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19 de agosto de 2019

Homilética - Teologia 33.58 Cultos solenes


 
Homilética - Teologia 33.58

Cultos solenes

Os cultos solenes são acompanhados de atos e formalidades religiosas que dão um caráter especial ao momento. Tais cultos têm uma dimensão festiva, legislativa, serena e santa.
O Antigo Testamento qualifica o repouso ou descanso santo ao Senhor como solene (Êx 31.15; 35.2; Lv 16.21; 23.3, 24, 32, 36, 39; 25.4). Na tradição do Pentateuco, emprega-se o termo solene também para o ano de descanso solene (Lv 25.5) e para a reunião solene (Nm 29.35).
Na época do reinado teocrático, o termo é ampliado para assembléia solene (2 Rs 10.20; Jl 1.14; 2.15; Am 5.21), ajuntamento solene (Is 1.13), reunião solene (Lm 1.4), juramentos solenes (Ez 21.23) e festividades solenes (Sf 3.8; Zc 8.19). A festa da páscoa foi chamada de solenidades ao Senhor (Êx 12.14), bem como a festa anual em Silo (Jz 21.19). Sião era a cidade das solenidades (Is 33.20), e a harpa era usada como instrumento de destaque em tais eventos (Sl 92.3).
Em hebraico, os termos solene e solenidade têm origem na palavra kadosh, que significa santo. Concluímos, pois, que os cultos solenes constituem uma expressão de nossa fé, consagração, reverência e sinceridade ao Senhor. Deus é santo e deseja que nossos cultos festivos e solenes sejam santos, também.
A assembléia é um culto solene em que os membros de uma igreja local reúnem-se legalmente para tratar dos negócios de sua igreja como pessoa jurídica. Na assembléia, a igreja local delibera a respeito de seus trabalhos, planos, admissão, transferência e disciplina de seus membros.
Não queremos entrar nos aspectos jurídicos e legais e nos procedimentos parlamentares, porque isto faz parte da teologia pastoral. Precisamos nos limitar a questões ligadas à homilética. Não é apropriado apresentar uma mensagem de 25 minutos numa assembléia, seja ordinária ou extraordinária. Por outro lado, a pregação da Palavra é uma característica distinta de cada reunião evangélica. Recomendamos, portanto, fazer uma breve leitura bíblica apropriada ou uma pequena meditação de 5 ou 7 minutos, em forma de exortação, estímulo, direção pastoral ou reflexão meditativa, a fim de facilitar o bom andamento e a harmonia da assembléia. Esse mini-sermão tem uma função preventiva e introdutória para a assembléia que se seguirá.
A convenção é o ajuntamento planejado e jurídico de uma associação, união ou aliança de igrejas para coordenar, planejar e deliberar sobre assuntos de uma região eclesiástica.
A pregação da Palavra de Deus numa convenção é de suma importância. É triste quando esse evento reduz-se a meras questões polêmicas, teóricas e comerciais, não dando mais oportunidade para o estudo, a reflexão e a pregação da Palavra de Deus.
A preparação dos estudos para uma convenção precisa de cuidados especiais. Geralmente, os estudos são temáticos ou consecutivos. Isto permite abordar um tópico de maneira abrangente, usando textos apropriados do Antigo Testamento e do Novo Testamento ou, então, a exposição de um livro bíblico inteiro. As principais dimensões das pregações ou dos estudos bíblicos numa convenção são de caráter catequético e pastoral. Mensagens bem elaboradas e escritas são uma exigência indispensável para pregações em convenções, não só por motivos psicológicos, mas também pelo fato de que muitos daqueles que assistem à convenção irão pedir uma cópia do sermão ou do estudo bíblico.
Em cultos de posse de um obreiro, na ordenação de um ministro, no provisionamento de um pastor leigo ou na licenciatura para o evangelista, a pregação evangélica é caracterizada pela responsabilidade pastoral. Por isso, os textos das epístolas pastorais constituem um valioso tesouro para o pregador. Nestes cultos solenes, a prédica dirige-se ao pastor, como líder, ou à igreja que o recebe. Algumas sugestões para os tópicos seriam:
- a importância, a responsabilidade e a viabilidade prática do pastorado evangélico;
- as qualificações bíblicas para o ministério;
- as responsabilidades da igreja para com seu pastor;
- a vocação ministerial no contexto bíblico e atual.
Estas mensagens serão de grande estímulo para o pastor, os membros e os possíveis futuros obreiros do Senhor.
Os cultos solenes por ocasião do aniversário da igreja são excelentes oportunidades para desafiar a igreja, lembrar os membros de sua missão no mundo e evangelizar as pessoas que, de outra maneira, não entrariam num templo evangélico.
Cuidados especiais precisam ser tomados no que diz respeito à mensagem principal. Não se deve permitir que ela seja entregue após duas horas de culto de ação de graças, quando todos já estiverem cansados. Recomenda-se também fazer mensagens curtas, com uma duração máxima de 15 minutos.
A dedicação de um templo novo, cheio de visitantes, representantes eclesiásticos, representantes de bairros e autoridades municipais, é uma boa oportunidade para a pregação do evangelho. O perigo de tal solenidade está num programa abarrotado de palavras de saudações e inúmeras apresentações especiais. O formalismo jamais deve substituir a proclamação das boas novas numa maneira construtiva e desafiadora.
