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7 de março de 2019

História Do Cristianismo - Teologia 32.287 - SUÍÇA

História Do Cristianismo - Teologia 32.287



SUÍÇA

A Reforma na Suíça tem uma importância especial. Zwínglio foi um dos primeiros reformadores a pregar o
Evangelho, mas quem influiu no caráter da Reforma na Europa mais do que ele foi João Calvino. A Suíça era uma república, constituída de estados, chamados "cantões", cada um com governo independente, mais livre ainda do que os Estados do Brasil ou dos da América do Norte. Sen­do uma democracia, o governo da igreja tomou forma de­mocrática também. Na Inglaterra ou nos países que adota­ram a forma luterana, a igreja era episcopal, ou governada por bispos. Esta forma era uma adaptação do sistema romanista. Os bispos eram a aristocracia da igreja, e gover­navam os sacerdotes e o povo. Zwínglio adotou o sistema presbiteriano, que foi mais tarde desenvolvido por Calvi­no, e copiado na França, Holanda, Escócia, e no Palatinado (dois estados de Alemanha). Os ministros e um número de presbíteros escolhidos pelo povo governavam a igreja. Lutero e os reformadores ingleses queriam reter, tanto quanto possível, os costumes antigos da Igreja Romana, purificados dos erros e corrupções, continuando também com suas vestimentas e uma liturgia modificada. A Refor­ma na Suíça foi uma limpeza completa, porque ali os refor­madores não tinham respeito nenhum para com os costu­mes antigos da Igreja Romana.
Também o ensino de Calvino influía muito nas igrejas reformadas que adotaram seu sistema de governo. Este en­sino espalhou-se na Inglaterra entre os puritanos e nas co­lônias da América do Norte. A doutrina especial de Calvi­no, hoje chamada "calvinismo", era a da eleição ou pre­destinação, na qual o reformador pôs muita ênfase. Calvi­no em sua luta com os romanistas, em vista da tendência da igreja romana de atribuir a salvação da alma aos esfor­ços humanos, frisou a soberania de Deus. Alguns dos seus seguidores levaram estas doutrinas ao extremo, quase ne­gando a responsabilidade humana. A justa inferência de tais ensinos seria que Deus é o autor do pecado, e a oferta de salvação aos pecadores não é de boa fé, porque a maio­ria não pode aceitá-la por Deus ter predestinado essa maioria à condenação, e somente os eleitos, à salvação. No princípio foram os teólogos católicos que se opuseram às doutrinas de Calvino, mas, no fim do século XVI, um teó­logo protestante chamado Tiago Armínio (1590-1609) começou a ensinar doutrina oposta ao calvinismo; sua dou­trina é chamada "arminiana".
Embora seus seguidores mais tarde também levassem sua doutrina ao extremo, ela tinha moderação, e servia de antídoto às doutrinas extremas do calvinismo. Hoje em dia tais doutrinas ainda são discutidas, mais a maior parte dos crentes reconhece que a graça soberana de Deus e a vonta­de livre dos homens são como os dois trilhos de uma estra­da de ferro, paralelos, não precisando de reconciliação. Mas na Holanda alguns dos seguidores de Armínio sofre­ram terríveis perseguições, e a contenda tem revivido di­versas vezes, notavelmente no tempo de João Wesley. Foi esta questão que dividiu Wesley de Whitefield e do Conde Zinzendorf, e no mesmo século houve muita polêmica en­tre estes e outros teólogos.
Devemos mencionar outra contenda no século XVI. Enquanto Zwínglio pregava em Zurique, diversos pastores eruditos e piedosos queriam voltar às práticas primitivas, separando a Igreja do Estado, e recusando batizar as crian­ças, dizendo que somente pessoas convertidas deviam ser batizadas. Zwínglio se opôs a este povo, e as autoridades de Zurique perseguiram todos os que adotaram tais idéias. Devido ao seu ensino e prática, estes foram chamados "a-nabatistas" e mais tarde "batistas". Naquele tempo era considerado crime horrível recusar-se a batizar crianças e rebatizar adultos que já haviam recebido o rito na infân­cia. E o imperador da Alemanha, um religioso fanático, mandou queimar ou afogar muitos que praticavam.tais "crimes". E na própria Zurique protestante, os chefes ba­tistas, homens eruditos e piedosos recebiam muitas vezes como castigo da sua pregação o afogamento. Há quem acu­se Zwínglio de haver, por omissão, consentido nessa perse­guição desumana.
A verdade é que ele não empregou sua grande influên­cia para impedir castigos tão injustos como os usados pela Igreja Romana. Muitos anabatistas foram expulsos da Suí­ça. Infelizmente, depois da morte dos seus chefes, alguns anabatistas adotaram práticas extravagantes. Na Alema­nha, ajuntando-se aos camponeses, por motivos políticos, fizeram a revolta chamada a "Guerra dos camponeses". Este movimento foi condenado por Lutero, e o exército de­les foi derrotado e castigado com brutalidade.
Outros anabatistas numa cidade chamada Munster, enxotaram todos os cidadãos que não aceitaram suas idéias; proclamaram João Leiden seu prefeito e pratica­ram crueldades e até poligamia. Nesse tempo, a cidade de­les foi tomada pelo exército do bispo. Estas extravagâncias deixaram um estigma em todo o movimento.
