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18 de agosto de 2019

Homilética - Teologia 33.55 Cultos evangelísticos


 


Homilética - Teologia 33.55


Cultos evangelísticos


Tácito da Gama Leite Filho define o termo evangelização como "uma expressão profunda que tem o sentido de uma síntese, isto é, a evangelização é altamente concentrada como se fosse um comprimido de evangelho, onde estão calcadas pelo menos três implicações da mais alta importância:
1. A necessidade da salvação em Cristo
2. A possibilidade da salvação em Cristo
3. A exclusividade da salvação em Cristo".
Tácito da Gama Leite Filho, Evangelismo: Missão de Todos Nós (Rio de Janeiro: CPAD, 1981), p. 17.
No culto evangelístico, chamamos o ouvinte à presença real, viva e transformadora de Jesus Cristo. Tentamos, de maneira simples e prática, explicar o plano de salvação para desafiar o ouvinte a se decidir por Cristo; convidamos o pecador a depositar sua fé na pessoa e obra salvífica de nosso bendito Salvador Jesus Cristo.
O culto evangelístico caracteriza-se pelo testemunho de Cristo aos perdidos, pelo convite para que entreguem suas vidas ao senhorio de Cristo, pelo alistamento de vidas preciosas para o serviço de Cristo e sua incorporação na igreja local. A ênfase no culto evangelístico recai sobre o convite à salvação, sobre a possibilidade da conversão pela fé e no hoje da salvação (Hb 3.7-8). Apelamos à razão, à vontade, ao sentimento, à consciência do ser humano diante da santidade de Deus e da necessidade de salvação do pecador perdido.
Wadislau Martins Gomes, preletor no Congresso Brasileiro de Evangelização realizado em Belo Horizonte, em 1983, salienta com seis teses a importância e a urgência da pregação evangelística:
 "1. ... ainda que Deus tenha criado o homem maravilhoso, hoje ele se encontra caído. Assim, não pode haver uma pregação evangélica sem que se proponha a transformação e purificação do homem pela graça de Deus manifesta na obra completa de Jesus Cristo;
 2. ... a justiça de Deus é oferecida ao homem em Cristo, pela graça mediante a fé, isto é, verticalmente e de cima para baixo, com conseqüências horizontais, ou seja, na totalidade da vida e de forma substancial;
 3. ... a evangelização é uma proclamação verbal e viva de toda a verdade revelada (na Escritura inerrante e infalível), que reconcilia o homem com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com o ambiente aqui, agora e na eternidade;
 4. ... há uma missão, e uma só, do Senhor Jesus Cristo, já completada na cruz, da qual a igreja é comissionária, atingindo em sua obra salvífica tanto o espiritual quanto o material (que são partes de uma só realidade criada). Não há uma missão da Igreja como se nela residisse ou dela dependesse, mas uma responsabilidade conseqüente;
 5. ... a realidade presente não está acondicionada em compartimentos estanques, mas ... todos os segmentos da vida estão e devem estar num contexto espiritual, sejam 'seculares', sejam 'religiosos', sejam da família da fé, sejam do cuidado para com todos os homens; e que tais cuidados devem preocupar-se prioritariamente com o homem interior para produzir reflexos no homem exterior;
 6. ... a obra cristã se move por expressão do amor, e não por necessidade. Parte do coração de Deus para a necessidade do homem (e supre tais necessidades), mas nunca é gerada pela necessidade, nem pela ira do homem (profundo senso de injustiça, que em si mesmo não é mau), pois que a ira do homem não produz a justiça de Deus." Wadislau Martins Gomes, Sal da terra... em terras dos brasis (Brasília: Refúgio Editora, 1985), 13-14.

