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7 de março de 2019

História Do Cristianismo - Teologia 32.288 - HOLANDA E BÉLGICA

História Do Cristianismo - Teologia 32.288



HOLANDA E BÉLGICA

A Holanda e a Bélgica são países que têm sido unidos sob o mesmo governo, e separados por diversas vezes. São chamados Países Baixos devido à pouco altitude de seus terrenos.
Já vimos como na luta contra a tirania de Felipe II, os Países Baixos obtiveram sua independência. Guilherme de Orange (chamado também Guilherme, o Taciturno) era ho­landês, e o povo protestante. A maioria do povo belga era católica e de outra raça, e não queria Guilherme como seu príncipe, preferindo o velho regime; algumas províncias aceitaram o rei da Espanha, e duas convidaram um prínci­pe francês, o Duque d'Anjou. Finalmente este príncipe re­tirou-se, e as duas províncias foram restauradas ao rei da Espanha, e assim sacrificaram seu progresso e prosperida­de. Milhares de seus habitantes, os mais progressistas e in­teligentes, fugiram da Inquisição para habitarem na Ho­landa. Todo o comércio ficou paralisado nas cidades prin­cipais, e o capim crescia nas ruas. A Bélgica não prosperou até o século XIX, foi um campo de batalha em diversas guerras entre as potências vizinhas.
Depois da queda de Napoleão, que havia conquistado os Países Baixos, a Bélgica e a Holanda foram unidas, e co­meçou um tempo de prosperidade para eles. Surgiram tan­tas questões entre os dois países, devido às diferenças de idéias, língua e religião, que a Bélgica acabou por revoltar-se e escolher como rei um príncipe alemão que foi coroado com o nome de Leopoldo I. Este rei era protestante, e sob a sua direção, o país prosperava rapidamente, e continuou seu progresso durante o século XIX.
A história da Holanda é muito diferente. A prosperida­de começou logo depois de obtida a sua independência. Os holandeses são excelentes marinheiros, e fundaram diver­sas colônias no além-mar, e suas indústrias e comércio in­terno prosperaram. Na cidade de Leiden, uma universida­de foi fundada no ano 1575. Os primeiros professores eram homens piedosos e moderados e ensinavam o valor da tole­rância, mas geralmente os ministros calvinistas se opuse­ram a tais inovações, sustentando que o país devia ter so­mente uma religião. Um dos estudantes desta universida­de era Tiago Armínio. Depois passou ele algum tempo em Genebra com Teodoro Beza (sucessor de Calvino). Armí­nio era homem liberal, tolerante e piedoso, e muito contra os princípios rígidos de uma uniformidade forçada. Não era contencioso, mas possuía mente clara e lógica. Um dos seus princípios era que a providência ou governo de Deus, embora soberana, é exercida em harmonia com a natureza das criaturas governadas, isto é: a soberania de Deus é exercitada numa maneira compatível com a liberdade do homem.
Quando Armínio morreu, a Holanda foi dividida em dois sistemas religiosos, os calvinistas e os seguidores de Armínio, que foram chamados "os remonstrantes". O pri­meiro ministro do estado, chamado Oldenbarnevedt, deu seu apoio aos "remonstrantes". O príncipe Maurício de Orange, querendo debelar o movimento, mandou prender e processar os aderentes. Dois chefes foram condenados à prisão perpétua, um foi o célebre Hugo Grotio. Outro, o grande estadista Oldenbarnevedt, foi degolado em 1619. Este ministro de estado fez mais do que qualquer outro para a libertação da pátria, estabelecendo também justi­ça, paz e prosperidade durante 30 anos. Grotio era doutor em direito pela Universidade de Leiden, e um dos homens mais eruditos na Europa. Depois de muitos anos na prisão, pelo auxílio da sua esposa, Grotio escapou da fortaleza onde estava preso. A julgar por estes fatos, podemos enten­der que a liberdade de consciência e a tolerância não eram ali apreciadas nos séculos XVI e XVII.
Embora a Holanda tenha sofrido com guerras, a igreja ali tem gozado liberdade e tranqüilidade, mas, como as de­mais igrejas protestantes nacionais, seu estado durante os séculos XVIII e XIX era semelhante ao da igreja de Sardo, descrita no Apocalipse. Atualmente (1941) o país está so­frendo sob a tirania dura de Hitler. A boa rainha junto com o governo, fugiu para a Inglaterra, onde aguarda o dia de voltar à sua pátria, isto é, quando o país for liberto dos seus opressores.



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