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8 de março de 2019

História Do Cristianismo - Teologia 32.291 - POLÔNIA

História Do Cristianismo - Teologia 32.291



POLÔNIA

A Polônia era, no tempo da Reforma, um grande país, estendendo-se do mar Báltico ao mar Negro, e incluindo a Ucrânia. Os poloneses são da raça eslava, e receberam a re­ligião católica no século X. Nos séculos seguintes, a Polô­nia lutou constantemente contra seus inimigos, como as hostes tartáricas do Oeste, que devastavam suas cidades e aldeias. Pelejou também contra os prussianos, raça vizi­nha, então paga; e, ao norte, contra os lituanos, povo feroz e selvagem. Os Cavaleiros Teutônicos vieram morar perto a fim de converter estas raças pagas, e fazê-las cristãs por meio da espada, mas sem bom êxito. A Ordem Teutônica foi formada durante as cruzadas contra os maometanos na Palestina.
Terminadas essas guerras, os cavaleiros ficaram sem emprego. Não tendo tido bom êxito com o evangelho da es­pada contra os pagãos, começaram a brigar com os polone­ses, que foram para eles um espinho durante séculos. Os poloneses eram um povo guerreiro e, felizmente, durante três ou quatro séculos foram governados por bons reis. O rei da Lituânia aceitou a religião católica e persuadiu o seu povo a reconhecer o papa. Os Cavaleiros Teutônicos então ficaram outra vez sem emprego e tornaram-se negociantes e, finalmente desapareceram. A Lituânia e a Polônia fize­ram uma aliança para a sua própria defesa, e por vezes fo­ram governadas pelo mesmo rei. Infelizmente, a Polônia era muito difícil de governar, e os reis possuíam um poder limitado. Depois da Reforma, o rei era eleito por uma "Dieta" formada por pessoas das classes superiores: pro­prietários e nobres. Os trabalhadores não possuíam direi­tos e eram quase escravos dos proprietários. A Dieta quase sempre se recusava a dar o dinheiro necessário ao rei para as suas guerras, e se o rei era eleito pela Dieta, ela impu­nha tantas restrições ao rei, que era quase impossível go­vernar.
Enquanto os povos de outros países pelejavam para ob­ter ou conservar sua liberdade contra reis tiranos, na Polô­nia os melhores reis tinham a oposição do povo e eram im­pedidos pela constituição. A Polônia era muito ligada à Hungria e à Boêmia, seus vizinhos, e tinham muita coisa em comum. Depois da Reforma, a Polônia foi ameaçada pelos russos, no Norte, e pelos turcos no Oriente. Os russos e tártaros devastaram a Lituânia; e na Polônia reinava anarquia. O rei viu-se obrigado a transferir sua autoridade à aristocracia incapaz, cuja única idéia era oprimir as clas­ses inferiores sem se interessar pelos negócios da pátria. A Dieta recusou pagar os impostos necessários, e o rei esfor­çou-se de toda maneira possível, mas em vão. Ele não po­dia ajudar os húngaros contra a invasão dos turcos, nem impedir os russos de tomar as províncias uma após outra do seu aliado lituano, nem as hostes dos tártaros de pene­trar no seu próprio território, roubando e devastando tudo, até o interior da Polônia. A Hungria caiu em poder dos tur­cos e a Polônia estava ameaçada disso, mas o rei não tinha dinheiro para pagar um exército mercenário. Contudo, usou de toda diplomacia para evitar uma guerra contra os turcos.
No século XV alguns dos seguidores de João Huss en­traram na Polônia, mas um edito contra os "heréticos" im­pediu muitos protestantes de entrarem no país. No tempo da Reforma, entrou, por um lado, o luteranismo, e o calvinismo por outro, chegando-se a calcular que existia meio milhão de protestantes, e outro meio milhão da Igreja Or­todoxa, principalmente na Lituânia. Também os Irmãos Moravianos entraram, mas foram depois banidos e passa­ram para a Prússia. Os protestantes deviam seu bom êxito ao fato de muitos nobres favorecerem a sua causa. Em par­te, a razão era política, devido à inveja e ao ódio desses à igreja católica, que possuía tanta propriedade e riqueza, e estava isenta de impostos, o que constituía um escândalo.
Os bispos eram levianos e muitos tinham uma vida vi­ciosa. O ensino era negligenciado e, como resultado, os filhos dos nobres eram mandados às universidades de outros países, como a Alemanha, onde eram discutidas as novas idéias da Reforma. O governo foi obrigado a tolerar a nova religião, salvo as seitas que negavam a doutrina da Trinda­de. Na Dieta de 1558, os protestantes obtiveram maioria. Desde esta data sua causa começou a declinar. Isto foi de­vido às brigas entre os seguidores de Lutero e os de Calvino, e a propaganda dos jesuítas, que trouxe certa reação. A história subseqüente da Polônia é triste. A Dieta conti­nuou na sua tarefa inglória de impedir toda a reforma polí­tica ou fornecer o dinheiro necessário à manutenção da pá­tria. Uma decisão de Dieta tornando impossível todo pro­gresso era muito absurdo, mas foi mantida por ela com uma teimosia extraordinária. Era que todas as leis precisa­vam ser aprovadas por unanimidade.
Nestas circunstâncias, um homem ignorante ou perver­so podia estorvar todo o progresso, e a Dieta era composta de homens ultraconservadores, e muitos deles estavam prontos para trair a sua própria pátria, e a maioria era paga por outros países inimigos, como a Rússia, a Áustria e a Prússia. Estes três países queriam arruinar e repartir a Polônia, e assim davam dinheiro aos membros da Dieta para votar contra toda medida de melhoramento do país. O resultado foi que a Polônia foi de mal a pior, e os três países citados repartiram-na entre si. A primeira divisão foi feita no ano de 1772, a segunda no ano de 1793, e final­mente o resto da Polônia foi dividido em 1796. Assim per­deu a Polônia a sua independência. A maior parte caiu nas mãos da Rússia. Os nobres que tinham impedido todo o progresso durante muitos anos, saíram do país, emprega­dos no exército da Europa. Os trabalhadores que tinham sido oprimidos durante séculos, ficaram tão aliviados que aceitaram o jugo dos estrangeiros sem dificuldade. Mas havia uma classe, os moradores das cidades, e os negocian­tes, que sentiram a opressão. A Grande Guerra trouxe um alívio, e mais uma vez a Polônia foi restaurada pelos alia­dos, tornando-se uma República, que fez algum progresso. Seu antigo inimigo, a Alemanha, mais uma vez devastou esse país, ainda agora (1941) está fazendo esforço para im­possibilitar os poloneses de restaurar o país no futuro.
Na Polônia como em toda a Europa central, há congre­gações de crentes que se reúnem à maneira primitiva, para comunhão e evangelização.



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