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8 de março de 2019

História Do Cristianismo - Teologia 32.294 - IRLANDA

História Do Cristianismo - Teologia 32.294



IRLANDA

Na Irlanda a história religiosa é muito ligada com a política. Embora nos séculos V, VI, e VII a Irlanda tivesse sido evangelizada e fosse chamada a "Ilha dos santos", as trevas espirituais pairaram sobre essa mesma ilha durante mil anos. A Reforma teve pouca influência no país. Os irlandeses eram ignorantes e a maioria analfabeta e os pro­prietários mostraram pouco interesse no bem-estar do povo em geral. Os irlandeses falam a língua céltica, que servia de dificuldade para qualquer esforço missionário da Inglaterra. Também durante certo período do século XVI, houve uma rebelião no país contra a autoridade inglesa. Os reis protestantes da Inglaterra queriam impor a religião anglicana na Irlanda, mas foi impossível a não ser em cer­tas cidades como Dublin, a capital. Guerras e revoltas con­tinuaram, e no reino de Tiago I, o governo resolveu fazer experiência com uma província no Norte, chamada Ulster, plantando ali uma grande colônia de ingleses e escoceses. Muitos presbiterianos foram da Escócia, tomando posse de terreno da província. O rei Tiago mandou que todos os sa­cerdotes católicos saíssem do país, mas foi impossível pôr em execução esta lei injusta.
No ano 1641, os católicos levantaram-se contra os colo­nizadores protestantes, e mataram milhares deles com muita barbaridade. Na Inglaterra havia guerra civil, e as autoridades não podiam ajudar os protestantes, mas os es­coceses mandaram um exército para ajudar seus patrícios. A guerra civil na Inglaterra terminou com a morte do rei, e o general Oliver Cromwell levou também um exército à Ir­landa no ano 1650, e em pouco tempo o aspecto mudou. Cromwell agiu com muita severidade em represália à mor­te dos protestantes pelos católicos irlandeses, e seu nome ficou odiado na Irlanda. A campanha, porém, trouxe paz ao país, embora não fizesse com que o povo da Irlanda amasse os protestantes.
Quando Tiago II fugiu da Inglaterra para a França, o rei Luiz XVI prometeu ajudar seu hóspede real, e mandou um exército francês com Tiago à Irlanda. Guilherme de Orange, o novo rei da Inglaterra, foi à Irlanda e venceu os exércitos franceses e irlandeses. Era uma guerra entre pro­testantes e católicos, e os franceses foram obrigados a dei­xar a Irlanda, e os irlandeses foram subjugados.
Durante o século XVIII, João Wesley visitou a Irlanda muitas vezes, viajando a cavalo em toda parte e pregando o Evangelho. Diversas sociedades metodistas foram forma­das em várias partes.
No fim desse século, rebentou outra revolta na Irlanda, mas os rebeldes foram vencidos, e nessa ocasião muita cle­mência foi mostrada ao povo que tomou parte na rebelião. Durante o século XIX o governo na Inglaterra fez muitos esforços para satisfazer os irlandeses, mas todo aquele sé­culo foi assinalado por crimes políticos, assassínios, e des­contentamentos.
No ano de 1828 a Viscondessa Powerscour mantinha conferências em seu palácio, perto da capital (Dublin) sobre assuntos bíblicos, mormente sobre as profecias e a Segunda Vinda do Senhor. Um dos primeiros expositores foi João Nelson Darby, um ministro na igreja Irlandesa, cargo que deixou para ministrar a Palavra de Deus em di­versos países. Outro pregador independente, no princípio do século XIX, foi Gideão Ousely, que viajava a cavalo e pregava mesmo a cavalo nas aldeias e cidades. Pertencia a uma antiga família irlandesa de boa posição, mas associa­va-se com os humildes camponeses, conversando sobre o Evangelho de maneira muito simples. Um ministro evan­gélico independente chamado Thomas Kelly, formou di­versas congregações na Irlanda no princípio do mesmo sé­culo, e escreveu muitos hinos que estão em uso geral na língua inglesa, e alguns estão traduzidos em português.
No Norte, no Ulster protestante, no ano de 1859, houve uma revivificação, e nessa ocasião centenas de pessoas fo­ram convertidas entre todas as classes. Houve manifesta­ções físicas durante as reuniões, isto é, pessoas caíram ao chão e perdiam os sentidos.
O Ulster é próspero, progressista, com indústrias e co­mércio sendo a sua capital, Belfast, uma cidade de impor­tância. 0 povo é muito leal ao governo britânico, e a maior parte deles são protestantes fanáticos. O Sul do país, com quatro províncias, é principalmente católico, sob o domí­nio dos padres, sofre muito de pobreza, ignorância, pregui­ça, e um ódio fanático contra o governo britânico. Ê justo dizer que estas condições têm modificado e melhorado des­de o afastamento do governo britânico do Eire. Durante a grande guerra, os irlandeses fizeram uma insurreição con­tra o governo. Depois da guerra, houve uma divisão, ficando o Ulster separada das outras quatro províncias, que agora tem seu próprio governo e presidente, mas os irlan­deses não estão satisfeitos, porque o Ulster não está sob o seu domínio: o Estado Livre é chamado Eire, e desde a se­paração tem feito algum progresso.



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