A solenidade de dedicação do templo em Jerusalém, relatada em 1 Reis 8, revela a importância da reunião do povo num local para adorar o Deus verdadeiro, ali estabelecer Seu nome e sentir Sua presença real (1 Rs 8.12-21). Além da pregação solene, a oração (1 Rs 8.22-53), a bênção (1 Rs 8.54-61) e os sacrifícios voluntários, como expressão de gratidão (1 Rs 8.62-66), destacam-se como características distintas da dedicação do templo. Todavia, é importante ressaltar que, na dispensação da graça, o Senhor Jesus deseja que nossa vida se constitua em santuário do Deus vivo (1 Co 3.16, 17; 6.19).
Os templos feitos de tijolos e telhas têm uma função temporária, mas são testemunhas do poder de Deus na transformação de vidas preciosas, as quais aceitaram a pregação do evangelho.
Na dedicação de um novo templo, as mensagens devem salientar o plano de Deus para Sua igreja, o testemunho da fidelidade de Deus e a missão evangelizadora da igreja, além de levar a congregação a um compromisso firme de obediência diária a Cristo. Recomenda-se apresentar mensagens curtas, que não passem de 15 minutos.
Numa solenidade de consagração de crianças, que ocorre preferencialmente na escola dominical, o comunicador do evangelho deve explicar, em poucas palavras, a origem, o conceito, a bênção e a finalidade prática deste rito. Passagens bíblicas específicas (Mt 19.13-15; Mc 10.13-16; Lc 2.22-24; 2.52; 18.15-17) são recomendadas para uma exposição breve. A cerimônia não deve demorar mais de 12 minutos, por causa da fragilidade e dos imprevistos dos bebês.
A ênfase homilética nas pregações batismais recai sobre seu significado bíblico e prático. Nenhum batismo deve ser realizado sem que se esclareçam sua origem, sua função e o testemunho bíblico a respeito dele. Uma sólida pregação doutrinária, baseada num texto bíblico que se refira ao batismo de Cristo, à Sua ordem para batizar, aos exemplos históricos do livro de Atos ou a uma das muitas referências nas epístolas neotestamentárias, é de suma importância para o candidato ao batismo, bem como para a igreja em geral e seu testemunho no mundo. Para um estudo profundo sobre o batismo cristão, recomendamos a leitura da obra clássica de G. R. Beasley-Murray, Baptism in the New Testament (Exeter: s. ed., 1962).
A solenidade de noivado é diferente de cultura para cultura, mas normalmente é realizada no ambiente familiar. O noivado é uma oportunidade para que o pastor ofereça instruções matrimoniais aos noivos e dê um toque evangelístico aos familiares que ainda não conhecem a Cristo. Se os noivos desejam um culto, este deve ser bem alegre, festivo e breve, mas com algumas referências bíblicas sólidas quanto ao compromisso cristão no namoro e no noivado. Cuidado para que o culto de noivado não se torne um substituto do culto matrimonial.
A preparação homilética para o casamento é dupla. O ministro deve preparar a ordem da cerimônia de casamento, que é composta de: entrada solene, música, oração invocatória, mensagem nupcial, troca de alianças, votos, bênção matrimonial, avisos e oração final. Após ter preparado detalhadamente a parte litúrgica e ter conversado com os noivos quanto à sua ordem, o pastor investe na mensagem nupcial, que deve ser especificamente preparada e dirigida ao casal. A mensagem nupcial possui um teor ético e bíblico, mas não moralista. Ela aponta de maneira simples e objetiva para a definição, a origem, a natureza, a função e a duração do casamento no testemunho bíblico. Numa sociedade pluralista, permissiva e materialista, vale a pena enfatizar que o casamento cristão é um pacto sagrado, uma aliança solene, legal, pública, monogâmica e para toda a vida.
Nem todos os pastores fazem uma pregação nupcial, restringindo-se à cerimônia litúrgica. Encorajamos os pregadores do evangelho a usarem os casamentos como plataforma de instrução bíblica, apresentando uma pregação nupcial de cerca de 15 minutos para apoiar a relevância e a inviolabilidade da lei moral de Deus.
A pregação do evangelho em cultos fúnebres é bastante variável. Algumas famílias desejam um culto fúnebre em casa; outras, na igreja ou no cemitério. Para alguns, o culto fúnebre é memorial; para outros, é um culto de ação de graças. Em casos extremos, o culto fúnebre pode ser restrito aos membros da família. De qualquer forma, o pastor dialoga com os familiares envolvidos e procura um caminho aceitável para todos. As mensagens fúnebres podem ser uma corrente de versículos bíblicos, uma mensagem preparada com alguns pontos, uma mera meditação de caráter pessoal ou leituras bíblicas com poucas explicações pastorais.
O pastor oficiante não pode limitar sua mensagem somente à sepultura, mas tem a missão de pregar a vitória sobre a morte o evangelho da ressurreição e referir-se à esperança bendita dos fiéis (1 Co 15.1-58). Paulo enfatizou: "Onde está, ó morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão" (1 Co 15.55-58).

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