De tudo isso, se vê que as atrocidades cometidas pela Inquisição da Igreja Romana durante séculos influíram em alguns que saíram do catolicismo para ingressarem na Re­forma, pois muitas vezes se tratava de convencidos, que apenas mudavam de religião, e não de verdadeiramente convertidos ao Evangelho, ou nascidos de novo.
Um homem chamado Meno Simonis, no ano de 1537, ajuntou-se a esse grupo fanatizado, e a sua piedade e mo­deração impediram que eles praticassem excessos. Meno morava na Holanda, mas devido a uma forte perseguição foi obrigado a fugir para Fresemburgo, em Holstein, onde o Conde Alefeld o protegeu, com muitos dos seus seguidores, que eram chamados menonitas.
Alguns se recusaram a tomar armas e participar nas guerras, ou jurar nos tribunais de justiça. Muitos deles vi­viam no Norte da Alemanha, e no século XVIII uma colô­nia de menonitas mudou-se para a Rússia, convidada pela imperatriz Catarina, que prometeu-lhes isenção do serviço militar. Ainda hoje seus descendentes vivem ali.
No tempo da Reforma, os anabatistas não queriam to­mar parte na política nem no governo do país, dizendo que a Igreja é um corpo separado do mundo, do Estado e da política. Mas Lutero, Zwínglio, Calvino, Knox e outros re­formadores, ligaram a Igreja ao Estado. No sistema episco­pal, o Estado dominava a igreja, e no sistema presbiteria­no, as autoridades da igreja é que dominavam o Estado. Deve-se admitir que a influência pessoal destes mencio­nados reformadores fosse boa, porque aconselharam refor­mas nas leis e melhor constituição do país, mas a aliança da Igreja e o Estado tem introduzido muitos males na Igreja. João Calvino cria na necessidade do novo nascimento, mas tratou a todos os cidadãos de Genebra como membros da Igreja e sujeitos à sua disciplina. Pessoas sem piedade nem santidade foram obrigadas a conformar-se com as re­gras estreitas da Igreja Calvinista. A liberdade de cons­ciência não era entendida por esses reformadores, e Calvi­no tem sido muito censurado pela morte de Miguel Serveto, que foi queimado vivo em praça pública, por ter negado a doutrina da Trindade, pois Calvino não empregou sua influência para salvar-lhe a vida, deixando-se levar pelo fanatismo da época, embora procurasse, debalde, mudar a forma de execução do fogo para a espada. É verdade que esses fatos lamentáveis da época da Refprma foram atos isolados, em nada comparáveis às dezenas de milhares de pessoas que foram queimadas, trucidadas pela Igreja de Roma durante séculos.
Calvino morreu no ano de 1564, e seu amigo Teodoro Beza tomou seu lugar, e continuou pregando em Genebra até a sua morte no ano de 1605. Havia diferenças entre os pareceres de Calvino e Zwínglio, mas eles chegaram a um acordo chamado "Confissão Helvética", em 1566. Depois da morte de Calvino, a igreja de Roma fez um grande es­forço para restaurar na Suíça a fé antiga, à força e por pro­paganda. O Duque de Sabóia era governador de cantão perto da cidade de Genebra e fez uma tentativa para to­mar a cidade à força, mas foi rechaçado. A igreja de Roma nomeou como bispo de Genebra o celebre Francisco de Sa­les, que embora não pudesse pregar na cidade, pregou no cantão vizinho de Chabelais, e "converteu" milhares de adeptos forçados do calvinismo. Todavia, o bispo era notá­vel pela sua piedade e oratória e depois da sua morte foi ca­nonizado pelo Papa. O bispo ergueu uma grande cruz qua­se à porta da cidade, mas não ganhou autoridade dentro de Genebra.
Durante os séculos XVII e XVIII houve muitas conten­das entre católicos e protestantes. Os estados protestantes lucraram muito durante a perseguição dos huguenotes, que fugiram da França e acharam abrigo na Suíça.
O século XVIII foi marcado na Suíça, como em diversos países, por uma decadência espiritual. Um escritor contemporâneo disse: "O domingo é encerrado com diverti­mentos, e os pastores tomam parte deles com o seu reba­nho. Embora haja ainda conservado decência e sobriedade de costumes, o poder do Evangelho é pouco demonstrado entre os ministros e o povo. O ateu Rousseau, com suas opiniões destrutivas, e Voltaire, seu sutil rival, propaga­vam na vizinhança e especialmente em Genebra, o veneno do seu ceticismo. Há dúvida se ainda resta um professor ou pastor em Genebra que siga a Calvino em princípio e em prática. As convulsões, sob o nome de liberdade, têm au­mentado a apostasia geral. Em toda a Suíça o mesmo espí­rito prevalece, embora não sem muitíssimas exceções feli­zes da infelicidade geral".
Nos princípios do século XIX houve um avivamento es­piritual. Roberto Haldane, um escocês, pregou em Ge­nebra, e diversos estudantes de teologia receberam uma grande bênção espiritual; como Malan, Teodoro Monod, e Merle d'Aubigné, que vieram a ser pregadores notáveis, havendo o último escrito a "História da Reforma" obra traduzida em diversas línguas. Mais tarde J. N. Darby vi­sitou a Suíça várias vezes, pregando no Cantão de Vaud e em Genebra com muita aceitação.
Hoje Genebra tem uma Sociedade Bíblica, seminários para treinar evangelistas e missionários. Como em todos os países, o modernismo está ali ganhando terreno, mas ain­da existe uma grande corrente que aceita as antigas verda­des bíblicas.



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