O destinatário do culto evangelístico é, em primeiro lugar, o homem perdido. O homem sem Jesus está perdido, está sem salvação, está debaixo da condenação eterna e da ira de Deus. Com a mensagem evangelística, não desejamos desqualificar ou desmoralizar o ouvinte que ainda não é cristão, mas precisamos mostrar com amor, paciência e objetividade que, diante da santidade de Deus, o homem natural está perdido. A mensagem evangelística faz transparecer o amor de Deus e do pregador pelas almas perdidas.
O segundo alvo da mensagem evangelística é o "cristão nominal". Ele crê na Bíblia, crê que Jesus Cristo padeceu na cruz do Calvário para a expiação de nossos pecados, mas não vive em união vital com o Salvador Jesus Cristo e não tem certeza da salvação. Ele apenas acompanha a vida da igreja, mas nunca chegou a entregar sua vida publicamente a Jesus Cristo, nunca chegou, existencialmente, a experimentar a conversão bíblica.
Por fim, parece um paradoxo que o indivíduo cristão também seja um dos alvos do culto evangelístico, mas o cristão precisa ser convidado e estimulado a viver na santificação diária, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). O cristão precisa ser confrontado com a possibilidade de serviço na igreja e na comunidade onde vive, para melhor cumprir sua função de sal da terra e luz do mundo. O cristão necessita do culto evangelístico para aprender a testemunhar, a apresentar o plano de salvação para seus familiares, amigos e vizinhos.
Ao realizar cultos evangelísticos, tenhamos os seguintes alvos em mente:
a. A decisão por Jesus Cristo. Convidamos o ouvinte para o arrependimento e a fé viva em Jesus Cristo, que, como conseqüências práticas, trazem a certeza da salvação, a viva esperança, a santificação diária e a obediência concreta ao evangelho (Rm 1.5; 15.8; 16.26).
b. A purificação e a ativação do cristão. Não podemos nos dar por satisfeitos com o momento instantâneo ou emocional da chamada decisão. Na evangelização pragmática, precisamos ir além da decisão e mostrar ao novo convertido a importância da purificação diária (1 Jo 1.9; Mt 6.12). O novo convertido precisa ser estimulado também às boas obras (Ef 2.10) e ao testemunho eficaz (At 1.8; 1 Pe 2.9; 3.15).
c. A confissão pública da decisão. A confissão pública da decisão de seguir a Cristo foi exigida de Zaqueu (Lc 19.5) e de todos os apóstolos (Mt 5.18-22; Mc 1.16-20; Lc 5.1-11; Jo 1.35-51). O caráter público da decisão é de suma importância para mostrar a mudança entre "o passado" e "o presente", "o outrora" e "o agora", "o antigo" e "o novo", terminologia decisiva para a conversão bíblica, nos escritos paulinos (Rm 6.6; Gl 5.24; Cl 2.11; Ef 4.22ss.; Cl 3.9; 1 Co 7.14; Rm 6.17; 7.9; 11.30; 1 Co 12.2; Gl 1.13, 23; 2.6; 4.8, 29; Ef 2.2; 5.8; Cl 1.21; Tt 3.3).
d. A incorporação do cristão na igreja local. A igreja local exerce um papel importante no desenvolvimento espiritual e crescimento prático do novo convertido. Paulo afirma que "em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo" (1 Co 12.13). O novo convertido precisa da igreja local para ser aperfeiçoado e edificado no corpo de Cristo, "até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Ef 4.13-16; itálicos meus).
Existem inúmeras maneiras de fazer cultos evangelísticos. Limitamo-nos às formas principais, como os cultos realizados na igreja, ao ar livre, no rádio e na televisão.
a. Na igreja: a pregação evangelística nos cultos da igreja é o método mais utilizado para ganhar almas perdidas para Jesus Cristo. Em muitas igrejas evangélicas, o culto de pregação no domingo à noite é uma espécie de culto evangelístico. Desta maneira, descobrimos e cultivamos a evangelização permanente.
Mas, "considerando-se a natureza do homem citadino e a dificuldade de levá-lo ao templo, a pregação deverá ir ao encontro dele". A. Clarck Scanlon, Cristo na Cidade (Rio de Janeiro: JUERP, 1978) p. 74. Outro problema dos cultos evangelísticos "tradicionais" na igreja é que muitas vezes evangelizamos os já evangelizados.
Por outro lado, é bom ressaltar que um culto evangelístico, ou melhor, uma campanha evangelística bem preparada e planejada por todos os membros da igreja é um meio eficaz de proclamar o evangelho, conquistar a confiança dos amigos do evangelho e levá-los a uma decisão favorável por Cristo.
b. Ao ar livre: Jesus enviou os Seus para que buscassem novos indivíduos nos bairros, nas ruas, onde estivessem (Lc 14.21). A vantagem principal da evangelização ao ar livre é o fato de poder levar o evangelho para o lugar onde as pessoas se encontram. Não devemos esperar os amigos do evangelho entrarem por si mesmos em nossas igrejas. Jesus ensinou: "Ide". Pelo próprio exemplo, Cristo mostrou a importância de comunicar o evangelho para o homem da esquina, do campo etc. Cristo pregou ao ar livre, de dentro de Seu barco (Lc 5.3), no alto de uma montanha (Sermão do Monte; Mt 5) e no discurso do pão do céu, num monte do deserto (Mt 14.15ss.; Jo 6.3ss.). Nosso Senhor Jesus Cristo usou também as casas como lugar de seus cultos evangelísticos (Lc 5.17-26). Destes exemplos, podemos concluir que Jesus Cristo usou a pregação ao ar livre como método eficaz na comunicação do evangelho do reino de Deus.
Os apóstolos continuaram esta tradição. No dia de Pentecostes, Pedro pregou ao ar livre, para todos os habitantes de Jerusalém (At 2.14ss.). Paulo pregou o evangelho à beira do rio (At 16.13), onde o Senhor abriu o coração de Lídia. Na sofisticada capital cultural e centro filosófico do Império Romano, Atenas, encontramos Paulo pregando ao ar livre no Areópago, onde os atenienses costumavam debater abertamente seus sistemas filosóficos, suas idéias religiosas e questões contemporâneas.
Infelizmente, os cultos ao ar livre do século XX muitas vezes escandalizam a fé cristã, porque os pregadores apresentam o evangelho de maneira superficial e moralista. Com freqüência, os organizadores destes "comícios evangélicos" não sabem como planejar um programa moderno, eficiente e progressista, e têm pouco conhecimento sobre o uso do microfone.

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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