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7 de março de 2019

História Do Cristianismo - Teologia 32.290 - BOÊMIA, ÁUSTRIA, MORÁVIA E HUNGRIA

História Do Cristianismo - Teologia 32.290



BOÊMIA, ÁUSTRIA, MORÁVIA E HUNGRIA

Desde o tempo da Reforma até 1918 estes países eram unidos debaixo do governo do arquiduque da Áustria e, de­pois, do imperador desse país. Esses arquiduques e impe­radores eram da família dos Habsburgos; a maior parte de­les foram tiranos e perseguidores. Antes da Reforma, a Boêmia era um reino independente e a Morávia uma de­pendência. Depois da morte de João Huss, em 1415, os seus seguidores lutaram contra todo o império alemão, que mandou diversos exércitos para suprimir os "hereges", mas foram todos desbaratados pelos boêmios. Os hussitas, infelizmente, eram divididos em dois partidos, um chama­do "utraquistas" e o outro "taboritas". Vendo o papa que os hussitas não podiam ser vencidos, concordou em reco­nhecer os utraquistas como a igreja nacional de Boêmia, concedendo a eles o cálix (proibido a outros católicos), na missa, que era a única coisa que eles exigiram. Os tabori­tas queriam uma igreja separada de Roma, e continuaram a luta. Em 1434 o exército dos taboritas foi completamente derrotado e espalhado.
Havia porém, muitas pessoas entre este partido que de­sejavam conservar o ensino espiritual de João Huss, as quais formaram sociedades secretas que procuraram voltar para as virtudes da igreja primitiva. Uma destas comunidades foi fundada numa aldeia da Boêmia chamada Kun-wald, e muitos uniram-se com eles, incluindo membros da igreja waldense. A igreja nacional perseguiu este povo, que ficou espalhado mais uma vez. Um dos pastores chamado Gregório foi torturado e outro foi queimado. Os crentes, porém reuniram-se em outros lugares, e tomaram o nome de "Unitas Fratum", (Irmãos Unidos) e resolveram sepa­rar-se da Igreja Romana, mas declararam: "Não condena­mos nem excluímos os que ficam obedientes à Igreja Ro­mana: como não excluímos os membros da igreja grega ou da índia; assim também não condenamos os membros da Igreja Romana".
Um desses foi consagrado bispo por um bispo da igreja dos waldenses. Tomaram a Bíblia como seu único guia e autoridade, e rejeitaram os ensinos da igreja Romana. Pu­seram muita ênfase quanto à conduta cristã. O papa Ale­xandre VI persuadiu o rei da Boêmia de que esta gente era um perigo para o seu trono. Em 1507 o edito de S. Tiago mandou que todos os que não se reunissem com a Igreja Ultraquista, ou com a Romana, que saíssem do país. Sur­giu mais uma perseguição, mas felizmente o rei da Boêmia morreu pouco tempo depois, e os católicos e ultraquistas ocuparam-se com brigas, de modo que a perseguição abrandou.
Os Irmãos Unidos ouviram com alegria a notícia da Re­forma na Suíça e na Alemanha. Mandaram representantes a Wittenburgo, onde morava Lutero. Eles concordaram com as novas doutrinas, mas não gostaram tanto do com­portamento de muitos dos seguidores do reformador.
Em 1526 a família real da Boêmia terminou com a mor­te do último soberano, e Fernandes, irmão do Imperador da Alemanha (Carlos V), da família de Habsburgos, e Ar-quiduque da Áustria, foi proclamado rei da Boêmia, Fer­nandes era católico fanático. Em 1546 rebentou uma guer­ra entre a Liga dos Príncipes Protestantes e as potestades católicas, chefiadas pelo imperador. Muitos dos nobres da Boêmia tomaram o lado dos protestantes, mas foram ven­cidos na batalha de Muhlburgo (1547). Fernandes voltou a Praga (capital da Boêmia) triunfante, executando alguns dos nobres, e resolveu exterminar os Irmãos Unidos, man­dando que todos os que não assistissem à Igreja Nacional, ou à Romana, saíssem do país. Milhares deixaram sua pá­tria, achando refúgio na Alemanha e alguns na Polônia. Em 1556 Fernandes foi eleito Imperador da Alemanha, e deixou o trono da Boêmia com seu filho Maximiano, o qual deu licença para os Irmãos Unidos voltarem.
Durante os anos que se seguiram, a Bíblia, chamada "Bíblia Kralitz", foi traduzida na língua tcheca (a língua falada na Boêmia). Quando o Imperador precisava de di­nheiro para sua campanha contra os turcos, a Dieta da Boêmia exigiu, antes de fornecer o necessário dinheiro, que o edito de S. Tiago fosse anulado, e que a liberdade religio­sa fosse garantida. A necessidade sendo urgente, um decre­to chamado a "Carta Boêmia" foi assinado concedendo essa liberdade. Em 1616 Fernandes II foi eleito rei da Boê­mia. Estava inteiramente debaixo da influência dos jesuí­tas. Embora jurasse observar a Carta, começou logo a vio­lá-la. Os nobres boêmios se revoltaram, recusando reco­nhecer Fernandes como rei, e convidaram, Frederico, Elei­tor do Palatinado (um Estado alemão) para ser rei da Boê­mia. Este príncipe era protestante calvinista, e sua mãe era filha de Guilherme, o silencioso, de Orange. O jovem eleitor casou-se com Isabel, filha mais velha de Tiago I, rei da Inglaterra. Embora muito novo, Frederico foi escolhido chefe da União Protestante, formada para proteger os esta­dos protestantes. Era homem de bons princípios e de cará­ter, mas não possuía habilidade suficiente para chefiar a União, e todos seus esforços terminaram em desastre.
