seu vestuário". Com tal ânsia a oprimi-lo, não é de admirar que Tyndale não fizesse caso das necessi­dades do corpo.
Mas a perseguição aumentava cada vez mais, e, se aqueles que o rodeavam estavam sendo condenados só por lerem porções da Palavra de Deus, não era de supor que aquele que estava traduzindo a Bíblia inteira pudesse es­capar. "Ah!", suspirava ele, "não haverá nem um lugar onde eu possa traduzir a Bíblia? Não é só a casa do bispo que me está fechada, mas toda a Inglaterra!" Era muito verdadeiro este queixume, e alguns dias depois de sair de debaixo do teto hospitaleiro de Humphrey Monmouth, Tyndale achava-se a caminho da Alemanha.
Tendo chegado à Alemanha, Tyndale procurou vários reformadores, passando em seguida à Saxônia, onde teve uma conferência com Lutero, e tendo-se conservado por ali algum tempo, seguiu para os Países Baixos, estabelecendo finalmente a sua residência na Antuérpia. Outros dizem que foi primeiro a Hamburgo, e dali para Colônia, sendo seguido para esta cidade pelo seu implacável inimigo Cochlaeus, do qual se diz que embriagou os impressores para obter deles o segredo da obra de Tyndale. Achando-se em perigo, seguiu para Worms, e ali completou a primeira parte da sua obra, a tradução do Novo Testamento. Na primavera de 1526, chegaram à Inglaterra cópias dessa tra­dução, que circularam por todo o país. A situação dos pa­dres de Roma que estavam na Inglaterra era má, e começa­ram a perguntar uns aos outros o que se havia de fazer. Os alicerces do papismo estavam sendo minados e parecia que todo o edifício estava em perigo de desabar. Condenar o li­vro era coisa fácil, e isto estavam fazendo, mas livrar o país da nova doutrina que ele tão claramente ensinava, e evitar a entrada de novos exemplares, era uma coisa diferente. Era inútil que Henrique se desesperasse e Tonstall pregas­se contra o livro; este tinha-se apoderado do coração e consciência do povo, assim como do seu espírito, e nem os clamores do rei nem os sermões do bispo podiam destruir a sua influência. Foram publicamente queimadas em Ox­ford, Cambridge e Londres várias cópias da tradução, e em alguns casos não só os livros, mas também os seus leitores foram lançados às chamas, mas apesar disto a obra foi para frente, porque Deus assim o queria.
Tyndale no entanto ocupava-se com o Velho Testa­mento, e no ano 1528 acabou os primeiros cinco livros, o Pentateuco. Durante a sua viagem a Hamburgo, onde ia imprimi-los, sofreu um naufrágio e o manuscrito perdeu-se. Continuou a viagem logo que lhe foi possível e chegan­do a Hamburgo recomeçou o seu árduo trabalho, sendo au­xiliado pelo reformador Miles Coverdale, cuja tradução das Escrituras foi publicada alguns anos depois.



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