Os príncipes católicos formaram a "Liga católica" para combater a União, e o chefe da Liga era o Duque de Bavá­ria. Infelizmente, Frederico aceitou o trono da Boêmia e foi coroado no ano de 1619. Foi uma escolha que trouxe resul­tados desastrosos, não somente a Frederico e à Boêmia mas também à Europa. Não tinha o apoio dos outros príncipes protestantes, como o eleitor da Saxônia, e o rei da Inglaterra. O arqueduque d'Áustria foi eleito em 1619 Imperador da Alemanha, e rei da Hungria, e declarou guerra contra Frederico e os boêmios, que considerava como rebeldes. "Fernandes chamou Maximiliano, Duque da Bavária, e a Liga Católica para ajudá-lo. O Duque mandou um exército entrar e devastar o Palatinado, en­quanto o general de Fernandes combatia contra a Boêmia. Esta guerra é conhecida como a "Guerra dos trinta anos" devido ao tempo que durou. Em 1620 Frederico e os boê­mios foram completamente desbaratados na Batalha de Monte Branco, perto de Praga. Frederico, com sua esposa e família, foi obrigado a fugir. Tendo já perdido também sua herança no palatinado, foi obrigado a fugir para a Ho­landa, onde morou até sua morte, como um hóspede dos governadores do país.
A guerra dos Trinta Anos é dividida em três partes, a primeira e a segunda foi por motivo religioso entre protes­tantes e católicos. Foi travada com grande ferocidade, e o sofrimento do povo era terrível. Dizem que a Alemanha sentiu seus efeitos durante um século. Os exércitos man-tiam-se pelo roubo, tanto de amigos como de inimigos, de­vastando o terreno onde lutavam. Fernandes e seus gene­rais, Tilly e Vallenstein, foram quase sempre vitoriosos na primeira fase. A segunda fase foi marcada com a entrada de Gustavao Adolfo, rei da Suécia, campeão da fé protes­tante, com um exército bem treinado e equipado. Foi o único exército que não roubou o povo, sendo bem disciplina­do e comportado. O aspecto da guerra mudou depressa. Gustavo venceu os generais Tilly e Vallenstein, mas caiu morto na batalha de Lutzen (1632). No ano de 1653 a Fran­ça entrou na guerra, ao lado da Suécia, e a guerra perdeu todo o aspecto religioso. Depois de trinta anos de luta, Fer­nandes II fez as pazes, perdendo a França o estado de Alsácia, e o filho de Frederico e Isabel voltaram para governar o seu eleitorado. Esta guerra prolongada foi um desastre também para os Irmãos Unidos. Fugiam para os países vi­zinhos onde podiam-se abrigar. Um bispo deles chamado João Amos Comênio, continuou apascentando seu rebanho secretamente na Morávia. Ele deu-lhes o nome "Semente Escondida", mas são chamados também irmãos moravia-nos. Esta igreja foi composta de taboritas, waldenses, e crentes da Alemanha, e foi desta igreja que o bom Zinzendorf escolheu o grupo com que formou a sua sociedade em Hernhut que depois mandou tantos missionários pioneiros para terras estrangeiras.
A família dos Habsburgos foi notável por sua tirania, perseguição religiosa, e infelicidade com guerras e revoltas. Fez uma guerra contra os turcos, a Guerra dos Sete Anos, no século XVIII, e depois uma guerra prolongada contra Napoleão no princípio do século XIX, e mais tarde contra a França e a Itália, e depois contra a Alemanha.
Depois da Grande Guerra de 1914-1918, a Hungria, a Boêmia, e a Morávia e outras províncias, foram separadas da Áustria. A Boêmia alcançou sua independência e com a Morávia formou a República da Tchecoslováquia. Sendo um país industrial, e um povo inteligente e ativo progrediu rapidamente em 20 anos. Infelizmente, no ano de 1938 caiu em poder da Alemanha hitlerista, que tirou a sua liberda­de, e procurou destruir as suas instituições antigas. A Hungria também foi constituída uma república depois da primeira Grande Guerra, mas não teve o mesmo progresso que a Boêmia.
No século XVI a Hungria fez grandes esforços para ga­nhar mais liberdade política, pois estava debaixo do calca­nhar do Império da Áustria, e obteve uma certa medida da independência. Desde a Reforma tem havido crentes evan­gélicos na Áustria e na Hungria, mas a perseguição cons­tante reduziu o número. Na Hungria, Bulgária e Romênia há muitas congregações de evangélicos chamados "Naza­renos". O fundador deste movimento foi um ministro suí­ço, chamado Frohlich. Entrou como jovem no ministério na Suíça, e, sendo convertido, começou a pregar o Evange­lho, muito contra o gosto dos seus superiores, que procura­ram corrigir sua teologia. Quando Frohlich recusou modifi­car sua pregação, foi expulso do ministério no ano de 1818, mas continuou sua pregação como itinerante, visitando outras partes da Suíça e Alemanha. Dois operários ambu­lantes da Hungria, visitando a Suíça, ouviram Frohlich e foram convertidos. Voltando a Budapeste, capital da Hun­gria, estes homens anunciaram as Boas-Novas, e muitos foram atraídos. Uma congregação foi formada na cidade e cresceu rapidamente, reunindo-se com regularidade. Um grupo desta congregação saiu de Budapeste como missio­nários aos países vizinhos e levaram o Evangelho até as fronteiras da Turquia. Tomaram o nome "Nazarenos" por serem desprezados.



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